sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Abundans cautela non nocet 2



... pois mui seria de estranhar que em período de lazer estivessem todos acordados e atentos ao mal e caramunha que este governo (?) vai pretendendo fazer avisado da sonolência que ocupa o palácio Ratton num silêncio de compassadas horas sobrestando nos papéis que mais cavaco menos cavaco hão-de ter rubrica jurisprudencial conforme aos costumes dos togados que dirão se a constituição dos Povos é de português lídimo ou de tergiversa dislexia amodorrante plasmada em letra de forma e publicada em tempos de uvas mais pejadas pois convém aos ditos senhores meritíssimos que haja alguma baia ultrapassável para poderem estreitar noutras taliscas as normas de mor controvérsia no que à teleologia do texto matricial concerne pois será de razoável parecer que se não diga que sim a tudo o que os ministros do reino escrevinham sem fundamento real e baseados em estranhos pareceres de jurisprudencialidade travessa comprados a peso do grama de tinta e do lacre do selo certificador.

Então vai de fazer publicar em bits - a modo de tipos de gutenberg mais movíveis e etéreos - algumas normas de asno paridas - de quando as burras conheciam macho - e sobressalentes no raso pasmo do estio que nos assola (e amola!) e que vão passando entre os silêncios sem briefings - que é coisa de muito alombar com azorragues oratórios mais dirigidos a pobres de espírito que a Povo que se preze com a conivência de estenógrafos assoldadados para o silêncio e para a farsa da coisa meio madura meio alombada.

De onde decorrem e escorrem textos fugidos como os que podem apreciar-se nos sítios que vão indicados:

a) http://www.publico.pt/economia/noticia/governo-corta-1458-milhoes-de-euros-nas-pensoes-1593304

b) http://www.publico.pt/economia/noticia/observatorio-acusa-governo-de-enviesar-contas-para-justificar-cortes-nas-pensoes-1595869

que parecem ser desvairadas comunicações de quem anda a desfazer as contas do orçamento do estado a que chegámos dizendo de sua justiça que andamos todos acoimados de aflições e ainda há o descaro de tirar a prova dos nove a elaborados cálculos de mui prezados doutores e bachareis!

Eu que modestamente "ando nisto" de ser português há um ror de anos ainda me admiro com tanto atrevimento de desmentir suas excelências ainda para mais em tempo de democracia (parece que é com letras pequeninas que se escreve a coisa agora com o novo ao que nos permite estas liberdades de minúsculas e tracinhos e de bom português que o pariu um conjunto de cérebros ajuramentados para dar cabo da língua dos nossos egrégios); dizia que estes senhores descobriram o engodo em que os ministros do reino andam a pretender manter-nos e até com a aleivosia de comprar consciências menos assertivas no dizer direito lá para os lados da rua do século que já foi jornal de respeito e que abriga uns condomínios de gente grada no ser passado e no ter de então e ao que parece com renda para o sustento tempestivo do dito.

Mas há-de valer-nos o Beato Nuno de Santa Maria correndo com os vendidos!

Haverá que manter o alerta e a cautela neste verão mui quente que nos aconteceu!

Parece que os indicadores de envelhecimento do Povo - diga-se: da arraia miúda que o resto não envelhece que a gente até os vê cada vez mais jovens e capazes de brincar aos pobrezinhos - justificariam menores cuidados pois a prazo as preocupações diluem-se nos terrenos do alto de s. joão sem mais problema!

E vem a talhe de foice relevar que a transitoriedade das medidas de enxovalho dos velhos da Nação têm um horizonte temporal de 20 a 40 anos pelo que se encontram justificadas as contas de suas excelências os governadores (?) do reino pois os pensionistas terão então repostos os valores das suas actuais pensões! É apenas uma questão de não desistirem ficando pelo caminho cobardemente inumados na sua impaciência que é como dizia noutra croniqueta por aqui cheio de amor ao próximo que é disso que se trata clamando em voz alta - o tom que pode ser pelo sacrifício que ataca as cordas vocais dado que depois de ler estas breves notas que vos deixei indicadas para vossa dilucidação e a que acrescento a minha solidariedade expressa como posso na minha literacia que só dá para um português modesto poder gritar

