quarta-feira, 14 de março de 2012

MATARAM O TUA, HOUVE DENÚNCIA...E VAMOS CANTANDO E RINDO

ENERGÈTICAMENTE, este País é uma maravilha!
Não vem ao caso a recente alteração de suas excelências, ocorridas por motivos de altas voltagens que de vez em quando mexem onde não deviam mexer, pois há circuitos energéticos intocáveis.
Mas vem esta nota agora a lume pois passou um ano no pretérito dia da Independência Nacional (1/12/2011) que houve denúncia pública de acontecimentos precedentes em correntes eléctricas desnudas, denúncia que mão amiga fez chegar "a quem de direito"...e nada, ao que conste! Para que a memória futura não fique confusa, com a devida vénia e permissão dos autores, transcreve-se. Vale a pena a paciência para recapitulação ou iniciação num tema mui quente que anda a chamuscar gente honesta! Segue pois.

" Ex.mos Senhores


À consideração do DCIAP



O Diário de Notícias (DN) - de hoje, 1 de Dezembro de 2010, “assinalando” o dia da Restauração – vale a pena ser lido com os vossos olhos de investigação bem focalizados.

A penúltima página tem 3 – três – artigos coincidindo na mesma “suspeição” de que “Há algo de podre no vale do Tua” - entre aspas transcrevi o título do mais “incidente” na temática de que há algo de “errado” nas decisões e controvérsias.

Não será importante investigar a razão de tanto desdizer o que se disse e provou?


Não estou a insinuar “paralelismos” com casos intrincados que levaram quase (?) 4 anos a ter “decisão” sobre ele, mas estaremos perante a defesa de bens irrecuperáveis entregues a “vendilhões” ou “sucateiros”?

Importava dizer aos Portugueses que o Território nada vale … e que os espanhóis (nossos vizinhos) ao darem o exemplo da recuperação das suas ferrovias “por montes e vales” de Astúrias e Cantábria, com intensa exploração turística, integrada essa recuperação e exploração em planos sérios de desenvolvimento regional e em prol de incremento económico e revalorização do “capital” que antepassados lhes legaram (para não falar em Deus que lhes deixou a herança terrena) tornando a “obsolescência” num valor inigualável para quem tem das “coisas” (bens terrenos e territoriais) uma visão de cultura (e de riqueza), estão a desperdiçar os dinheiros públicos?!

Parece-me, após estudos sérios e envolvimento nacional e comunitário referidos, que tantos pareceres dados em favor da conservação/restauração da Linha do Tua e sua classificação inicial para interesse patrimonial nacional, protecção das zonas envolventes e sujeição aos regimes especiais legais aplicáveis decorrentemente para integração num desenvolvimento regional sustentado (sói dizer-se assim, hoje em dia) não podem ser “afastados” tão levianamente (entenda-se a etimologia) por um Despacho! “Não há fumo sem fogo”…e parece de facto que os espanhóis são parvos e nós, os do ocidente Ibérico, os inteligentes, os ajuizados, face a despachos quejandos.

Há-de ter-se em conta as críticas que “nuestros hermanos” também fizeram, em tempo (e “deu na TV”), sobre as indecisões de Portugal em preservar e restaurar todo o seu património ferroviário e pô-lo a render! (Há quem prefira umas boas férias a bordo de um comboio, gozando viagem, paisagem e apeadeiros servidos adequadamente em detrimento – ou complemento - de “algarves”) Tudo isto se “deita fora” impunemente, por mero Despacho (feito ou mandado fazer, a saber). Isto não é crime lesa-património?! Com a agravante de ser pelo mesmo punho que se exaram despachos contraditórios! Ou é leviandade no primeiro Despacho – o que não tem aparência de tal, pelos estudos que o precederam e referidos no DN; ou é leviandade no segundo, que faz a inumação do primeiro e afoga, por decorrência, o Património Nacional!

Haverá contra-partidas?! A quem e como? A “EDP” (ou lá parte dela, que já não se sabe qual) vai criar um fundo para apoio ao desenvolvimento regional!? Só por graça – desenvolvimento de quê e de quem, se tudo fica afogado ou ilhado (neologismo; leia-se: feito ilha). A contra-partida será a distribuição de “leds” - pirilampos nacionais e aborígenes será impossível, pois ficarão sem sustento – para os indígenas compatriotas?

E construir uma barragem para ganho de quantos watts obteníveis de outra forma, ao que parece? O interesse está nos “watts” ou na construção da barragem?

“Cherchez la femme!” – era o Poirot que dizia?

(Estão a ver o Concelho de Mourão? (Ali mais para baixo) Afogou-se! E esteve lá o Senhor Primeiro Ministro Eng. António Guterres (era mesmo Engenheiro) – que por ironia, é hoje Alto Comissário da ONU para os Refugiados - a “pôr a primeira pedra” de nova indústria papeleira que iria substituir a que deixou afogar! E lá ficaram mais uns tantos alentejanos “refugiados”! É assim que se “aprende”: empiricamente. Que é feito da indústria na terra? Onde está o desenvolvimento regional e local trazido na esteira dessa primeira pedra?).

Ser Português não tem de transformar-se num eufemismo/sinónimo de néscio!

Porque acredito que não tendes tempo para buscas em hemerotecas (nem tão pouco para seguirdes o “curso” dos actos ínsitos nos Diários da República (DR) - em qualquer das Séries e Suplementos), e com a devida vénia, vos “transponho” para aqui as opiniões publicadas e fundamento deste meu arrazoado; bem como “caminhos electrónicos” para chegardes aos DR de interesse.

Queiram os Senhores aceitar os meus respeitosos cumprimentos, e aproveito para desejar um Santo Natal aos que professam, se não vos incomodar até lá.

Novamente me identifico, pois não gosto de anonimatos, aguardando os resultados do vosso honesto trabalho.

Fuão, morador e cidadão identificado
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Há algo de podre no vale do Tua

por DANIEL CONDE (Movimento de Cidadãos em Defesa da Linha do Tua)



“Há algo de podre no vale do Tua, e não é o fantasma do futuro a trazer um travo a esgoto das águas eutrofizadas da albufeira do Tua.

Há algo de errado quando um Estudo de Impacto Ambiental e um Relatório de Conformidade Ambiental de Projecto de Execução (RECAPE) afirmam numa base científica que a barragem vai ser desastrosa a nível regional e insignificante a nível nacional, mas a barragem avança.

Há algo de errado quando a Linha do Tua tem vindo a ser abandonada ou mesmo mencionada no caso Face Oculta, mas a culpa da má manutenção da via e estações é atirada como que para os próprios utentes que a utilizam. Há algo de muito errado quando um consultor da UNESCO afirma deslumbrado que a Linha do Tua tem todas as condições para ser considerada Património da Humanidade, reiterando o que disse o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Ifespar) sobre o seu valor patrimonial único, mas depois os ministérios do ambiente e da cultura (e depois o próprio Igespar) concluem que nem o vale nem a Linha do Tua têm valor patrimonial ou ambiental algum, arquivando com uma celeridade desconcertante o processo de classificação desta como Património Nacional.

Algo não está bem quando os comboios da Linha do Tua ficam sobrelotados de turistas, quando o Plano Estratégico Nacional de Turismo e o Plano Regional de Ordenamento do Território do Norte prevêem maravilhas turísticas para esta região, e quando um projecto de turismo ferroviário para a Linha do Tua fica em terceiro lugar num concurso nacional de empreendedorismo, e a CP e a Refer fecham as portas à sua exploração turística.

Algo de muito errado se passa quando com um projecto ferroviário de baixo custo se poria um madrileno em Bragança em duas horas, e nos debates havidos em Trás-os-Montes sobre desenvolvimento ninguém diz uma palavra sobre caminhos-de-ferro.

Muito mal vai o estado da Democracia quando a voz de 18 mil peticionantes contra a construção da barragem do Tua e a favor da reabertura, modernização e prolongamento da Linha do Tua, defendendo inclusivamente métodos alternativos mais baratos e mais eficientes de produção e poupança de energia, não é ouvida ou não é suficiente para calar a de meia dúzia de indivíduos mal intencionados e de carácter duvidoso.

A lista de incongruências, atropelos, e laivos de actividades amplamente contempladas no Código Penal avoluma-se. Vagas de estudos científicos e pareceres de especialistas - de entre os quais UNESCO e Comissão Europeia - que apontam um severo dedo à barragem do Tua e coroam de louros o vale e a Linha do Tua, esboroam-se com um rumor de espuma do mar contra sabe-se lá que perigosos rochedos e contracorrentes.

Chegados a este ponto é lícito perguntar: em que mundos vive o Ministério Público e a PJ, ou será que o vale e a Linha do Tua é que já não pertencem a este mundo? Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto fede.”


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O Tua e o poder do mais forte

por JORGE TRIGO (Historiador)

“Décadas de luta persistente por parte dos amantes da Natureza, dos apaixonados pelos caminhos-de-ferro, dos transmontanos, gente habituada há muito a viver longe dos centros do poder, conseguiram que a Linha do Tua se mantivesse em funcionamento. Em 1979 a fadista Florência, nascida no Porto, foi a intérprete no XVI Festival RTP da canção O Comboio do Tua, que fazia a apologia à linha, ao comboio e aos ferroviários. Depois da actuação de Florência os trabalhadores ferroviários do Tua enviaram-lhe o seguinte telegrama: "Ferroviários Linha do Tua enviam felicitações pelo êxito obtido canção Comboio do Tua todos estamos consigo desejamos triunfo final."

O disco de 45 rotações foi dedicado por Florência à Linha do Tua e autografado com o desejo de muitas viagens. A canção classificou-se em oitavo lugar, com 63 pontos, e tornou-se um dos seus maiores êxitos. Começava a assim: "Olha o comboio que sobe o Tua. Trás emigrantes, trás emigrantes/E no comboio que sobe o Tua/Velhos soldados e estudantes /Vão de viagem p"ra Trás-os-Montes/E o comboio que sobe o Tua/Faz pouca terra a muita terra,/Até ao filho que anda na rua./ E há namorados p"ra além do Tua,/Lenços bordados, roupas de cama./Brincam crianças soltas na rua/Por entre as pedras, no meio da lama."

Nos últimos anos os "ataques" à Linha do Tua foram ocorrendo. Muitos procuraram resistir. Multiplicaram-se acções em defesa desta "peça única e exemplar do património ferroviário português". O filme Pare, Escute e Olhe (2009), de Jorge Pelicano, sobre a extinção da linha ferroviária do Tua, uma das três mais belas da Europa, ameaçada pela barragem que a inundará, contribuiu para a sensibilização da opinião pública. No final de Julho deste ano o Igespar despachou favoravelmente o pedido de abertura do processo de classificação da Linha Ferroviária do Tua como Património de Interesse Nacional, no seguimento de um requerimento entregue no Igespar em Março de 2010, subscrito por um conjunto de pessoas que têm vindo a lutar em defesa da Linha que estão contra a construção da barragem da EDP, pois irá submergir grande parte daquela linha centenária.

Este mês, a 11 de Novembro, foi publicado em Diário da República um despacho determinando o encerramento do procedimento de classificação da Linha do Tua como Património de Interesse Nacional. O Igespar recusou a classificação da linha como património nacional por considerar que o seu interesse cultural é reduzido dos pontos de vista arqueológico, arquitectónico, etnográfico, científico, técnico e industrial. Quem teriam sido os técnicos que assim consideraram? Terão eles a preparação, a formação, os conhecimentos e a experiência indispensáveis para chegarem a estas "aberrantes" conclusões? Os subscritores do requerimento que deu origem ao processo vão recorrer judicialmente da decisão, mas... já podemos imaginar o que acontecerá.

Presto a minha homenagem simples, mas cheia de emoção, ao Movimento Cívico pela Linha do Tua, a todas as outras organizações políticas e sociais que desenvolvem esforços para preservar o caminho-de-ferro do Tua.”

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Uma morte anunciada

por JOSÉ SILVANO (Presidente da Câmara Municipal de Mirandela)

“Numa altura em que toda a Europa valoriza o caminho-de-ferro, nomeadamente as linhas estreitas de montanha, o nosso Governo e as empresas públicas ligadas à ferrovia desprezam por completo o património ferroviário nacional.

A Linha do Tua já teve uma morte anunciada em finais da década de 80, quando o troço entre Mirandela e Bragança foi desactivado. Nessa altura também se pensou em encerrar a Linha do Tua mas a implementação do projecto do Metropolitano Ligeiro de Mirandela, levou a que este troço da linha entre o Tua e Mirandela não encerrasse. O Metropolitano Ligeiro de Mirandela foi a primeira tábua de salvação da Linha do Tua.

Nos últimos anos, misteriosamente , esta linha centenária que nunca tinha tido acidentes graves, teve dois acidentes gravíssimos com algumas mortes e alguns feridos. Todos se interrogaram sobre as causas e a especulação trouxe ao de cima várias causas e vários motivos, mas ninguém se lembrou que a principal causa era o abandono da linha ao longo dos anos sem as necessárias intervenções de segurança. É que esta linha fica no interior profundo, em Trás-os-Montes, e aqui tudo fica abandonado à sua sorte e ao seu destino. O Governo de Portugal abandona o seu território e com isso a desertificação impera. Só este abandono do território justifica que esta linha esteja há dois anos sem qualquer intervenção de segurança e se encontre encerrada entre o Cachão e o Tua. Se fosse no Litoral a linha tinha aberto em segurança passado um mês ou menos.

Mas, infelizmente, estou convicto que este encerramento provisório serve os interesses de um encerramento definitivo para que se possa construir a tal barragem de Foz do Tua que vai inundar a linha e retirar da memoria dos Portugueses esta obra de arte construída com empenho e arte pelos nossos antepassados e dar cabo daquele património natural que é o vale do Tua. Este meu pensamento encontra eco nas atitudes dos responsáveis da Refere da EDP que em consonância, vão pedindo a desclassificação desta linha do património ferroviário português. É caso para dizer que a linha do Tua não sabe nadar e vai morrer afogada.

O que importa realçar com este eventual encerramento da linha é que mais uma vez os transmontanos vão perder uma fileira turística de qualidade - o turismo natureza - que podia atrair milhares de turistas à região e vão ficar definitivamente sem qualquer possibilidade futura de transporte ferroviário porque acaba o único corredor onde ele podia existir. A ligação ferroviária entre o Interior e o Litoral fica definitivamente afastada. É mais uma perda no de-senvolvimento regional. E aquelas populações isoladas ao longo da linha como vão poder ir ao médico, às compras, aceder à educação e ao desenvolvimento? A resposta é que são poucos e de certeza não vão incomodar o todo poderoso centralismo.

Ainda haverá alguma coisa a fazer? Penso que até ao lavar dos cestos é vindima e como tal ainda não estão completamente esgotadas as formas de luta de defender este património ou de pelo menos limitar ao máximo a sua extinção. Para isso é necessário mobilização nos objectivos. Esta perda não só prejudica Trás-os-Montes como deixa mais pobre Portugal.”

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E a consequente "palavra oficial"!!!


Diários da República – “links” para:

1) O Despacho preservativo:





2) O Despacho abortivo:





Nota 1: As designações dos Despachos parece serem etimologicamente as adequadas.

Nota 2: A Justiça é lenta mas é justa

Nota 3: Quando estiver tudo terminado...estamos perante "direitos adquiridos" como usualmente para alguns (e custos astronómicos de retrocesso! Incomportáveis, pois!)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

OPORTUNIDADES OPORTUNAS - ÀS ARMAS! ÀS ARMAS!

1. Começo por agradecer as oportunidades que o destino me tem proporcionado. Isto por me trazer às
mãos informação útil no momento adequado.

2. Passando algum tempo de volta de "coisas velhas" - ou antigas, melhor dizendo - dei comigo a folhear um opúsculo do ano de 1915! (Ver bem a data! Plena I Guerra Mundial como se veio a designar na História). De que cuidava o texto?! Dois ilustres Professores da Sorbonne não "satisfeitos" com o decurso dos negócios políticos (as coisas repetem-se?) resolveram indagar das veras razões da Guerra que estava assolando a Europa. Pesquisaram, pesquisaram, esquadrinharam, esquadrinharam, e foram dar com os escaninhos dos diplomatas e chefes de Governo de então por essa Europa em guerra! (Milhões de assassinados!) E que se plasmava em tão secretos (alguns públicos ou publicados) diplomas da mais variada natureza? Entre as Chancelarias e Governos eram trocadas opiniões (num incrível espaço de 2 dias 2) no "longínquo" Julho de 1914, sobre o ultimato feito pela Áustria (o orgulhoso Império) à Sérvia, na sequência do assassinato de Francisco Fernando da Áustria e de sua esposa, em Sarajevo.
O assassinato não foi promovido pelo governo da Sérvia mas a Áustria entendeu que seria altura de demonstrar a força do Império que era objecto de crítica de associações políticas na vizinha Sérvia! A Sérvia, enquanto Estado, nada tinha a ver com o assunto! Mas  "levou"  com um ultimato em ordem para ser obedecido em 24 horas! A Alemanha apoiava toda a atitude do orgulhoso Império! Negociações urgentes pela Europa de então (Inglaterra, França, Itália, Rússia) para sustar qualquer atitude bélica. A Sérvia respondeu - submissa - ao ultimato - apenas relevando a impossibilidade de satisfazer a censura política e a perseguição a detractores da Áustria no seu território sem ofender os princípios da democracia que informavam o Estado e o Direito na coarctação das liberdades de expressão - já tinha condenado o assassinato! - e de livre associação. A Áustria impunha-lhe uma menoridade política exigindo a sua participação nas inquirições e investigações judiciais aos detractores do Império em território sérvio! A Sérvia pretendeu aclarar que posição era esta, a da Áustria, fazendo da Sérvia um qualquer protectorado. Mas a Áustria não admitiu qualquer aclaração ou via alternativa de colaboração proposta pelos sérvios e consentânea com o seu direito e o direito internacional. E com a cobertura da Alemanha desencadeou a guerra.
Retenha-se: a culpa do assassinato não era do Estado sérvio; e este dispôs-se a clarificar toda a situação - exigindo apenas que fosse respeitada a sua soberania e que não fosse submetida à derrogação do Direito na sua actuação.

2. Na mesma altura veio-me às mãos um outro opúsculo sobre a justificação da entrada de Portugal nesta loucura.
O "governo" de Afonso Costa perorou - está publicado na folha oficial - e produziu um extenso arrazoado do qual relevo a obrigação de Portugal dar satisfação a todos os tratados de que era subscritor e demonstrar internacionalmente que era um País que honrava os seus compromissos internacionais; e que embora fosse custoso para o "governo" não lhe restava mais do que mandar os portugueses suicidarem-se nesse altar de arrogâncias internacional e participar na carnificina que aquela guerra implicou!
Orgulho nacional, honra nacional, respeito pelos aliados e tratados subscritos...para mandar para a morte os seus nacionais sem pretender curar de saber quais as razões que fundamentavam este morticínio!
Repare-se que a entrada de Portugal nesta loucura dá-se 2 anos e tal depois de diivulgados pelos referidos Professores da Sorbonne os fundamentos do "talho" instalado na Europa!

3. Estaremos destinados a ser apenas os cordeiros obedientes de "governos" despóticos mascarados de democracias? Os argumentos são os mesmos, agora, face ao despautério das finanças mundiais (e tenta ainda dar-se como culpados Gregos, Irlandeses, Portugueses...e o mais que se verá!); e assiste-se à tentativa de sanear as finanças - mormente privadas - com o sacrifício dos Povos! Estes são os "governos" que vamos tendo! Estes são os entendimentos de tratados internacionais: honra nacional, etc. E os portugueses - no nosso caso - não merecem um mínimo de consideração de quem manda agora no território?! Parece que não! Só ouvimos que cumpriremos custe o que custar as "nossas" obrigações! Custe o que custar! Quem são estes senhoritos a mandarem na vida e na morte dos portugueses e do País?

4. Depois vem a fraulein Merkel dizer que os investimentos na Madeira não visaram o incremento de produtividade! Vista a Madeira antes e depois de Jardim (e não sou seu simpatizante) é a comparação entre o dia e a noite! Saberá a fraulein que os túneis que tanto a afligem e as vias de comunicação que como tanto desperdício considera foram factor de mobilidade no território insular, por via dos quais se consegue fazer hoje em minutos o que antes se fazia em horas de trajecto?! (Não é um factor de incremento de produtividade o encurtamento da distância entre os agentes económicos?) E a segurança em que as pessoas hoje se deslocam tem alguma coisa a ver com o passado? Frauleinezinha, aprenda economia e política e fale só depois de conseguir absorver umas noçõesinhas para conversa trivial. Na Alemanha é diferente? Anda-se de burro? (se calhar anda-se de gatas, por isso a perspectiva é tão baixa!). Como se curvam á menina tantos próceres políticos na nossa europazinha é que ainda me espanta! (ou não, pois parece tudo da mema colheita).

5. Estamos no baixar de pano sobre a cena grega?! Será que ainda não perceberam os ditos políticos da europa que se está a liquidar não só uma NAÇÃO mas A NAÇÃO GREGA? Repetem-se os ultimatos e a tentativa de submeter à sua "orientação" económica e financeira aqueles povos das ilhas do Sul que não merecem existir senão como protectorado da Alemanha civilizada? Que mal fez a Grécia à Europa? Terá de expiar os erros financeiros do Deutsche Bank e quejandos parceiros comerciais?
Ficou à Alemanha alguma dor de consciência post II Guerra Mundial? Parece que não! Mas aqui os exigentes teutões esquecem-se de que as suas dívidas reais para com toda a Europa, desde 1914 - para não irmos mais para trás e trazer à colação o chevalier-servant Sarkozy e a sua françazinha de faz-de-conta - ainda se não saldaram? Esquecem os teutões que os primeiros a ser perdoados em termos de excessos de déficit na Europa do Euro foram exactamente eles? E a Europa retaliou?! Não! Perdoou - bem como à França! Será que a Alemanha esqueceu os custos da sua re-unificação recente e da paridade dos marcos de "um e outro lado"? Quem suportou tudo isto? O "milagre alemão"? Farto-me de rir...chorando! Quem acolheu - aqui repito-me - alemães e austríacos no post Grande Guerra para se educarem, lavarem, crescerem, alimentarem-se, serem gente? Não foram os ditos Países do Sul, tão mal-quistos? Será por isso, por lhes podermos lembrar a nossa caridade, que nos têm esta raiva?!
Por que será que uns Países têm mais direitos que outros no seio da dita comunidade?

6. Infelizes as afirmações do presidente do parlamento europeu! Senhor Schultz, a sua querida fraulein foi até à Índia e China vender a Alemanha! O senhor andava por cá ou estava distraído?! Há uns que são mais iguais que outros?! Estamos de acordo em que solidariedade...vou ali e volto e não encontro!

7. Lastimo o tom subserviente e servil do nosso "governo". Criado de outros senhores - que não ao serviço do Povo que o elegeu - andamos numa fona a tentar espezinhar os Portugueses por todas as formas desde que tal dê "imagem" "lá fora"! Que me interessa como Português a consideração que receba o PM se isso resultar do total aviltamento de uma Nação velha de séculos e da espoliação, a mando, de todo o Povo, para pagar as dívidas de meia-dúzia de barões que se rebolam com todo este frenesim ministerial! Andam a soldo dos mercados - essa noção de merda de que já nem conhecem a origem - para satisfazer os balanços dos capitais em bancos absolutamente privados! Onde foi gasto todo este ror de dinheiro que dizem agora que NÓS devemos?! (Quando se tratou de lucros, só alguns se candidataram à receita - aliás, os mesmos de sempre). Andamos a tentar imitar o "bom aluno"?
Foram tudo mentiras e jactâncias eleitorais que se desmascararam em poucos dias. Todo o Povo enganado! Vivemos agora com o PEC IV, o PEC V, ..., e ninguém se insurge! Fomos convencidos ao bom-comportamento, à submissão, à abulia!