PUTA QUE OS PARIU!
que não é nada com o leitor que me seguiu até aqui esguardado na sua paciência e acostado ao esteio da Pátria que não é senão a honradez que nos mantém de pé!
Mais diria que é de má-fé e maldosa consciência querer fazer pagar aos que já nada podem senão vociferar o que foi de mão-beijada dado ao ágio e não regateado nem resgatado nem impugnado na casa da Justiça. É malvadez em demasia!
E será de mau indício para a república (?) que os meritíssimos se deixem engodar em prazos arguidos de impossíveis para alternar no sacrifício! Ou que se deixem enrolar na transitoriedade das medidas propostas como lenitivo para a inconstitucional norma de roubo aos mais frágeis!
Depois do que não se admirem suas excelências de não poder assomar nas vielas! É que a ultima ratio dos despojados espoliados assaltados vilipendiados desprezados pensionistas sem força para mais só poderá ser a do vitupério que em Português se soletra em grita que nada diz de cada um mas tudo tem de desprezo por carrascos das gentes e quejandos filhos de puta! (Alegadamente, por não identificável com segurança jurídica a sua génese):
PUTA QUE OS PARIU!
...e vamos atentando nas escritas destes amanuenses por mor de cautelas que titulam esta pela vez segunda e que se espera não ter de repetir por tomadas as providências devidas contra tantos filhos de puta sem génese definida! - Alegadamente pois pelo gesto é o que parece e nestas coisas dos Povos o que parece é consuetudinàriamente admissível pois aos costumes se faz a crítica que neles se funda nos termos azados para denúncia da mal-feitoria!
Até mais ver, se Deus quiser!
Nota: Não soube - senão teria aproveitado! - daquelas compras fantásticas dos títulos do BPN para revender ao Zé Costa por carta com aviso de recepção ao dobro ou mais da compra! São coisa da distracção que nos acontecem e que se tornam irreparáveis! ... mas livrei-me da podridão da política como dizia o machete e só tenho de dar graças pela ignorância e falta de atenção a estas coisas! Problema de estar fora do inner circle! A gente viu o que foi com a Senhora Dona Branca e depois teme que se repitam as cenas! Mas esta era mais fiável! Ainda vão dar à Suíça ou ao Monte Branco!
Como dizia a outra Senhora que havia tanta minhoca que era impossível à raínha de inglaterra fornecer os meios apropriados para debelar a infestação! Se fosse gibraltar ainda se arranjava um par de corvetas ou batéis para alindar o assunto diplomàticamente! Agora para tanta minhoca...problema é não termos tempo para nascer mais vezes e ficar a saber qual a minhoca-mestra e quais as outras o que muito nos preocupa por mor da transmigração e reincarnações futuras sem conhecimento dos elementos distintivos das espécies ou géneros de forma a optarmos em consciência pelo rascunho da carta a propor o negócio de permuta ao Zé Oliveira ou a uma sua transfiguração do tipo laurissilva - se bem me entendeis em botânica - ou aparentada pois há as visíveis e as transparentes e as mestras neste reino de anelídeos oligoquetas!
Pelo que vos deixo reiterando:
Abundans cautela non nocet!
pois o estio ameaça aquecer!


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

STORMHARBOUR



GRANDE TEMPESTADE NO PORTO!
(traduz-se livremente)
 
 
Onde o plumitivo dá indicações à navegação para bom porto e acostagem suave sem interferência de pilotos traiçoeiros que podem não ter bússola para o rumo mas de onde se colhe informação e se compila para memória das gentes antes que se apague na fonte e se dê por enganoso pregão como se vem usando sob a apelidação de desmentido por haver coisas que não cabem no sentido do comum e se faz desaperceber o que estava apercebido em vulgata.
 
Ende os índices mais proeminentes na elucidação e aclaração do que se tem dito sobre a distracção do Povo por comunicados da mesa do governo (?) da terra enquanto se vai publicando lei contrária aos usos e costumes que por cá vigoravam em procedimentos de limpidez pousados e fundados por varões honrados no arrazoar estas questões de uso da mealha do Povo que se vai desbaratando em pró de poucos que se reunem em esconsos apartados das vistas e cujas acções de mando surgem à luz do dia em gutenberguianos tipos de formato móvel e legal.
 
Donde se segue a informação pertinente - com a vénia do costume às fontes - sobre o sumidouro dos bens das gentes em actos de pouco esclarecida razão mas ditos legais pela especialidade da coisa e urgências republicanas e regimentais.
 
 

Swaps: IGCP paga quase meio milhão de euros à consultora StormHarbour

... ...
“A extrema urgência” ou “a urgência imperiosa” na contratação de um consultor financeiro especializado em operações de derivados complexos determinou que o contrato fosse adjudicado por ajuste directo, “o procedimento de contratação mais célere”.


[in http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/igcp_pagou_500_mil_euros_a_stormharbour_em_ajuste_directo.html]

"
A entidade que prestou serviços de consultoria no caso dos "swaps" ao IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública custou 497 mil euros.

De acordo com o contrato de assessoria financeira na área dos derivados, disponível no Portal Base de contratos públicos on-line, a StormHarbour foi escolhida em 4 de Outubro de 2012 para a prestação de serviços ...
"

[in http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=78311]


"A extrema urgência" ou "a urgência imperiosa" na contratação de um consultor financeiro especializado em operações de derivados complexos determinou que o contrato fosse adjudicado por ajuste directo, "o procedimento de contratação mais célere". ... "Numa segunda fase, a StormHarbour ficou incumbida de assessorar o IGCP na definição da estratégia de negociação com as contrapartes (bancos envolvidos)."

Nota: As contrapartes são mesmo contrapartes! Dir-se-ia perissologia mas não é!


A modos de carta de apresentação da stormharbour - não se vá julgar tratar-se de um vendaval mais forte - reza-se assim no seu sítio [http://www.stormharbour.com/]:


"...StormHarbour is an independent and relationship-driven business serving institutional investors, corporations and financial institutions and is transparent at every level. Our knowledgeable global team can provide unbiased advice and superior service that puts your needs first, not ours."

Nota: sublinhei a parte interessante da coisa pois o cliente está sempre primeiro! Umas linhas antes...o cliente está caracterizado! Não há ali uma referência a "Estados", "Governos" ou quejandice de definição! A transparência referida deve ser para obliterar o que não deva ser visto! Assim...transparência! Releva-se que não empregam mandaretes nem moços de recados...apenas têm em conta a "relationship" com os investidores! A gente ainda não tinha notado!

Agora, quem está na STORMHARBOUR? Um doce!

"In his role as CCO for Portugal, Paulo supported the growth of the bank’s credit cards business and was later involved in the divesture of the business to Barclays following the creation of Citi Holdings. Paulo was involved in the origination of all capital markets transactions for Citi’s Portuguese clients, a role that included structuring and executing some of the most innovative and largest transactions for this client base."

S. Paulo?! Não! o "nosso" Paulo!


Paulo Gray - Principal and Managing Director!
 
De onde? Da referida Stormharbour - a do ajuste directo - e que vem com encómio do patrão como se apresenta a seguir:
 
"Paulo has over 23-years of investment banking and capital markets experience. He joined StormHarbour in 2011 from Citigroup where he was most recently Chief Country Officer and Head of Markets for Portugal, a role he held since 2003."
 
...e mais, pois a nossa dilucidação tem de ser cabal, pois havia dúvidas sobre carteiros do Citigroup - aqueles que não sabem, não congeminam, não inventam, ignoram, mas são mensageiros de ignotas letras a entregar em mão ao destinatário, apenas valetes do Paulo e de outros congéneres que detêm o conhecimento das coisas que não interessa a secretários conhecer:
 
"Paulo joined Citibank in 1988 as a foreign exchange trader and spent the early years of his career trading currencies and money markets. He was involved in the creation of the escudo FX and interest rate derivatives markets in the 1990s and held several senior positions at Citibank in Lisbon and Madrid before becoming Country Treasurer for Portugal in 1997, a role he held until 2000. Since then his career at Citibank in Portugal focused on structuring and sales of complex transactions for Portuguese clients as well as assisting local companies in accessing the international capital markets.

Paulo has also worked with Citigroup in Spain throughout his career, most recently as Head of Fixed Income for Spain from 2004 to 2008. Paulo was also part of European Fixed Income senior management team.
" 
In his role as CCO for Portugal, Paulo supported the growth of the bank’s credit cards business and was later involved in the divesture of the business to Barclays following the creation of Citi Holdings. Paulo was involved in the origination of all capital markets transactions for Citi’s Portuguese clients, a role that included structuring and executing some of the most innovative and largest transactions for this client base.

Paulo is a volunteer and Chairman of Junior Achievement Portugal, a not-for-profit organisation that teaches entrepreneurship, financial literacy and skills to students in Portugal. Paulo has a degree in Economics from Universidade Católica Portuguesa. ..."


Afinal a Terra sempre é redonda e gira em torno do Sol!! Não traduzi para não trair!

Repare-se que o Estado anda a "brincar" com coisas que não domina! E depois vai buscar conselho aos "peritos" que o enrolaram! Eu diria que isto é um caso de polícia! E a PGR anda a apanhar minhocas, diz a Dª Cândida! Ela lá sabe em que tocas meteu as mãos! Mas isto de "segredo de justiça" é uma pequena maravilha! E vai a Lusa e dá laudas desta à distibuição!

Somos todos (?) muito desprovidos, não é?!


Até mais ver...e não esqueçam que é o que se pretende!

domingo, 11 de agosto de 2013

Qui habet aures audiendi, audiat!