8. Queríamos um País socialmente justo (falávamos de social-democracia como paradigma), criou-se as condições políticas, desenvolveu-se o conjunto de sistemas que permitiriam a sua consecução, cumprimos com trabalho, pensávamos que usufruiríamos desse bem-estar para o qual trabalhámos! Fomos enganados?!
Afinal a TSU é a culpada! O consumo privado é o culpado! O nível de vida sustentado e sustentável é o culpado! As condições sociais vigentes (agora em vias de extinção) são as culpadas! E nada se diz sobre a invenção de Bolsas de Valores e seu Carnaval e Casino?! E os "produtos" ditos financeiros que são lixo e que se venderam e constituíram garantias suficientes para o regabofe das negociatas interbancárias? E os intangíveis "produtos" que se trocam por fortunas entre os senhores do regime? Por que será que de manhã os belmiros deste mundo valem ouro nas bolsas de por aí fora e à tarde já nada valem? Que jogadas e que jogadores estão envolvidos nesta forma de fazer fortuna? Onde andam os políticos tesos capazes de promulgar directivas eliminando todo este engano? Onde a coragem política de dizer "basta!" a tanto assassino de luva branca? Não vêem a miséria que se está a gerar? A violência fomentada pela fome e pelo desepero? Que mais grécias querem? A receita das troicas está a resultar? Não é evidente que não? Quem é cego ou está interessado em tanta desgraça? São os juros que sobem em função das possibilidades de default - como os sacanas designam a banca-rota - que interessam a quem? E os novos produtos de swap?

9. Vem aí o Borges e a sua super-equipa mandar nos que mandam, a soldo não se sabe de que interesses (o Borges é o da Goldman-Sachs, uma das empresas das trafulhices financeiras publicadas por esse mundo fora, base de toda a situação que atravessamos, como noticiado), vigiar os investimentos públicos (pensávamos que já estavam sujeitos a organismo próprio instituído para acompanhamento no âmbito do TC, i.a., das PPP, ao PGR e Judiciárias; - afinal não?!), com independência do Governo (mais uns). Gostávamos de ver o contrato chorudo que o levou a por-se de fora do FMI tão asinha! (a Senhora Lagarde lá sabe quem quer manter, ou não, como colaboradores?!).
Votaram nele? Eu não!
E o Parlamento - o nosso caseiro - não se insurge com estes atropelos constitucionais?! Ou é mais uma de competência exclusiva do Governo?! Vergonha!

10. Só nos anima o Hino Nacional: "Às armas! Às armas/ ... Entre as brumas da memória/ ..."

11. É altura de esclarecer que tipo de Estado temos! Que tipo de Governantes admitimos!

12. Já passou quase um século desde o ultimato da Áustria/Alemanha à Sérvia. Será que aprendemos alguma coisa?! Ou andamos distraídos da História! (Agora é mais televisão, não é?!)

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Viver acima das suas posses





1. Há coisas que nos irritam, fulcralmente as que decorrem da má-fé. E esta é uma delas: é voz corrente que os Portugueses andaram a viver acima das suas posses, ou seja, agora que a Banca está “falida” (será que está?) a culpa é dos clientes! Porra!!!!

2. O País faliu! Isto irrita, mas irrita mesmo. Andámos a pagar impostos, constantes dos diversíssimos Orçamentos de Estado, Orçamentos que se destinam a suportar o custo do modelo de Estado que nos foi proposto, e agora vêm dizer-nos que não há dinheiro?! Onde o gastaram, se não foi nas rubricas diversíssimas daquele rol de encargos e receitas? As linhas finais indicaram sempre a soma dos encargos igual à soma das receitas! Mais artifício – só para “entendidos” – há deficits de diferentes naturezas e denominações; mas, para o Português corrente, aquele que deu o seu voto a alguém “mais sabido” para estas tarefas, se os Orçamentos – trabalho do Governo - estavam aprovados – trabalho da Deputação à Assembleia da República (mais grito, menos grito) – e promulgados – trabalho do Presidente de nós todos, sem comunicados ao Povo alertando para os males que deles adviriam – qual era a dúvida sobre o normal funcionamento das instituições, como se plasma na Constituição da República (não vale rir ainda!) e portanto qual a maleita de que padeciam estes “instrumentos de navegação económica, social e política” fundamentais para a legalidade dos actos do Executivo? Tudo caladinho e o Zé que adivinhe que lhe estão a fazer o ninho atrás da orelha? Porra, para a irresponsabilidade das tais instituições com o garante no Restelo!

3. Mais recentemente – e esperava-se que não fosse apenas para mais uns “tachitos” – a AR dispõe de um órgão específico para acompanhamento da execução orçamental. Porra para o órgão!

4. O Tribunal Contas fez vários alertas/relatórios sobre as situações mais estranhas decorrentes das execuções, no concreto, de todos os Orçamentos! Quem não ligou e tinha a responsabilidade institucional de ligar? Porra para os “distraídos”!

5. Pagamos impostos, os contabilizados como necessários – admite o Zé -, para suporte dos encargos que todos sabemos decorrerem do modelo social que elegemos. Quem não sabe fazer contas e ocupa lugares de responsabilidade nacional, em todos os domínios de actividade do Estado? Porra para a irresponsabilidade!

6. O Zé sabe o que são PPP? Não! Estão lá os escritórios de advogados (de quem ?? convinha saber, Senhor Procurador-Geral da República!), os escritórios de luminares da “ciência” económica (chamam-lhe ciência, e todos os dias vemos os mais assertivos a defenderem o preto e o branco ou o branco e o preto, contradizendo-se uns aos outros de forma lapidarmente científica, propondo o caminho do suicídio – a diferença está em ser por enforcamento ou por asfixia química ou qualquer outra forma de martírio que se dê por auto-consentida…ou fácil de impôr), os escritórios de uns filhos de puta que dizem ser lobistas e coçam para dentro por todos os lados e que pretendem ser reconhecidos não como naturalmente são – fóras-da-lei – mas como gente séria e altruísta; os escritórios das mais diversas consultorias, tudo gente-de-bem; portanto o Zé não deveria incomodar-se mais. Porra, Zé! Sempre foste confiado!

7. “Pagamos” a saúde nuns impostos constitucionalmente “progressivos”, e querem que a paguemos de novo, progressivamente, sob o eufemismo de taxas moderadoras! Moderadoras de quê? Modera-se a saúde com uns euros? Repete-se a colecta sem que nenhum dos doutos togados diga de nossa Justiça! Há sempre um defensor politicamente ajustado às opções governativas! Porra!

8. “Pagamos” as estradas, SCUTS, AE, e “normais” (muito desleixadas, as “normais”, de conservação adjudicada não se sabe a quem, ao Km…a que deveria subtrair-se todo o buraco e desaparecimento de camadas de desgaste, etc. … mas isto é inconveniente contratar-se, não é?) e agora querem portagens, para já nas SCUT…e depois logo se vê! A entrada nas cidades? E as saídas, não se portajam porquê? Porra para as falcatruas e compensações financeiras por alterações de contexto e do raio que os parta! Porra para os escritórios de merda dos advogados (de quê ou de quem?) que o Estado subsidiou para o defender! (Senhor Procurador-Geral da República! Cu-cu, está a “entender”?! Os contratos deveriam ser vistos à lupa! O T. Contas parece que tem por lá uns relatoriozitos que deveriam ser lidos!)

9. Comboios de Alta Velocidade! A maravilha! Chegar a Madrid em menos de 2 horas! (Mas isto seria só com partidas de Lisboa, o Zé não “viu” esta!). Melhor que de avião! Vocação e desígnio! Tanto faz a Norte do Tejo como a Sul! – Isto é: a Norte tinha uns senhoritos envolvidos com compromissos (quiçá, direitos adquiridos?!) com toda a envolvente aero-portuária!? A Sul, passava-se o mesmo!? Haveria que dizer quais sairiam vencedores! Aqui estalou o verniz! Não houve decisão salomónica para trazer o comboio pelo Sul e ir até ao Norte e voltar para dar satisfação a todos! E mais ponte ferroviária, ou rodo-ferroviária, ou qualquer combinação destas seria sempre para a mesma empresa! Porra, Senhor Procurador! Quem seriam os beneficiários de tantas alternativas, não dá que pensar? Pelo meio houve alguns que já cobraram “o seu” – em estudos, consultorias, opções de traçado, mesmo! Ninguém se lembrou de hidroaviões! Saía mais barato, desnecessitava pontes, amaravam mesmo no Cais das Colunas, levavam o pessoal até aos pólos logísticos a Norte e a Sul, a CP estava livre para continuar a servir Foz-Coa e Foz-Tua, sem estes encargos (a propósito: quem esportulou os custos dos estudos, etc. etc., e das compensações dos direitos não satisfeitos? – Tirando o Zé, pois está visto que foi em última análise – e quem se locupletou com as rendas? Andamos a dormir?

10. Temos uma linha de comboio politicamente correcta, lançada entre Poceirão e a fronteira. O problema é espanhol, pois do nosso lado, para ligação das capitais peninsulares bastará promulgar o diploma que consagre Poceirão capital do reino luso! E há por aí – parece, que eu só ouvi rumor – quem pretenda agora ressarcir-se de custos num investimento para o qual nem visto do TC havia! E isto é legal?! Ou são direitos adquiridos? Porra! Senhor Procurador-Geral, há muito para investigar, maxime, se o Poceirão não for elevado à categoria adequada ao respeito de um compromisso internacional, com verbas da U E programadas para o efeito! Isto é que é Ordenamento do Território, desconcentrando a Administração e pondo os departamentos do Executivo na Capital Poceirão! Vamos vê-los a tornar-se rentáveis!

11. Faz-se contratos milionários com o conglomerado farmacêutico com vista à diminuição dos encargos com os medicamentos, e a factura é o que é! Quem está a servir-se disto? Quem assina estas coisas? Porra para a desfaçatez!

12. Temos um problema com a Segurança Social? Recebem-se os encargos das caixas de pensões dos bancários, “ilude-se” o saldo orçamental (repare-se: quantas vezes e por quem esta cena foi conduzida? Isso mesmo! Acertou!), garante-se que está tudo provisionado e que, portanto, não há nada a temer…mas dois dias depois de recebida a receita de 6.000.000.000€ (até tenho medo de tanto zero!), já há que “distrair” 2.000.000.000€ para finalidades outras…mas não há problema! Porra para a leviandade!

13. Temos problemas com as pensões do Estado? Nada a temer! O mesmo sócio (único, diga-se, o referido) Com a mesma mão com que corta aquilo que estaria como sagrado à GUARDA DO ESTADO e não para outros fins…entrega 4.000.000.000€ dos contribuintes por 40.000.000€ a um “particular” – que se não era já, ficou tartamudo com a benesse. Porra! Senhor PGR, nada a dizer? (1% na factura, e nós – por interposta pessoa de bem, o Estado, ainda vamos ter que dar mais qualquer coisinha!)

14. O OE2012 ainda não está em vigor…e já o Gaspar e o Coelho (respeitados governantes deste País) nos vêm dizer que afinal há um desvio (será colossal?) relativamente ao que se previa, pois as cimeiras não concluíram como se esperava! E o que foi lá fazer o nomeado? Corpo presente? Esperava-se defesa deste País! Porra para a cimeira! Porra para a porca da política que tais filhos pariu!

15. Ainda não vimos o filme?! Somos nós que estamos a viver acima das nossas possibilidades! Não são eles que nos esgarçam a vida acima delas! Os culpados até somos nós! Porra!

16. Devíamos ter ido estudar para o estrangeiro (vejam aqueles senhores que aparecem nas páginas de economia da comunicação social: exemplares, todos eles! Mesmo o Bento, com as sua ética da economia, que não aceitou ir para o governo, dizem, para não desfalcar a economia real com o seu vasto saber, e manter a sua sombra no Restelo, acautelando o PR da ausência de um ombro amigo no qual chorar antes de promulgar a contragosto qualquer despautério do executivo, como essa do deficit inscrito na Constituição) para podermos ser alguém assertivo social, política e economicamente! (A propósito: a Goldman Sachs não é aquela empresa que no subpraime blá-blá-blá?) É que temos todos os Portugueses a viver acima das possibilidades e já agora era mais útil uma Harvard, um Mit, uma Carnegie Melon, uma…Porra para os teóricos do sistema! Então somos todos amigos do Mexia para lhe solicitar uma catedrazinha nos USA?! Ainda não chegámos à igualdade, mas pensávamos que estávamos a caminho de uma sociedade mais justa, lá isso estávamos: todos a ganhar como o Mexia, como o Bava (que até ganha mais que o patrão), e outros exemplares do nosso tecido económico (é assim que convém dizer-se?) que isso de ser classe-média já não dá, para não falar nos pobrezinhos (que iam acabar, segundo o 25/4).

17. Eu queria era ser loiro (ou falso-loiro) e magrinho, ter um ar de lêndia mal enroupada, uma voz fininha, e ter menos 30 anos e uma aposentaçãozita de 7.000€ (ou por aí) no fim de dez anitos de esforço pela Pátria. Acho que merecia. Mas não gosto é da parte de ter de ser falso-louro, mais magrinho que uma lêndia e esganiçado convencido. Se calhar não dava…pode ser que mude, que isto com a idade nunca se sabe (o Mengel fazia experiências dessas, e a Merkel está a tentar aumentar a amostra para ver no que dá…ela andou a estudar no estrangeiro, é capaz de saber mais a dormir que o Gasparito acordado). Porra para a minha esquisitice! Nunca me vou governar e viver de acordo com as minhas possibilidades!

18. Mas que tudo isto tem de merecer uma MUITO ESPECIAL ATENÇÃO DO POVO PORTUGUÊS, lá isso tem! E O PR, e o Governo (este e todos os que o antecederam, de há uns anitos a esta parte) e o PGR, e a Deputação nacional – e a europeia, que não me debrucei sobre esses luminares estrangeirados, como o Senhor Rangel, que já aceita que a soberania é uma coisa de subdesenvolvidos! É o que faz andar lá por fora! Ficam estrangeirados! Alguns até vêm para cá com ideias esquisitas! (Olha, o Gomes Freire lixou-se por menos!) – devem muitas explicações ao POVO!

19. Viver acima das minhas posses? Quando? Tudo o que pedi emprestado foi com penhora e está pago! Há muito!

20. Quem é que andou a empolar os preços para poder cobrar mais em juros?! Eu? Tenho cara de banqueiro? Quem é que se endividou no estrangeiro para emprestar aqui? Eu?

Quem fomentou e incentivou o Estado a endividar-se para promover obras “públicas” do interesse de alguns (aos quais os mesmos se associavam múltiplas vezes e de formas variadas – ganhando sempre, em vários tabuleiros)? Eu? Quem “convenceu” executivos a desbaratar recursos nacionais em prol de interesses privados? Eu? Quem montou “esquemas” de rendas por largas dezenas de anos com roupagens de interesse nacional e desenvolvimentista do País? Eu? Quem começou com obras majestáticas e de regime, mostrando como é bom gastar o que vem lá de fora? Caso contrário somos todos péssimos aprendizes? Eu? Em último: quais os interesses instalados na dita Europa por detrás de tanto QREN? Aos Estados “basta” investir uma fatiazinha porque a Europa “dá” o resto! É o que está à vista!

21. E agora emagreçam! Quando estiverem magrinhos vão ver a força que têm! Porra para estes Mengel sociais!

22. Desde quando a economia progride se a sociedade perdeu capacidade para investir?! O nosso PM deixou-se encandear pelas teorias do Gaspar e dos germanófilos! Os judeus desapareceram (ciganos e outros povos) à custa de emagrecerem!

23. Quem vive respaldado na insanidade mental?! É urgente, por uma questão de saúde pública, CORRER com estes ILUMINATI da governação – aqui e na EUROPA!

24. Já chega, porra!

25. Estamos a viver acima das nossas possibilidades, a puta que os pariu! Enxerguem-se! PAREM!

26. Quem vai consumir produtos daqueles que ainda estiverem a produzir alguma coisa?! Os esfomeados? Os espoliados? Os cadáveres? A Europa vai morrer agarrada a uma linha de montagem que produz automaticamente qualquer merda para qualquer fantasma que sobre!

27. O nosso PM e seus apaniguados sabem ler? Sabem aritmética? Então façam lá a seguinte conta (sem máquina de calcular):

a) quem tira 1.500€/mês a um Português que ganha 1.000€/mês vai deixar, a esse Português, quantos euros por mês? Viu? É isso o saldo!

b) Com esse saldo, o Português vai adquirir o quê?

Resposta: a) isso é o saldo estrutural; b) Uma pouca de merda – se ainda lhe sobrar – para lhe esfregar na frontaria.

28. Faz falta essa divulgada AUDITORIA POPULAR às Contas e encargos do Estado. Deve haver coisas lindas a revelar! Há que separar o que é do Povo do que é do interesse de alguns e que à custa dele se governaram, desvairaram, favoreceram, etc.

É o ponto onde chegámos! Temos de dizer ao PM que só já sobra MERDA e por pouco tempo!



29. Dantes ainda tinha paciência. Mas agora foi-se toda quando vejo o Mundo a ruir à minha volta, pela mão de incompetentes e convencidos senhoritos, bajuladores e arrogantes, e auto-suficientes, envolvidos em teias de interesse de que não suspeitam sequer – ou se sabem, puta que os pariu!.

Estão a destruir-me a vida, o futuro, a vida dos Filhos e dos Netos, e o futuro deles! E ainda se vangloriam de estar a pedir um sacrificiozinho mais como se dele participassem (ou então, para além de burros são completamente desprovidos de qualquer sinapse, e é preciso, urgente, apeá-los!). As reformas que auferimos são para sustento de Avós, Filhos e Netos, e dão suporte a encargos muito natural e legitimamente assumidos num enquadramento que todos estes senhoritos derruíram paulatinamente e à socapa! Sem aviso! (Andam a mando de quem, sabem?).

São filhos da troica ou de outra vadia qualquer de que são manteúdos! Filhos deste País e desta Civilização é que não.



“Heróis do Mar, nobre Povo,

Nação valente e imortal

…”

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

OS FILHOS DE PUTA


Devemos tratar os bois pelos nomes! Falta a "cena" da Irlanda, a cena de Portugal, e as que se seguirão se continuarmos com a cerviz em baixo.

É ver com tempo e frieza...está lá tudo dito!



E ainda continua um hierático senhor em Belém a garantir o regular funcionamento das instituições! Qual regular?! A favor de quem?! E o Povo agenta?!

É preciso que o Povo exija a VERDADE destes despautérios! Aqui! Em Portugal! Enquanto existe!

E que os senhores que mandam e tentam convencer-nos que NÓS andamos a viver acima das nossas possibilidades dêem por findas as suas rendas, se ponham a milhas...e que o PGR passe a exercer os poderes que detém (...e não os da Raínha de Inglaterra!)!

Não há advogados com tomates? Não há juízes com suspensórios? Não há gente isenta neste País? Andam entretidos a congeminar legislação sobre enriquecimentos ilícitos com todas as pistas sob o nariz!?

Onde procurar os nomeados em título? Não saberão? Depois de tanta escuta? Depois de tanto relatório do TC!

Trata-se de CRIME CONTRA a HUMANIDADE! É Crime Público!

Levantem o rabinho da zona de conforto - como dizia o outro - e incomodem-se POR FAVOR!!! Antes que haja asneira!

domingo, 11 de dezembro de 2011

ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO - 2

ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO


– 4 MESES DEPOIS E 6 MESES APÓS A “POSSE” –

10.000.000 de Mansos Portugueses em 2011



Deixámos umas quantas perguntas. Até hoje, a Senhora Ministra apareceu em público algumas vezes, fazendo festinhas aos agricultores “encantados” com a sua juventude…mas desencantados com tanta falta de planeamento para ordenar o território! (ou estará a ser feito por um dos tais grupos de trabalho, estilo “serviço público de televisão”?. Se calhar é o que se passa e estou a ser injusto. )

Mas como o Gaspar (o do MF) já afirmou, mais coisa menos coisa, “daqui até à recuperação … vai um tempo colossal!”, estamos a ver que não há dinheiro para um grupo de trabalho do MAMAOT fazer a parte do OT, enquanto o Gaspar põe em letra de imposto o princípio do MAMAOT em termos de “assalto” programado, plurianual e cada vez mais convergente com a miséria (eu disse miséria? Deve ter-me fugido a boca para a verdade, mas não era o que queria dizer…pois já lá estamos.)

Agora é o PC – PM, não confundir – a dizer que com esta cimeira…estamos com um caminho mais longo e mais difícil pela frente! Do que ele se havia de lembrar de recordar ao POVO (ao bom povo português – agora parece que é assim que se escreve, sem ser por razões de acordo ortográfico, mas realmente pela dignidade que nos vai faltando, passa a escrever-se em minúsculas!). O Sócrates “saltou” por causa daquela “de PREC em PREC até à desgraça final! “ (E disse PREC?!) Agora já não há PEC/PREC, há cimeiras e mais cimeiras assassinas, com anuências do nosso PC! Coisas da “ciência” económica e dos seus sábios (agora chamam-lhes “think tankers”, ou seja tanques de pensar! Eu sei como se lhes chamaria em português corrente! Mas é feio e não tirava teimas com o PC (o PM)).

Já se viu que estas luminárias estão a precisar de uma escovadela em grande! Uma desobediência civil em tudo!

Há que refundar o País e afirmar que o nosso Portugal não alinha! (O UK mandou a Merkel e o Sarcozy, ou o Sarcozy e a Merkel, ou o MERCOZY ou a SARCOMERK, ou lá o que é este hibridismo de vichy, bugiar – fez bem…pelas más razões! Os interesses financeiros da ilha da bruma, a velha arrogância inglesa, tiveram o seu momento alto…vitória de Pirro! ).

Não houve uma proposta de reconduzir tudo às instituições comunitárias? (aquelas em que ainda vamos votando – coisas da democracia). Onde está o maoísta vaidoso, arrogante, determinado - que invadia reitorias e bramava e escumava raivoso de livrinho vermelho em punho - do Durão?! Ficou-lhe só o músculo barrosão ao serviço de quê? Vã glória! Até nisto se está a revelar mui pequenino. Todos passam a perna ao Parlamento, à Comissão, ao Presidente…e não se faz uma ruga, um arrepio? Ninguém tem vergonha? 27 Chefes de Estado 27 ou de Governo agachadinhos que nem uns meninos mal comportados, deixando a Fraulein debitar a sua ignorância, impor as suas confabulações contabilísticas, arrogar-se o papel de imperatriz e mandar inscrever nas Leis Fundamentais de 27 Países soberanos (?) as suas conjecturas e sandices?

Ninguém pára a estupidez? A ignorância?

Ninguém pára a arrogância?

Por onde anda a DEMOCRACIA?

Onde estão os estadistas, os homens que representam os seus Povos? Onde está o meu representante de Portugal, que não o vejo?!

Não é por estarmos a dever dinheiro a agiotas (e isto tem de ser muito explicadinho ao Povo, àquele que dizem que andou a viver acima das suas possibilidades: pois eu não pedi uma indústria JP Sá Couto – que “apareceu” na paisagem de produção informática de forma mui “repentina” -; eu não pedi uma MotaEngil em tudo o que é País e iniciativa de renda a interesses privados, pelas mais diversas vias; eu não pedi alcatrão de Lisboa ao Porto; eu não pedi eliminação de ferrovias e venda a desbarato dos carris e chulipas que paguei com os meus impostos; eu não pedi que vendessem a EDP; eu não pedi que se concessionasse à IBerdrola fosse o que fosse; eu não pedi que se comprassem submarinos;…eu não pedi que mandassem arrancar vinhas e olivedos, montados e coutos: eu não pedi o abate da frota de pesca; eu não pedi o fecho das metalomecânicas; eu não pedi a nacionalização do BPN; eu não pedi que vendessem por 40 milhões o que me custou 4.ooo.ooo.ooo (quatro mil milhões) sem qualquer contrapartida; eu não pedi a nacionalização dos fundos de pensões dos bancos – e não pedi que estes se ficassem a rir dos parvos que o adquiriram -; eu não pedi que se vendesse ao crédito internacional as dívidas fiscais para as “recomprar” 2 meses depois com as mais atabalhoadas desculpas; eu não pedi um Frasquilho para Deputado; eu não pedi…eu não mereço tantos inconvenientes, ignorâncias, irrelevâncias, subserviências, aculturação, falta de estofo técnico, moral e patriótico; eu não pedi o fim dos feriados, primacialmente dos nacionais (não disse partidários!); eu não pedi o fim dos feriados religiosos, primacialmente civilizacionais; ...), dizia, não é por estarmos a dever dinheiro a agiotas que nos devemos agachar tanto! (Há um brocardo brejeiro que diz: "A quem muito se agacha, vê-se-lhe a racha")!