 

Onde o escrevente alerta para a ignomínia das provisões pretendidas pelos ministros da Nação em ofensa dos direitos dos serventuários da coisa pública aposentados e sobreviventes de outros falecidos não bastando a razia feita sobre os réditos dos ditos em clara oposição às disposições da Pátria conquanto os Meritíssimos da Mesa da Apelação tenham “dado uma no cravo e outra na ferradura” – nunca os ministros se detêm de pé quieto - com malabarismos de massa encefálica que nos deixa aos falantes mais disléxicos do que os próprios no razoado expendido em que dão o dito por não dito na obrigação de excepcionalmente os abonados pensionistas se remunerarem a si próprios por meio de extraordinárias espórtulas e cerceamentos de mensalidades contratualmente estabelecidas por ser uma ilegalidade apenas temporária ende admissível por indisponibilidade dos ministros para providenciarem medidas paliativas e alternativas de igual eficácia sobre o erário e na escrituração orçamental no tempo remanescente à prestação de contas aos suseranos que os avassalam e a que são mui obrigados e reverentes sem cuidar da representação do Povo Soberano que se não agacha assim por dá cá aquela mealha mormente se não devida de forma clara e indiscutível que é como quem diz demonstràvelmente e iniludivelmente válida e contratualmente lisa e lídima e outorgada entre partes de igual ânimo e boa-fé contratual e sem reserva mental que é ofensa do divino princípio e da honradez dos pactos entre gente de bons costumes e civilizadamente apercebida de onde se segue que o alerta que se faz tem como pano de arrás a moral e a ética e o primado da lei sem retroacções ofensivas dos mesmos princípios e decoração do cenário legislativo e ordenador da coisa pública de que o Estado é conservador e mantenedor obrigado  pela magna carta outorgada ao Povo pelo Povo em rezão do Povo e de seus direitos naturais e democráticos vigentes nestas terras.

Fica assim o pregão da indizível ignomínia de todos aqueles que às gentes prometem o Direito que fazem torto depois de acederem às ucharias do mando com o mais alvar descaro que ao ser humano se pode apresentar. E que Deus os acrescente no que falta lhes é.

E fica o alerta para os Meritíssimos do TC - a ser (?) gozados nos actos desta farsa e subsequentes – para quando lhes for proposto sobrestar nos autos rascunhados de falsa índole com o argumentário rasteiro da pobreza da república e da transitoriedade da ilegalidade proposta sem alternativa eficaz quando nada dirão para elucidar a Mesa da Suplicação das medidas executadas ou planeadas para alternar com esta razia ao rendimento dos Povos pois o seu serviço é escondido a bem de outro senhor que não o Povo Soberano arguindo obrigações contratuais e recentes ressarcimentos insuficientes em defesa desta sua proposta de lei sem deixar claro que são mitigações indevidas e anuláveis em qualquer instância de apelação desde que fossem requeridas boamente e em defensão das gentes que dizem governar e cuja resulta a dita mitigação de má condução do negócio público com rendeiros de baiúcas de ágio manipuladores de taxas a conveniência dos tratos feitos com gente de mau porte ou de má-fé ou de indizível negligência na administração das coisas do Estado postas à sua guarda e delas fiéis depositários ou tidos por tal.

Convenhamos que a magna carta e a mesa de suplicação são verdadeiros entraves à modernização dos Povos! Tudo isto é bafiento! Vá-se lá agora admitir que a arraia tem voz nas cortes! Só mesmo coisas do demo! São francesismos importados que urge banir para bem da grei e da sã governação da Pátria!

Pois mais convém aos Povos gente humilde na governação do que próceres ao serviço do que se não diz!

(Dizia a outra – e repito: quanto mais se mexe na terra mais minhocas saem! O Povo diria: “a cada cavadela, minhoca!”. Em tempos de Português legítimo, a expressão seria: “A merda é sempre a mesma, as moscas é que mudam!”)

Mas deixemo-nos de brocardos e similares! Interessa a todos os pensionistas da CGA a luta contra a eufemística convergência de sistemas de protecção social! Pois se fossem convergir no que devem muito lhes ficaríamos agradecidos que não nestas medidas espúrias de duvidosa clareza e límpida intenção e reveladora da mais gravosa falta de labor no que à economia da terra interessa onde um qualquer menino veria com clarividência o que fazer sem este gravame dos mais velhos sem alternativa de meios!

Acreditar na transitoriedade das propostas dos ministros (?) da Pátria quando estas transitoriedades dependem de cenários para os quais em nada contribuíram com medidas eficazes e são por demais evidentes os esbarrondáveis caboucos e delgadíssimos alicerces em que as fazem assentar evidentemente falaciosas na sequência de medidas da mesma igualha e transitórias também é o mesmo que perder o respeito por um mínimo de inteligência e dignidade e ser conivente no descaro e na aceitação das medidas de contorno criminoso porque contrárias à Lei fundamental!