…eu sou apenas PORTUGUÊS nascido em Portugal e não andei a bajular em empresas internacionais nem a fazer cursos “lá fora” nem a adquirir pensões em ½ dúzia de anos de trabalho!

Vêm agora estes senhoritos cheios de pressas e de afazeres, não param para pensar (sabem o que é isso?); têm de “decidir” – dizem eles, e não vêem que os caminhos estão pré-formatados da mais ignóbil estupidez?!

São relvas, são coelhos, são gente rentinha ao chão, com alma de servos que nos dizem estar a “governar”! Habituados intermediários de negócios, sem ideias, ou réstia do que isso seja!

No fim desta cimeira…não tive vergonha de ser Português mas de ver um designado primeiro-ministro tão vazio de tudo a falar a minha língua! Disto tive vergonha! Tão agachadinho e submisso e bom-rapazito que se apresentava! E não vê para onde a burra da fraulein está a querer ir?! E levar os outros atrás?! Quem está a ganhar com o negócio?! Ninguém pergunta?! E continuamos a financiar as empresas de ratação e outros agiotas mundiais?! Por quanto? Já informaram o Povo? À vista, de imediato, vão ser 300.000.000 para a dita “troika” nos “ajudar” este ano a findar! E mais outros 300.000.000 para 2012! E o resto? E os juros do empréstimo? Os tais 37.000.000.000? E o restante? E o que há-de vir, consoante o cenário que o PC apresentava calmamente no final da dita cimeira europeia? Ainda não entrou 2012 e já está tudo a esboroar-se! Olha se um pai-de-família admitiria tanta incúria na sua casa!

E o FUTURO?

Estamos a agradecer-lhe, PC, tanta vénia e sorrisos à dupla mais crápula dos últimos 50 anos na Europa! Esperamos que não fuja do País – como vai sendo hábito de PM do PSD – no 2º ano de mandato, pondo-se a recato em empresas do Ângelo ou do Relvas algures no Mundo distante e não europeu (se é coisa a existir na altura), para acertarmos umas contitas sobre tanta ignorância política, económica e fiscal…escudado em luminárias colossais – queria dizer o Vítor Keynes ou o seu homónimo travestido!


Saudades que tenho do Camões, da voz troante de um lídimo Português! Que saudades que eu tenho de um Padre António Vieira!

Que saudades que eu tenho do meu País!



Post scriptum: desculpe lá Senhora MAMAOT, Drª Assunção Cristas! O arrazoado fugiu-me para o chefe e o recado foi-lhe dado directamente. Mas sobra a pergunta: como vamos de ORDENAMENTO do TERRITÓRIO? Aguardando o trabalho do grupo? Já agora: com tantos técnicos conhecedores no seu ministério reforçado, não teria por aí um grupinho que pusesse à disposição – dado que, pelos vistos não são usados em coisas importantes – para vir aqui para o Alentejo da margem esquerda apoiar os autóctones na produção de regadio; claro, desde que a água esteja saneada e não venha esverdinhar os tomates, as beringelas, as abóboras, os melões, que se querem de sua cor natural? Faziam jeito por cá, em vez de os mandar para as listas de excedentes, ou coisa quejanda e muito feia, pois eles por aqui seriam muito úteis e, se calhar, novos empreendedores, com a ajudinha aqui dos gaspachos e das açordas até eram capazes de medrar no ordenamento prático do território – a gente já adivinha para onde vai parar o Livro Branco encomendado ao grupo de trabalho, pelo que poderíamos ir medrando qualquer coisita, entrementes. Não sei se estou a ser muito inconveniente, mas a Senhora há-de desculpar, que a gente por aqui é mais directo: isto é uma enxada, isto é um alqueive, isto é uma vaquinha e aquilo um bácoro, não tem que enganar. Ainda não conseguimos produzir pauerpointis, mas com a ajuda de Lisboa, talvez plantemos aqui alguns a ver se medram gráficos a subir, e depois mandamos um à menina senhora ministra para degustar, e logo se verá no futuro a continuação deles nos quadros comunitários como é costume e mais aprontado ao jeito da senhora que manda nisto tudo lá em berlins.

Saúde!

domingo, 7 de agosto de 2011

ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO - PERSPECTIVAS ?!

Excelentíssima Senhora Ministra

da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território

Drª Assunção Cristas

Não sei se tem V. Exª conhecimento do estudo e da autora.

Mas como muito me interessa tudo o que tem a ver com o nosso País, não levareis a mal que vos remeta um “link” para um artigo introdutório na matéria de Ordenamento do Território – o que corresponde, semânticamente, a falar da colocação de pessoas, de plantas e de animais no deserto interior que vai do Pinhal de Leiria à Extremadura Espanhola. Ei-lo, o dito endereço electrónico, com a devida vénia para o semanário “O SOL” e pela referenciada:

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=25879


Lamento perturbar, mas tenho o direito de exigir àqueles que nos GOVERNAM que “parem, escutem e olhem” – aviso em cruzamentos de nível - o País que depositou em vós confiança, nomeadamente na juventude (mais nova sereis que os meus Filhos) que esperamos que nos faça uma rendição correcta e que dê cabo daqueles que rataram a economia e a demografia com laivos de modernices alcatroadas, por onde se sumiram os milhões de euros que entraram diàriamente neste Portugal durante duas dezenas de anos (deu-se cabo da Agricultura, deu-se cabo das Pescas, deu-se cabo das florestas … deu-se cabo das gentes (meteram-se os velhotes em “ghetos” a que chamam “lares de terceira idade” e mandou-se-lhes a progénie para litorais de maior renda (e de misérias sem tecto)!

Haverá ainda, em Portugal, quem saiba como se ordenha uma cabrita?! Quem saiba o que é um mulim? Um abegão? Um trilho? Uma folha? Um alqueive? (não se trata da dita barragem do Alqueva, pois é de e o Rio é o Guadiana)

Sendo vossa responsabilidade esse Ordenamento, não se comece por mais medidas desertificadoras, tais como:


a) Desmantelar Concelhos

b) Abater Freguesias

c) Desfazer aquartelamentos – de GNR

d) Eliminar Repartições e Conservatórias

e) Eliminar Escolas indiscriminadamente

f) Retirar do mapa administrativo estruturas Municipais

g) Abandonar a conservação da rede viária não integrante da rede de auto-estradas (experimente, a título mesmo só de experiência, percorrer a “velha” Nacional nº 1, de Lisboa ao Porto, para ver as condições a que está votado o País)

h) Não retomar comunicações ferroviárias postas a bel-prazer de roubo e descaminho de bens do Estado (nossos, dos contribuintes) numa inqualificável incúria (criminosa, face ao quadro legal que nos rege) de gestão danosa das coisas públicas

i) Fechar Centros de Saúde e suas Extensões de Saúde

j) Impôr igual tributação no “interior” sem incentivos à colocação aí de pessoas, profissões, indústrias, serviços

k) Encarecer electricidades, águas e saneamentos no dito País “interior”

l) Não garantir as receitas financeiras constitucional e legalmente devidas às Autarquias Locais

m) Deixar que vão à falência Associações de Bombeiros e outras Humanitárias

n) …


antes devendo estudar e impor medidas de desenvolvimento territorial, fundadas na retoma da Agricultura (e nas Pescas, esta “vocação” Nacional do Mar), nas indústrias extractivas e transformadoras, nas actividades ligadas à região, prioritàriamente, e que evitem a sangria de gentes e a consequente constituição do “deserto” português.

E impor a desconcentração de actividades de investigação e universitárias polvilhando o Território de fervente dinamismo, retomando as produções tradicionais e adoptando as inovações (quais são as estatísticas últimas do nosso Comércio Externo? Que produtos entram em Portugal que poderiam aqui ser produzidos?)

Não deve ser necessário fazer muitas contas:

a) de um lado ocupação efectiva e produtiva e reforçada do Território e consequente riqueza, com capacidade contributiva;

b) do outro, o abandono, a necessidade de suporte de actividades apenas com custo – sem compensação em rendimento local - … e o crime (o roubo, o assalto, o incêndio, a destruição, a insegurança para os restantes – que têm o mesmo direito de viver em segurança que os do litoral!), a juntar aos subsídios de desemprego e apoios sociais diversos, por se destruir o tecido familiar e social de suporte à vida normal.

A destruição de uma Câmara Municipal hoje, no País “interior” que temos, corresponde a dezenas de Famílias sem ganha-pão; à saída de serviços (Finanças, Conservatórias, Comarcas, Polícias, etc.) e decorrente fecho de actividades de serviços, industriais (ainda que de pequena dimensão), comerciais, de saúde (v.g., Médico, Farmacêutico, Enfermeiro), de falência de mini-explorações agrícolas e acréscimo de custos para os que permanecerem para satisfação das suas necessidades vitais básicas.

Com esta “desertificação”, fecha-se a Escola, saem Professores, as Famílias hão-de ir a procurar outros centros onde encontrar meios de educação e de vida para os seus!

Senhora Ministra! Vá até ao Alentejo, ao Alentejo raiano, e conheça a urgência de fazer regredir todas as acções que se tem levado a cabo nestes últimos 20 anos! Por amor de Deus, Senhora Ministra, não mande um dos seus adjuntos! Vá em pessoa e viva uns dias de espanto com os crimes que se permitiu fazer nestas décadas (Agora, depois das centenas de milhões de euros investidos, até o Lago da Barragem Alqueva não serve para banhos! É mais de um milhar de kilómetros que deveriam ser privilegiados para cativar as gentes! … mas a qualidade das águas é o que se vê! E o que se constata por avisos oficiais! É mais do que todo o litoral português! Porquê?) Assim, o “pessoal” foge, não vai, não fica! Não quer lá viver!


A título de exemplo: passe por Mourão, Senhora Ministra, e questione a indústria do Senhor Belmiro (Gescartão e sucedâneos…) e as promessas do Eng. Guterres. E EXIJA ver e “Visitar” a 1ª pedra da indústria que ia “salvar” o emprego de uma centena de Famílias (empregos que se “afundaram” no regolfo da barragem do Guadiana). Isto é o paradigma do ordenamento do Território: para aí 3/5 (?) do Concelho debaixo de água, lavoura “mandada” às malvas; pecuária desfeita, ruína urbana, “ghetos” de velhinhos (lares de 3ª idade), promessas de Turismo rural. Obras a meio por falta de cumprimento dos prazos de financiamento pelo Estado com as contrapartidas comunitárias - um desleixo administrativo inqualificável que leva particulares empreendedores à falência de projectos-, alcatroamento da Vila, pois é mais barato do que manter as calçadas antigas (compare-se com Monsaraz, onde pode ver-se como eram as vias urbanas de Mourão!) com todos os problemas daí decorrentes; contentores de lixo que são caldeiras de fermentação a céu-aberto no Verão, pois não há dinheiro para obras de fundo – as tais verbas das Autarquias que hão-de chegar quando Bruxelas “berrar” com o despautério de cativação centralista/gasto em estruturas e que não chega onde deve; a EDP a fazer passagens de cabos eléctricos “pendurados” nas fachadas dos edifícios, majestàticamente ignorando os pedidos dos particulares para remover os “enfeites” eléctricos da Vila; etc., etc. E pergunte aos naturais onde se abastecem do gás, dos víveres, etc. Vai ter surpresas…ou talvez não pois Espanha também já não usa peseta! Mas que se compra em Espanha, compra! Aqui, o que sobra é uma deliciosa gastronomia, em dois ou três restaurantes…que servem fundamentalmente, os “de fora”, pois “não dá” para os residentes consumirem e sustentarem!

Esta Vila é exemplo acabado do País que vive há 37 anos do descaso governativo. O que se lamenta! Reduzida a população a metade no Concelho! E ainda querem dar cabo de mais…ou vamos tomar medidas de progresso e revitalização?!


Senhora Ministra, o Ordenamento do Território é chave-mestra da economia! Não acredite no contrário (permita-me que lho diga!). Andámos anos demais enganados com as deslocalizações, os planeamentos fiscais, os “outsourcings”, e quejandas coisas mais! Já viu algum economista acertar UMA ÚNICA (passe a tautologia) PREVISÃO? Já viu algum tomar uma decisão que tenha resultado em progresso? Já viu algum dos nossos luminares da Economia “pôr do seu” nalguma empresa ou iniciativa? Mas conselhos e advertências…são pródigos! Conduzem com os olhos no retrovisor! Se um Engenheiro se enganasse com a frequência com que estes “cientistas” de “meteorologia financeira” se enganam, qualquer “vendaval” de 20 nós deitava a capital abaixo e nada sobraria em volta!

Nota: não vale arrendar o “interior” aos Espanhóis, espoliando Portugal do seu domínio! Já nos chega Olivença e os cavilosos convénios com “nuestros hermanos” (que não são nem uma nem outra coisa!)! E por falar nisso; como iremos de acordos de recursos hídricos com estes “vizinhos”? Continuam a despejar no Guadiana tudo o que não querem e mais os resíduos da sua agricultura química e agressiva do ambiente vindo “flutuar” no “Grande Lago do Sul” e “esverdinhar” as suas águas? E os transvases? E os caudais mínimos (ou lá o que deveriam ser para nossa suficiência em terras de tão escassa coisa)?

Também a propósito de Ordenamento do Território: tenha atenção à energia eléctrica, pois há por aí dois Senhores, de suas graças Patrik Monteiro de Barros e Mira Amaral (isso, o do BIC ou BICO, nunca percebo o que ele diz) interessados em convencer o Governo que a máxima eficiência, rendibilidade e protecção do ambiente está na produção nuclear da energia eléctrica! CUIDADO com ELES! São dos tais que só vêem cifrões (vg., o BPN nacionalizado pela 2ª vez, há questão de dias! Mas, não percebi, ficou nas mãos do BIC(O)! A pergunta vexatória a fazer-lhes é (se me permite): “Que vão fazer aos resíduos?” ou “Quanto custa desmontar uma central nuclear sem deixar lixo nuclear?” ou “Quantos anos pensam viver depois de sujeitos a um desastre nuclear?” ou “Quais as garantias de total segurança antes, durante e depois de exploração de uma central nuclear?” ou “Que fazer perante um desastre nuclear – como o do Japão?” ou “Já dispõem de tecnologia segura que possam experimentar e sujeitar-se presencialmente a um “acidentezinho” provocado?” ou, mais prosaicamente, “Pensam, os Senhores, que somos todos parvos?”

Minha Senhora, perdoe o tempo desta missiva – ou não há que perdoar, pois trata-se de um Cidadão a dirigir-se a um dos que elegeu! Mas há-de convir em que tudo começará por saber responder à pergunta mais comezinha: que País querem os meus Cidadãos?

Espero, sinceramente, Senhora Ministra do Ordenamento do Território, que a juventude de Vossa Excelência permita impor-se no Conselho de Ministros sem cedências e demonstrando ao Álvaro (é assim que ele quer ser chamado?) e ao Ministro das Finanças que, sem Ordenamento, não há “troika” que resista! E cuidado com o colega da Saúde…perito em cifrões!

A bem da Nação


Subscrevo-me, com um cumprimento respeitoso

quarta-feira, 25 de maio de 2011

ROUBARAM-ME O FUTURO


- REVISTA E AUMENTADA -




Contributo de cada português (10.000.000)
para o Estado / ano durante 13 anos:                                                                              10.962 €


Contributo de cada português (5.000.000)
para o Estado / ano durante 13 anos

(família de 2 pessoas):                                                    21.924 €

Contributo de cada português (2.500.000)
para o Estado / ano durante 13 anos

(família de 4 pessoas):                                                    43.847 €

Nota: Estes valores reflectem os encargos dos Cidadãos, por ano e durante 13 anos, com o OE e a dívida (impostos) numa óptica de redução anual de 10% no OE e sem acréscimo da dívida dos 78.000.000.000 €! Como diria o "outro": se a redução do OE não for de 10% ao ano...é só fazer as contas! Já viram porque dizia em título e repito e grito até os pulmões me doerem:

ROUBARAM-ME O FUTURO E AOS MEUS FILHOS E AOS MEUS NETOS!
LADRÕES!

(É só o que posso dizer em tempo de reflexão democrática, percebem?)

Teremos de estar VIGILANTES e ACTUANTES sobre o GOVERNO, a AR e o PR para ver se se efectiva uma Administração correcta do Estado, sem mais NEGOCIATAS e DERRAPAGENS (as desculpas do costume). Não podemos deixá-los em descanso, senão é o que se vê!

O comum dos Cidadãos vai aguentar? Já viram o que vai ser a partir de 6/6/2011? A cicuta vinha a propósito...mas não é só o nosso grego! Há mais culpados...mas hoje temos de estar em silêncio! Tabús para os néscios, que é como nos tratam os senhores do poder!

E EXIGE-SE SOLIDARIEDADE, SOLIDARIEDADE, SOLIDARIEDADE!

Mais: EXIGE-SE-SE que a nossa Deputação no Parlamento Europeu OBRIGUE a EUROPA a acabar com a AGIOTAGEM de PARTICULARES sobre os ESTADOS e entre ESTADOS, que é o que se tem visto! E a cumprir com o fim das agências de "ratings" (ou lá como lhes chamam)!
É por causa destas "coisas" que estamos como estamos!

Não venham dizer que foi tudo irresponsabilidade dos Cidadãos, pois quiseram-nos assim, a todos, na Europa, a modos de CONSUMIDORES, que foi o que andaram a promover!
Era o "slogan" em Bruxelas, nos idos de 80 do século passado:

"Espaço de 350.000.000 de CONSUMIDORES!"

Deverá o PE  liderar (eles sabem lá o que isso é!) a ilegalização daqueles agiotas e pôr fora-da-lei os ditos lobis disto e daquilo!  Ràpidamente! E se é que querem que ainda haja uma réstea de consideração por estas instituições!

Se tiverem probidade e isenção é o que deles se esperará!

Se não for assim, a EUROPA acabou...para todos, até para a Alemanha dos pepinos!

É o que se me oferece dizer hoje (20011-06-05) em período de reflexão democrática.

Nota: O PR tem uma noção estreita de Democracia - não admite a ABSTENÇÃO! Pensava que seria o garante dos direitos constitucionais dos Cidadãos, mas há "interpretações" em tempo de reflexão que têm a sua piada!





Em gráfico, e com cenários de redução de 2%, 5% e 10% no OE (entre 2011 e 2023) teríamos a relação do PIB com o OE acima indicada (o PIB decrescendo nos 3 primeiros anos e crescendo depois a uma taxa de 1% ao ano) ou seja, o esforço da Nação em tributos face à produção de riqueza.

Não disse que era para assustar...mas dá para entender o caminho que se percorreu pela mão conhecida!

E vamos ver quem nos governará! Senão, como digo abaixo, FUJA! Se fica, PAGA!
É que a dívida não é sua!
Isto não é antipatriotismo; trata-se de ser ou não otário! Ou resignado!
Já viu que os "culpados" já estão instaladíssimos ou em vias disso?

Mas se for como eu, que quero estar perto de Filhos e Netos, aqui, no meu TORRÃO NATAL, lá farei mais este sacrifício por mor da Pátria e da Família! (O mais longe para onde irei, se Deus quiser, é para a minha Terra sem sombra (disse-o na nota inicial, aqui, um plaino dourado, terra de druidas e de deuses esquecidos e de antepassados quiméricos que por ali vagueiam!) O Alentejo dá vida e não nos tributa o que nos oferece!
Oxalá estes senhores da política não se lembrem de ir lá incomodar! Aquilo é terra de silêncio e de muita calma. Não se pode profanar sem ser a preço de sangue!

Estão a ver por que razão um Português se irrita e grita

ROUBARAM-ME O FUTURO

Já viram os moios de mealha que se vai botar a perder por inconsciência e roubo? Não é mesmo um caso para a Polícia? Se fosse um panito de trigo já estava armado o baile! Agora milhares de milhões...é tudo boa gente!


Nota 1: Agradeço que leia com atenção e tome cuidado que eu em coisas de PIBI não sou muito entendido! Ainda se fosse de "coachingui" (de coches, "char-à-bancs", "molas de azinho", ou qualquer outra variedade de geringonça) ia mais d'rêto na conversação. Mas deu-me para assuntar sobre esta cousa d'economia e fiz as minhas aritméticas (graças à Senhora Dª Amélia que Deus tenha em descanso, pois foi muito minha amiga e excelente Senhora e Professora) de somar, subtrair, dividir e multiplicar e cheguei àqueles resultados.Como é que fiz o "gráfico"? Foi o senhor Gates que m'emprestou um ordenadori que desenha estas coisas engraçadas. Basta "dizer-lhe" para ajuntar os numbros que ele pintós e tudo! Estou muito agradecido ao Senhor Gates (agora dizem-me que isto quer dizer Portas em anglicano! Será o Portas das fêras, o magano?! E andou-me a endrominar, querem veri!).

Nota 2: Prima (de premir, não de parenta) sobre o gráfico para obter a sua ampliação e melhor legibilidade, se faz favor.



segunda-feira, 23 de maio de 2011

ROUBARAM-ME O FUTURO

Actualmente assistimos a “discussões” “científicas” em todos os meios de comunicação social sobre o estado a que o nosso País chegou.


Opinam:

a) Economistas;

b) Banqueiros;

c) Agiotas;

d) Juristas;

e) Advogados (e respectivas sociedades);

f) Professores (por extenso, diga-se; até já se assistiu, em público, na TV, um destes “puxar pelos galões” e afirmar que não era apenas economista mas Professor Doutor, Catedrático de Economia!);

g) Professores Universitários;

h) Assistentes;

i) Doutorados;

j) Doutorandos;

k) Mestres;

l) Licenciados (antes e post Bolonha);

m) Mestres “integrados” (cursados em Mestrados Integrados, seja lá o que isso for!);

n) Engenheiros;

o) Engenheiros Independentes;

p) Arquitectos;

q) Lobistas (esta está assim no dicionário);

r) Ensaístas;

s) Filósofos;

t) Escritores;

u) Sociólogos;

v) Politólogos (um ramo da ciência positivista);

w) Poetas,

x) Estetas;

y) Artistas;

z) Militares;

aa) Sindicalistas;

bb) Cartomantes;

cc) Astrólogos;

dd) Maçons;

ee) Jornalistas (uns mais económicos que outros);

ff) Comentadores (com avença e sem avença; mais espalhafatosos ou mais contidos; culpados ou ex-culpados – memória curta);

gg) Analistas (de coisas várias: desde TGV em PI deitado e PI curvado e PI em pé e duplo PI; em aeroportos com ponte e sem ponte; em assuntos transversais – este é o que tem mais dedicados e fiéis “assuntadores”);

hh) Especialistas em Ordenamento do Território (agora até mudam Lisboa para o Poceirão para garantir a ligação de alta-velocidade entre as capitais ibéricas e sem gastos públicos);

ii) “Think tankers” (esta é engraçada!);

jj) “spin doctors” (esta também);

kk) Presidentes e ex-Presidentes da República;

ll) Ministros e ex-Ministros;

mm) Conselheiros e escrivães das puridades;

nn) Agências de tudo e de nada (v.g., de sondagens, de imagem, de maquilhagem, …);

oo) E demais conselheiros de tudo e fatuidades!

pp) …e outros, oportunistas!

(…meteorologistas ainda não vi/ouvi; mas costumam aparecer a fazer previsões – são um ramo dos estatístico-futurologistas – para futuro, passe-se a tautologia; pode ser que se iniciem. Mas em anos de Niño ou de Niña não costumam arriscar muito)

Uns opinam sobre assunto; outros sobre a opinião sobre o assunto; outros sobre o preopinante! ...e sucessivamente, “numa sucessão de sucessos sem cessar”!