(Os “swaps”, para além de criminosa contratação neles reflectida, são uma distracção oportuna das medidas cavilosas que se propõem para promulgação! São parte das minhocas da Drª Cândida Almeida!)
 
Avisei?!
 
 
 

sábado, 10 de agosto de 2013

Abundans cautela non nocet


EQUIDADES E OUTROS SEMANTEMAS


Vem a propósito a discussão candente de equidade nos cortes das pensões de aposentação onde já tudo vale na confusão dos conceitos, dos princípios e dos sistemas legais fundadores respectivos visando-se a obliteração da questão de fundo! Não há briefing – designação saloia de reunião, encontro para informação – que não tente escamotear a irracionalidade da medida preconizada: a inconstitucionalidade da coisa!

Diga-se que não é fazendo razia sobre todos os que detêm rendimentos de velhice que se torna constitucional uma medida sob o falso manto de igualdade mascarada de equidade, como se os Juízes Meritíssimos do TC fossem alvares criaturas que se enganam com uma rasteira semântica! (Não é que sejam subidas criaturas dotadas de infalibilidade – que eles também usam de interpretações e razoados mui elaborados para afirmar por branco a negridão das coisas! Quanto ao PR, já o mesmo se não afirma, pois se demonstra empìricamente a falta de cultura neste universo de discurso! Os seus epistemas são de diversa índole e duvidosa fundação!)

É que não se trata de EQUIDADE mas de CONFIANÇA, BOA-FÉ, SEGURANÇA! Coisas que um Estado de Direito Democrático deve relevar na sua relação com os CIDADÃOS!

É isto que está em causa! Não há que abocanhar também as pensões da CGD e as subvenções dos políticos! Isto é outra história! São contas de rosários distintos!

(Conquanto se possa questionar:

a)      As pensões dos ex-funcionários da CGD, que resultam de uma carreira contributiva específica (?) atendendo à natureza da CGD – entidade bancária – sujeita (diz-se!) a um ambiente de concorrência, pelo que a remuneração dos seus trabalhadores deve ter este factor em conta! – Aqui arguir-se-ia que o Estado (nós, os contribuintes!) é o único acionista, pelo que o dinheiro desse “elefante sagrado” têm a mesma origem que o dos pensionistas da CGA (de que, aliás, são gerentes e administradores por inerência as sumidades administradoras da referida CGD!);

b)      As pensões dos respectivos administradores – no cumprimento contratual estrito e negociado (reitera-se: o Estado – nós, os contribuintes – é o único acionista, pelo que é escandaloso dar as ucharias que se conferem, quer haja ou não lucros, quer se cumpra ou não a totalidade do contrato - aqui, convém sempre um padrinho que proporcione a ruptura antes do mandato findar : cláusula indemnizatória accionada!; quer se atinjam ou não os objectivos das cartas de missão – pois o seu inadimplemento será sempre devido à adversidade das conjunturas (que aliás se escrevinham nos Boletins de Primavera e de Verão – não sabemos se de Outono e Inverno – do BdP e demais análises periciais da Associação dos Confrades, que dá pelo nome APB, oportunamente salvíficas de imparidades e comportamentos improváveis dos mercados);

c)       As subvenções dos políticos - pois não consta a sua miséria posterior ao exercício de funções públicas (bom, não me estou a reportar a tempos da I República, como lhe chamam)! Subvencionar o quê? O incómodo do exercício?! Olha, o Bento – sim, o da ética empresarial e outras obras de caridade e conselheiro de estado – do estado a que as coisas chegaram! – recusou-se, ao que consta, ao dito exercício por perda de rendimentos! Mas há p’r aí coelhos e outras espécies rolando por cima da carne seca! Querem nomes? Quando tiver paciência, escarrapacho por aqui os Conselhos de Administração, os Conselhos de Curadores de Fundações, os CEO e os CEF, os Presidentes de Conselhos de Administração e de Assembleias Gerais, os pródigos escritórios de advogados, etc., etc., que contam com um “vai-vem” entre o Largo das Cortes, a Rua da Imprensa à Estrela, etc., e as suas sedes sociais ou representações nacionais e estrangeiras, sem contar com BEI, CE, FMI, Goldman, Citigroup, et alia! E empresas Públicas e Agências disto e daquilo e Altas Autoridades e de Concorrências, e mais um ror de entes públicos mais ou menos privados em prebendas e conezias até dizer chega! Naturalmente que há os políticos isentos e probos também, como os de Pirescoxe…mas estes não têm subvenções!

O que quer dizer: não se misturem alhos com bugalhos para distrair do cerne da questão!)

É que os trabalhadores do Estado e actuais pensionistas da CGA não tiveram uma vida árdua de trabalho, não tiveram restrições ao seu arbítrio (v.g., o trabalho, fora dos seus horários de serviço, estava-lhes, na generalidade, vedado por Lei!), mudaram de local de trabalho tantas as vezes quantas as necessárias ao exercício do seu múnus ou à merecida progressão nas carreiras, sem direito a negociações! A Lei era a sua bíblia e o seu vade mecum! A exigência de competência comprovada ao longo da vida uma obrigação!

Vem agora um rosalino descabelado pretender igualizar um Professor a um telefonista de uma qualquer companhia de seguros! Um Médico a um qualquer copywriter de sabão para a pele! Um vendedor de automóveis a uma chefia de divisão técnica responsável por pontes! E demais, e demais! Onde os Juizes? Onde os Especialistas dos mais variados ramos da Medicina responsáveis pela direcção técnica e formação dos mais novos? Onde os concursos de provas públicas para progressão? Onde a participação em júris de avaliação de competências técnicas e científicas? Onde a responsabilidade pela garantia de qualidade do que se ingere e abate para alimentação humana? Onde a responsabilidade pela qualidade técnica dos fármacos e outros produtos de saúde? Onde a responsabilidade pela verificação e manutenção da salubridade e higiene do ambiente? Onde a sede de garantia técnica pelo edificado urbano, rodoviário e de obras de arte viárias? Onde a responsabilidade e a garantia de abastecimento salubre de águas? Onde a responsabilidade pela qualidade ambiental e verificação de cumprimento de regulamentos sobre saneamento? Onde a responsabilidade pela implementação e definição de medidas normativas sobre as diversíssimas actividades humanas com implicação social (Fukushima, estamos a ver?)? Onde a sede de produção de normas de convivência social digna? Tudo isto e o mais que se poderia dizer: ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA CENTRAL E LOCAL! Ou seja, os tais descartáveis que se amesendam na CGA depois de uma vida profissional em prol de todos!

São estes os comissionistas de produtos financeiros inqualificáveis? NÃO!!!

O governo (?) afirmou – está escrito e gravado e não há maquinação de “power points” – que só se atreveria a tocar nas pensões se fosse de todo impossível obter as mesmas receitas por outros meios sustentáveis! (E mesmo assim, esta afirmação é INCONSTITUCIONAL nos efeitos pretendidos!)! O que fez o governo ? Negociou o resgate de “swaps” e impôs (?) uma pequena esmola aos rendeiros do Estado! (Os Mexias mexem muito! É de seu natural genético mexer!)!

Na “negociação” dos “swaps” informam-nos que não houve perdas para o Estado (para nós todos) por haver compensações nos “swaps” “ganhadores” do IGCP! Ou seja: devia “ir tudo de cana”, pois vem demonstrar-se que o governo (?) negoceia com indivíduos de mau carácter aquilo que deveria ter denunciado, e anulado estes contratos;  e ainda ter exigido compensação pelas outorgas e pela  má-fé  ínsita nestes! Eram, demonstradamente, como se vê, baseados na reserva mental de quem tinha nas mãos o poder de manipular as indexações ou dispunha de informação privilegiada, colocando a outra parte outorgante em posição de total assimetria negocial! E, só aqui, o ressarcimento devido cobriria muitíssimas vezes os chamados “cortes nas pensões” – que agora se designa por “convergência dos sistemas de segurança social”! (Convergência que os pariu! Que não destrinçam a natureza diferenciada dos contratos que originaram as pensões em causa - e em crise” – nem os princípios constitucionais enxergam e que ofendem deliberadamente…e com engano pretendido, camuflado de roupagens de equidades!)

Mais: já nem as(os) viúvas(os) se respeita no seu luto e na vida  que lhes resta viver sòzinha(os) pois até as pensões de sobrevivência se põe em causa! E falta-nos humor para apreciar a contenção nas reduções para os velhos de mais de 75, 80, 85, 90 anos! Ou face a pensões de duas ou três centenas mensais de euros!

(Mas tudo isto se refere nos briefings - que os pariu com estrangeirismos bacocos, que nem a Língua Pátria dominam! – com a maior candura! E que, sim senhor, o governo (?) está atento às subvenções e que, como disse o rosalino de mau pêlo,  os sistemas são distintos e que a seu tempo se verá!)

(E por que razão os Meritíssimos e as forças armadas, de segurança e os diplomatas não são incluídos no rol?! Pois estes senhores estão “indexados”! Indexação essa que os protege de serem roubados, pela mesma medida, nas suas pensões de aposentação e similares (que as designações são diversas)…apesar de terem sido servidores do mesmo Estado que todos os restantes aposentados da CGA! )

Mas não nos move inveja! Move-nos revolta, raiva, pela impotência na velhice para conduzir uma LUTA a sério contra tanta cavilação!