A mim bastava-me – creio que à maioria dos meus honestos concidadãos – que falassem em português corrente e não a modos de estrangeiros, com palavras como “core”, “default”, “rating”, “swaps”, “maturidades”, “carências”, “tranches”, PIB, VAB, “balanças” disto e daquilo (dantes havia a decimal e a romana), TIERs, TAEGs, “spread”, PEC, …

A questão parece-me muito simples, digo eu: gastaram demais e a renda não chega! (Como quem diz: estão a ver como conseguem o rédito!)

A discussão daqueles preopinantes, de todos eles, baseia-se, parece-me, no meu entender, na reposta às perguntas comezinhas:

a) O que é que se vai pagar?

b) Porque se vai pagar?

c) Quando é que se vai pagar?

d) Onde se vai pagar?

e) Quem vai pagar?

f) Como é que se vai pagar?

g) Quanto é que se vai pagar?

Deixem-se de “parábolas”, de cartilhas de gestão; de frases feitas, de “sound bites” de “gurus”, de "Alice no País das Maravilhas", de Sun Tzu, de Marx, de Keynes, de…e de…citados com o enfatuamento de cultura assertiva, de boa água, capaz de conduzir os fiéis ao paraíso! Eructações!

Vejam este “princípio” de Sun Tzu:

“Os que ignoram as condições geográficas - montanhas e florestas; desfiladeiros perigosos, pântanos e lamaçais –  não podem conduzir a marcha de um exército."

[Fui buscá-la ao mesmo sítio onde “eles” vão! E não sou “guru” de coisa alguma!]


Só aquele adágio (que me reveste de ouropel cultural eminentíssimo) daria para toda a teoria económica e política em pró da salvação deste País! Pelo menos para nos livrar de bacocos que estão - ou estiveram - no designado Governo da Nação e nos trouxeram até aqui!


A. O QUE SE VAI PAGAR?

Vai-se pagar uma dívida constituída pelos Governos sucessivos deste País (e eu disse Governos?) orientados por alguma(s) das classe(es) identificada(s) atrás e aplaudidos, comentados, apoiados, analisados, defendidos, etc., por outra(s).

Dívida que serviu públicos e privados interesses (por vezes em conúbios pouco aconselháveis!).

Dívidas privadas.

A dívida é pública e é privada.

Ascende a 78.000.000.000 € (setenta e oito mil milhões de euros!).

Mas fica já a “reserva” 12.000.000.000 € para financiar a Banca na sua capitalização; e 35.000.000.000 € para avales à Banca.

“Sobram” 31.000.000.000 € para “pagar” umas loucurazinhas!

Mas ... sobra nada!

Tudo isto é para pagar a juros de 5% a 6% (ou mais, pois logo se verá!) – o que montará a 21.450.000.000 € !

(Repare-se que 21.450.000.000 € / 78.000.000.000 € = 27,5%, ou seja, o tal jurozito de 5,5% - se for só isso – afinal tem este valor real. Claro que estou a dizer uma inverdade: isto é a valores constantes, actuais, de hoje, com a aritmética que a Senhora Dª Amélia me ensinou).

Feitas as contas, a existirem 4.500.000 famílias neste País, isto dá 22.100 € por cada uma, a pagar até 2024 (a partir de 2014, parece). O que dá 1.700 € por ano por Família para pagar esta “dívida”!

Esta é uma parte!

Porque, apesar de nada ficar a cada um depois de tudo pagar o que se nos exige, ainda dá para “espremer” outros milhares de milhões (dizem que vem de trás, não sabemos de quem ou de quê) aos parcos rendimentos familiares e, paradoxalmente, ainda terá de haver “sobras” deles para os habituais impostos – que também vão subir!

Acresce (acresce sempre!) um valorzito de mais uns milhares de milhões de euros … de juros e de dívidas constituídas neste “percurso de Governo”!

Ou seja…se isto não é bancarrota, não sabemos o que será!

Pois se temos de pedir “emprestado” para pagar, é porque não temos; e se não temos…estamos falidos, insolventes, “imparidados” (agora os “banksters” chamam imparidades a esta coisa engraçadíssima de descobrir que o negócio está falido!).


B. PORQUE SE VAI PAGAR?


É assim: vai-se pagar porque se deve! Deve o Estado (por mão do Governo) que andou a esbanjar! Porque nos roubaram!

Não venham com a conversa estafada do “Estado Social” – que esse não tem culpa nenhuma!

Se todos creditaram a “mútua” no que deviam, por boa gestão da coisa pública o mealheiro deveria estar com renda suficiente para a retribuição necessária.

A questão está em “pegar” no dinheiro dos contribuintes para tudo e mais alguma coisa sem cuidar da rendibilidade económica / financeira / social do investimento!

À CP (a velhinha CP – com chulipas de madeira!) é um negócio que se pôde dividir:

- a via e todos os seus pertences, bem como a sua gestão;

- e os comboios “em si” e todo o material circulante.

Por via desta divisão, desenvolveram-se conglomerados empresariais, todos com as suas administrações e conezias!
Concorrência: eu disponho das vias - e da sua gestão - que “vendo” a operadores que pretendam usá-la – a “isto” chama-se REFER & Cª! Tu – que te chamas CP - tens as composições e fazes os teus negócios sobre as minhas vias! Conglomeras-te como quiseres para me dares rendimento (os espanhóis e os franceses e outros exploradores de caminhos de ferro não “entram” aqui no território), e “nós” dividimos o negócio a meias…e o contribuinte paga. Não lhe damos escolha. Cortamos o “serviço” para Beja, ou Évora, ou Reguengos, ou Bragança, por falta de rendibilidade, apresentamos os relatórios ao “patrão” a dizer que se mantém o “deficit” por razões sociais e o “patrão" paga a conta e a factura das ucharias! Ano após ano!
Discutem-se e ensaiam-se “inter cidades”, “pendulares”, diesel e “draisines”, rápidos, expressos…
E não lembrou àquelas cabecinhas pensantes dar qualidade ao transporte ferroviário – até os almoços chegaram a ser “servidos” em “bicha” num compartimento de passageiros – daqueles com 6 lugares estofados – com caixas de plástico a acondicionar bebidas e “sandwiches” (não escrevo sandes, se não tenho o Esteves Cardoso – o MEC – “à perna” perorando sobre a família Sande e a Mãe inglesa!) – qualidade de “assento”, de serviço a bordo, de comodidade, de pontualidade, de delicadeza, de asseio, de racionalidade de horários e destinos, de serviço social – dantes podia ir-se ao Liceu de comboio e voltar para casa no mesmo dia, a horas de preparar o dia seguinte e a preços de “estudante”, e pontualmente! Poderia ter-se pensado no “futuro”: um comboio são menos carros na estrada, são menos acidentes, é ausência de “stress”; lê-se, descansa-se, socializa-se, humaniza-se o dia! O mesmo para ir a uma consulta, a um hospital, a um mercado, etc., etc.. Podia ter-se dinamizado o “turismo” ferroviário (não apenas o “inter-rail”), mantido o serviço de excelência da “Wagons-Lits”, promovido o País de lés-a-lés com inteligência e cultura! Mas administração é administração de chulipa neste domínio…e em vez de comboio, o seu objecto de negócio, anda de automóvel! É ridículo: nem a Administração (?) conhece o serviço que presta a empresa que diz administrar!
E isto nos comboios! Pois os exemplos multiplicam-se!

Se formos ver os “pareceres jurídicos” … é um fartote! As empresas que “aconselham” o Estado nas PPP (Parcerias Públicas e Privadas – é uma das leituras da sigla, a correcta, diga-se, que as outras não são “consumíveis” por “bonus pater famíliae”) são as mesmas (ou “parentes”) – parece - das que cozinham os contratos, curiosamente com que o Estado perde sempre! Paga e perde! Se isto não é "feito”…parece! (Convinha que se averiguasse se não há “conflitos de interesses”, como se costuma dizer. A justiça anda distraída?).

Falando em pagar, ainda: “antigamente” havia uma Junta Autónoma de Estradas (a designação é interessante, a forma “jurídica” encontrada na altura – tempos muito antigos! – interessantíssima. Mas não entro em detalhes) que se transformou em Estradas de Portugal S.A. (engraçado: Sociedade Anónima que tem só um sócio: o Bom Povo Português!). Foram negócios atrás de negócios em PPP (as supra-referidas entidades, mas aqui com uma “leitura” mais brejeira), centenas de milhões de euros de calotes…e agora, de repente, em 15-dias-15 parece que dá lucro e o Almerindo “cava” para uma concessão ou coisa “lá por perto” (eu não tenho nada a dizer, cala-te boca; cada um é como cada qual). O Cravinho nada diz? Era só farronca? (BEI é outra coisa) Na altura dele ligou-se a ventoinha ... e só saiu m….! E agora? Afinal já há centenas de milhões? (O negócio das SCUT, bem “espremidinho” dava um romance policial dos “giros”! Vai-se a ver, estão lá “todos”, ou andam lá por perto! Mas são facturas de centenas ou milhares de milhões que se pagam ao abrigo dos tais contratos de que falei acima! - "pegue" num pouco de paciência e escrutine, aqui, na "net", as empresas e os seus "Corpos Sociais" ... e não abra a boca de espanto porque isso é muito feio! Dê uma espreitadinha às Fundações - algumas muito conhecidas, outras mais discretinhas e vai ver a "alta-roda" toda juntinha! Quais diferenças políticas qual carapuça! Só com a Lili - a Caneças - é que não me deparei!)

E as eólicas? São gratuitas? Que investiu o Estado – ou que “negócios” permitiu que se facturassem camuflando os custos? Quando isto “der com os burrinhos na água” quantos milhões se vão pagar?
(Não estou aqui a dizer que deva enveredar-se nos negócios da NUCLEAR, com Monteiros de Barros e Mira Amarais como seus cavaleiros andantes! Ver noutra crónica, por aqui, neste "blog" o que penso destes "assassinos" ... da inteligência! Não somos todos otários nem néscios!)

E OTA e não OTA? Vai haver compensações? Havia negócios montados “transferidos” para o Montijo?! - Teve piada aquela do Almeida Santos sobre bombas nas pontes para defender a OTA! Ou é muito engraçado, ou está a sofrer de senectude, ou é encomenda da loja? - Ou já não vai haver Montijo?! E as plataformas logísticas? Quem vai pagar indemnizações por rompimento de expectativas que goraram investimentos? Centenas de milhões? E a quem serviria "libertar" a Portela? Isto é tudo um novelo mui bem enovelado, não acham?! A Judite anda a assobiar para o ar - é a modos de dizer que há distraídos a mais neste Portugalito!

E as travessias do Tejo? Dá vontade de rir garantir a uma empresa que se lhe concederão todos os direitos sobre as travessias entre a Ponte Vasco da Gama e a Ponte Salazar! (Isto faz lembrar as leis de condicionamento industrial do tempo do referido Senhor).
(O Senhor Dr. Oliveira Martins - não é o bentinho, não; é o outro, a modos que gémeo de "mister Bean" - anda a "topá-las todas"- as "jogadas" - mas chega sempre atrasado! E depois está como o outro que dizia que só tinha os poderes da Raínha de Inglaterra! E estamos com "bocas" desta numa República! Ou são "lapsus linguae"?)
E as compensações financeiras por alterações na conjuntura política?! Vale tudo! Quantas Pontes Vasco da Gama já se pagaram?

E os negócios de “venda” de dívidas fiscais (“City Bank”, não era) no tempo da Dona Manuela (a que suspendia a Democracia por um bocadinho, que ia ali endireitar o OE e já vinha)? E os negócios da Parpública, Estamo e respectivo conglomerado de negociatas com erário e património público?! Quem se lembrou de “tapar” buracos orçamentais com a venda de património do Estado em final de ano orçamental? (Dona Manuela, não ouviu falar?!) Vende-se as instalações do Estado no ano n e no ano seguinte o “inquilino” paga a renda! Esperteza saloia! ("Economia Pura" - também lia para saber o que "eles" congeminam nos sótãos do poder).