Que se fique ciente: tudo o que o governo(?) “negociou” em BPN, BIC, BPP, PPP, “swaps” e rendas de oligopólios daria para, sustentadamente e estruturalmente, evitar esta pulhice de cortes nas pensões de aposentação e de sobrevivência!

E ainda tem a lata de enviar o rebuçado embrulhadinho para o TC ler – se o PR não se encolher, como habitualmente – em adverbiações  de medidas temporárias e reposição das actuais pensões logo que em dois anos seguidos o deficit orçamental esteja abaixo dos 0,5% (!!!!) e a economia tenha crescido, concomitantemente, 3% (!!!) ou mais, tentando dizer ao TC que isto são medidas excepcionais e temporárias e que têm a ver com a situação financeira do Estado!

E tudo o que deveria ter feito para, de forma sustentada, vir a garantir as mesmas condições de execução orçamental e de decréscimo da dívida, em vez deste roubo? Esta deveria ser a vexata quaestio  a ser-lhe proposta pelos ditos Meritíssimos do Ratton!

É que se os deuses não estiverem loucos…isto não vai acontecer por esta forma! Retira-se meios aos Cidadãos, o consumo decresce, as empresas vão à falência, os desempregados vão estender a mão à segurança social…e o governo (?) acha exequível a reposição das pensões neste cenário!! Nada fez para conseguir os mesmos efeitos económicos e continua na mesma teimosia de azorragar os Cidadãos de toda a forma e feitio!

O Paraíso dos nefelibatas está ali na S. Caetano! Há lá mais?

Afinal…o gaspar – homónimo do cão do ex-Deputado Honório Novo – previu as consequências das suas loucas medidas e pôs-se ao fresco! (O BdP, vá-se lá saber por que razão, deve viver noutra galáxia fiscal! E acolhe qualquer xanax fugido da nave dos loucos!)

Como epigrafava:

CAUTELA E CALDOS DE GALINHA NUNCA SÂO DEMAIS!

Pelo que fica aqui um alerta! Andam a desviar-nos as atenções do que é, para nós, pensionistas, essencial!

Naturalmente que, como CIDADÃO, pretendo a imediata acção da PGR sobre todo este imbróglio e mistificação e desvio de dinheiros públicos e negociações acobertadas e a completa punição, civil e criminal, de TODOS os intervenientes!
Pois chegaria a recuperação de todos os valores objecto destas negociatas com dinheiros públicos para tornar sustentável a República! A dita dívida pública tem a sua origem, natureza e fundamentos clarificados…bem, ainda faltam uns rabos de palha – ou como diz a Drª Cândida Almeida, falta ainda caçar muita minhoca e vasculhar-lhes as suas tocas! E depois pagamos nós, os mesmos de sempre!

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

BONA FIDES CONTRARIA EST FRAUDI ET DOLO!


 


 ... a boa-fé é contrária à fraude e ao engano

Em que o modesto plumitivo vos vem dizer que está mais despejado de amargores não que o desgoverno da nação tenha feito pelas melhoras do povo ou que os próceres tenham arrepiado caminho do desmando em que a coisa pública se lançou mas porque ainda não se deu ao trabalho de pôr os olhos nas publicações do dia para não se aborrecer com as factualidades inenarráveis que se colam ao papel e à alma como miasmas de uma natureza impura e utópica que tornam grave a linha de rumo que os pilotos desta barca vão tomando sem cartulário de jeito nem roteiro de confiança e sem astrolábio ou balestilha levando a cabo e sem proveito do povo as mais desbragadas alternativas diplomáticas e normativas de derruição do bem-estar da nação e do progresso dos povos sem mérito reconhecido e sem rezão que lhes assista em democrática lisura de entendimento do governo da coisa pública que não é senão aquilo que de todos é e a todos convém no respeito da dignidade das pessoas e dos seus congéneres em etnia e génese e vêm mui asinha dizer-nos dos arroubos de alma que os possuem para defensão dos bens das gentes quando os azorragam com tributos e foros em duvidosa sazão para pernadas ou desarrazoadas anúduvas por irrealizável mealha em corveias repassadas ende as coisas se mal-param e se mal-partem entre quem se arroga do mando e quem se diz detentor de soberanias constitucionais onde as coisas que devem de ser escorreitas para os povos se plasmam em letras de oiro para memória das gentes e mormente para pasmo dos alvazis e juízes de fora que de cenho de preboste e de saiões se mascaram no dito cumprimento de inconspícuos alvarás que se dizem de decretações da mesa das consciências beneditinas à volta das que os fasianídeos gritam incompreensões aos humanos aurículos em tardes de calma em que o povo geme pelos apertos dos línguas que lhes gritam os desmandos do regente do dia.