Foi este tipo de negócios que pôs o Estado como está!

Quem esteve por detrás de tudo isto? Disse no início! Leia a lista de a) a pp). Não queiram que “dê o nome aos bois” (como sói dizer-se)! Mas “boys” há de todas as cores e feitios e gostos e géneros (para além do género fictício)! São todos do mesmo "club" (é mais "chic" escrito assim).

Se não percebeu: são milhares de milhões de euros!

E os autores (incluindo governantes metidos em BPP e BPN e SLN e Insulares, etc.,) são “gente de bem”, com casa na “linha”! Uns mais “proletas” que outros! Alguns até não se “misturam” (coisas de sangue e prosápia; mas, lá no fundo no fundo, uns já estavam no poleiro para onde os outros tentaram subir, o que se percebe e desculpa) mas que sse ervem de lacaios úteis, alguns servem-se!


C. QUANDO É QUE SE VAI PAGAR?

Apesar da pertinência da pergunta, ainda não se sabe ao certo!

Parece que até 2024 as “coisas” têm de estar resolvidas:

a) Se a dívida for aquela;

b) Se o juro for aquele;

c) Se não houver dilação de prazos;

d) Se não se conseguir “re-estruturar” a dívida;

e) Se …

f) Se o POVO aguentar!

g) Se a Europa não estourar!



D. ONDE SE VAI PAGAR?

Aqui não “temos” (plural majestático) ideias concretas! Desde que se pode fazer tudo com o “Magalhães”, fica a dúvida: será em Bruxelas, ou basta ir aqui ao Balcão na Baixa e apresentar a mealha? De qualquer forma, os Senhores que assinaram o contrato de “empréstimo” – de cruz, diga-se – devem saber!

Nós - a arraia miúda - só temos que ficar por “cá” para garantir que há gente para esmiuçar ou mesmo esmifrar!

Se não estiverem de acordo, levantem o pé-de-meia e “cavem” para Honolulu ou para o Hawai - há muito português por lá e a vida pode fazer-se na areia, ao sol, com banhos de mar e a comer lagosta apanhada à mão! É uma opção! E ninguém está proibido de residir onde quiser! Com a “maçaroca” na mão, não há conta a “indagar” no Banco! E são bem-vindos com moeda “forte”! Até podemos endossar a recepção de remanescentes rendas para o destino nas Seychelles…com uma conivenciazinha de algum daqueles barões com cara muito séria (já nasceram zangados!) e óculos de ver-muito-ao-perto (óculos de ágio)!


E. QUEM VAI PAGAR?

Se ficar aqui “especado”, é um dos que vai pagar de certeza! Fuja! Disse acima! (Convém que não haja, para onde vai, tratado de extradição…mas se for caso disso, também se arranja nacionalidade “na hora” (não viram aquela senhora de Felgueiras! Brasileira, eh” eh! eh!).

Os que têm apego ao “torrão”, vão pagar, mais os filhos e netos e os que se lhes seguirem!

Alternativa…um APAGÂO nos Bancos!.

Já começaram as ameaças de aumento de juros, de aumento de “spreads” (não sei o que é isto, mas dá sainete pôr aqui), restrição ao crédito, etc.

De Povo a caminho da Europa passamos a estar a caminho de Moçambique – pelas piores razões! (Se fosse pelas boas, do mal o menos: peixe, sol, mar, simpatia, língua, liberdade de vida, simplicidade, necessidades parcas, …)


F. COMO É QUE SE VAI PAGAR?

Talvez em euros!

Talvez em PORTUGUESES!

A Senhor Merkel - e seus apaniguados - sabe que o “trabalho liberta”; neste caso, portugueses para a produção europeia! (Ver neste "blog")

Mas vai perder 10.000.000 de clientes, no final da factura!

E vai ter que comer o pão que o diabo há-de ter amassado para ela!

SANGUE, SUÓR E LÁGRIMAS! Os que cá ficarmos!

Quer “livrar-se”?

Já estamos a ver uns “trepadores” a movimentar-se para Angola, Ilhas...e para geografias diversas! Assentos dourados em BEI, FMI, em ONUs e suas afiliadas, em CE, em… (já viu alguns, não viu?)

Também se aceita a transferência de rendimentos para “off-shores”, mediante uma comissãozinha.

Já se está a privatizar o BPN para o caso de ser preciso um banco Insular para abrigar os “desfavorecidos” do regime! Os “sacrificados” do costume a que o bom Povo não perdoa aleivosias já devem ter tudo preparado – é uma questão de “inside information”.

(Lembram-se? “Para mim, para ti, para o povo!”)


G. QUANTO É QUE SE VAI PAGAR?

Em termos materialistas: o que se disse no início e mais uns “pós”!

Em termos humanistas? Uma civilização!

Em termos morais? Uma solidariedade!

Em termos éticos? “Homo lupus homini”!

Em termos europeus? O fim de um sonho!

Em termos portugueses? O fim de uma Nação!

Os que ficarem serão escravos até à diluição total!



H. MORAL E EPÍLOGO


H1. Moral

Não te metas com Sócrates que apanhas! E com todos os seus capangas!

Com os “outros” as ameaças ainda não começaram (a menos nas ilhas, valha a verdade).

Foram todos culpados, mas os últimos seis anos foram um regabofe!


H2. EPÍLOGO

Lamento ter tido tanta fé em 3D!

Peço desculpa a Filhos e a Netos!

Não era este o meu Sonho! O Sonho de uma geração posto no lixo pela trampa de uns homúnculos que destruíram um País, uma Nação, uma Civilização!

São os “fracturantes”, todos os que nos (des)governaram nas duas últimas dezenas de anos! Todos eles!


Deixaram-nos agora apenas uma opção: votar NULO!

No dia 5 de Junho vá m protesto! Seja delicado…mas escreva o seu PROTESTO!

“Eles” vão ter de mudar!


Quero ver a salvaguarda do “regular funcionamento das instituições”!

Onde está o PR?

Onde esteve em todos estes anos de “exercício” de funções?!

Nunca se engana, nunca tem dúvidas! Já começou a ler os jornais?

Serei injusto?! Eu e todos aqueles que ainda esperávamos uma COMPETÊNCIA e não um ESPECTRO?!



H3. FINAL

Ainda haverá lugares na ONU, na CE, no BCE, na UNESCO, OMS, no BEI, na REPER - “lá fora” de preferência, por causa dos apupos e da má consciência!


H4. EM PORTUGAL

Discute-se, por aqui, reformas / pensões “douradas”. Assunto importante! Vê-se a árvore e não se vê a floresta.

A floresta é 700.000 desempregados dos quais 100.000 são licenciados sem trabalho. Todos estes têm os seus encargos, constituídos na esperança do futuro. Têm Família! Vivem de quê? Alguns – a maioria, arrisco – vivem das ditas pensões “douradas” de Pais e Avós que poderiam estar a gozar, tranquilamente, o seu “mealheiro”, terminada a sua vida de trabalho activo! Os menos afortunados vão pedindo “esmola” por onde podem! É preciso "lata" pôr os meios de comunicação social a achincalhar rendimentos que fariam morrer de fome na Noruega, na Suécia, na Suíça, na Holanda, na Europa a que dizem pertencermos! Mas são os reformados que ainda mantêm os seus fora do mundo da criminalidade para onde estes (des)Governos os atiraram! Não se admirem de, cerceados os rendimentos daqueles que ainda podem partilhá-los, a onda de roubos, de assaltos, de distúrbios terá o seu cenário perto de sua casa! A FOME pode tudo...e até Deus perdoa que se LUTE PELA VIDA!

Pecado: ter-se acreditado que, após toda a Europa ter ajudado a Alemanha por duas vezes num século, a Alemanha seria catalizador de vontades na procura de apoios para os Países em dificuldades, (quem recebeu os Filhos da Germânia em pós-guerra, Senhora Merkel?), todos os Países poderiam sonhar construir o seu “welfare state”. Mas começaram, de novo, os egoísmos. A Europa Central comanda a indústria, os serviços, a agricultura, determina as regras! Com estas, Portugal e outros “periféricos” deitaram fora a indústria, a agricultura, a pesca! Passaram a “servir à mesa”. Resultado: 80% do que se come é importado; tudo o resto (ou quase) vem “de fora”! Território ao abandono!

Ainda: ORIENTA-SE a Banca (BdP determina) que só se façam alterações a contratos de crédito se, e só se, a cláusula correspondente lá estiver plasmada; e (E!) se houver razões conjunturais, eventualmente externas, que levem à consideração das alterações dos empréstimos; mas (MAS!) deverá dar-se 90 dias ao cliente para ele considerar ou revogar o contrato! Estes GAJOS não se enxergam! Então há contratos sem “letras miúdas”?! Que estupor! E essas condições conjunturais só se verificaram para o credor? Que estupores! E não há uma associação de defesa de consumidores que meta todos estes senhores na cadeia! Isto é a SELVA! Cobraram os juros até onde puderam (inflacionando os preços das habitações em mancomunação com construtores, promotores, e quejandos para poderem subir os juros dos empréstimos, viciaram todo o jogo e agora querem a “banca”! Quantos dos senhores designados no início estão “feitos” nesta imundície!

A Banca é o elemento “inocente” de tudo isto?! Pode escudar-se nas pulhices dos “políticos”! Mas quem escolhe os amigos é tão culpado quanto eles! Quantos favores andam a ser feitos, por esse Mundo fora, a meia dúzia de banqueiros (e vice-versa, cobrando-lhes em espécie, em moeda e em leis! São isto os lóbis?!)?

Não há uma EUROPA UNIDA de Países ditos devedores?

Se todos jogassem em conjunto:

quem imporia prazos e juros seríamos nós, devedores enganados, espoliados…e era se quisessem! Caso contrário, vai tudo e todos ao fundo!

Quem andou a sustentar a economia dos mais evoluídos? Foram os “periféricos” que admitiram “jogar” o mesmo jogo, adquirindo hábitos e níveis de vida que só a crédito poderiam usufruir, obviamente, comprando-lhes a sua produção e pagando à Banca (à sua, directa ou indirectamente) os créditos e juros correspondentes. Não é este o “modus vivendi” da Europa evoluída?! (Há bem 50 anos, em países da Europa Central, comprava-se casa a crédito por 50 anos! Quem cá ficasse que resolvesse as últimas dívidas!) Mas o raio dos povos dos países da Europa não eram cidadãos – eram consumidores. E vai daí, alinharam em abrir “as portas do comércio” a países que nem sabem como escrever “direitos humanos”, quanto mais observá-los! E os “periféricos” tramaram-se! O que produziam era “caro” para aqueles senhores, pois tinham toda a Ásia, África e América Ibérica a produzir mais barato! E passaram a comprar ao “preço da chuva” (que é como quem diz, ao “preço de sangue”) os mesmos produtos, mas continuaram a exigir aos “periféricos” o cumprimento das normas de protecção social para evitar “dumping” no Continente! E tinha que haver a mesma moeda, para evitar desvalorizações não desejadas! E – CEREJA EM CIMA DO BOLO – inventaram os paraísos fiscais e mudaram para lá a sede dos seus negócios; e, concomitantemente, deixaram aos Países da Europa “Unida” determinar os níveis dos seus impostos internos e incidências! Resultado: os “periféricos” para manter o “estado social” aumentaram os impostos (nomeadamente sobre o trabalho, para darem alguma folga às exportações)! Por outro lado, os “poderosos” podiam baixar impostos sobre o rendimento das empresas (IRC, entenda-se) neles sediadas. Vai daí, há uma migração de sedes de empresas para esses países – chama-se a isto, no jargão “deles”, eficiência fiscal! Ou seja, os “periféricos” tornaram a perder formas de sustentação do seu estado social por via da perda de milhões de IRC.

Dito de outra forma:

DEVEDORES E ESCRAVOS DA EUROPA UNI-VOS!
QUEREMOS TER FUTURO!


Até quando vamos manter-nos a assistir à degradação da nossa vida, da de nossos Filhos e da de nossos Netos?! É este o FUTURO?


(5W2H - foi o que aprendi  com os gurus - What, Why, Where, When, Who, How, How Much - para fazer esta "análise")