Como soía despejar toda a mal dita coisa que antes me corrompia a alma e o coração e as entranhas me desfazia de mal-estar comigo e com os outros me confirmei no desmancho da amargura que o nosso Deus me permitiu hoje para glória Sua e de seus anjos e arcanjos de que muito reconheço o bem-querer que me tem nestes momentos de sol e azul passados ao pé do Tejo de Camões num remanso de paz com Ele e com as suas criaturas que nem o coelho ainda que assado me poderia destruir por mais forte ser a voz de Deus que o seu nitrir de vassalagem a coisas mundanas e sujas de estrangeiro encomendado e de truão arremedando o feito e o trejeito sem tino nem gáudio das gentes que contrariamente dele se aborrecem.

E por ser disso verdadeiro o sentimento que se me insculpiu na alma me levaram os sentimentos até perto d’Aquele que tudo conduz por perfeito ser sem falha nem princípio nem fim que há-de estar no nosso caminho como guardião da passagem inquirindo do que fizemos e do que dissemos e mal seria que me deixasse levar hoje de outros pensamentos que não os elevados para o bem comum e das gentes e em lugar mui principal  o dos meus mais chegados para quem o bem supremo Lhe invoco com prejuízo de coisas próprias de muito agrado que desaprecio face ao que Ele me possa deixar fruir na sua companhia deles e boa-venturança!

Agora me enxugo dos prantos que houve e da aridez de alma me arrependo sempre que Ele me traz uma efémera alegria que dura o que dura mas que vive e é perfeita.

Por então vos deixo antes de me ir às notícias ver o tropel de asneiras que beneditinamente se conjuram e conjugam para desgraça das gentes e sob o diáfano manto da irrevogabilidade e da dissimulação ultrapassando com escárnio e má-fé as rubras linhas de intransponibilidades afirmadas e juradas pelos paladinos do ágio e da desgraça do povo.

Seja Deus benigno e misericordioso connosco e nos livre de todo o mal que eles nos fazem usando de seus poderes indescritíveis e inomináveis pelo nosso entendimento que só Ele detém a sua espoleta e o seu comando das coisas que deve usar contra os vizires que nos desgovernam a nação, os bens, as gentes, os costumes.

Se me atrevesse a nomeá-los convinhàvelmente teria de retrogradar no tempo até ontem e nos princípios de teleologia desta d’hoje o que me seria repugnante e me afastaria da hermenêutica da coisa.

Pelo que vos desejo um bom dia e que vos seja agradável a revolução da boa-vontade que por aqui começo sem chamar Filhos de Puta aos que o merecem! Que assim seja! Sede homens de boa-vontade sem ofender os justos que também os há conquanto os não enxergue nos sítios devidos onde aqueles de puta gerados pululam!

“Bona fides contraria est fraudi et dolo”…se bem me entendeis!

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

TEM EXPRESSÕES QUE PODEM FERIR A SENSIBILIDADE!




Depois de ler as notícias dos últimos dias, só apetece gritar:





FILHOS DA PUTA!


Quem?! Diga você! Eu já gritei! Ainda não é proíbido gritar! Ou já é? E só se pode nomeá-los baixinho? Ao ouvido?


FILHOS DA PUTA!!
 
 
Assim já se pode dizer?
É que ando cheio de medo destes senhores das secretas que espionam os blogues e demais coisas quejandas para nos lixarem a vida! Mas espero não ofender ninguém! É que ser-se filho da puta é uma qualificação para determinados postos de mando! Não? Não são estes? Então quais é que são? Pode ser conselheiro de Protuguês (não é assim que se diz, sem tracinho?!) Pode ensinar-se a aterrar nas ervas, voar baixinho por causa dos fumos, fazer raspadinhas com os suópis, lotarias com as euribors, com os títulos do tesouro pode fazer-se tanta gente feliz, basta vendê-los em catadupas à segurança (?) social (?) ou adquirir fundos de pensões ao espírito santo ou outro malandro idêntico (isto sou eu a brincar com estes maganões simpáticos!), vender os créditos aos citigrupos (ou lá como é que se chamam), pedir conselhos ao borges da Sachs (não, não é a motoreta) para vender selos e carimbos a privados sem balcão (cospes nas costas do droguista ou no peito da merceeira lá da aldêa e vais ver que sai mais barato do que ter uma porta aberta só para volumes de transaccionáveis que são aquelas coisas que vais deixar aos ctt com estampilha e cartão preenchido para pagar no destino, ou para vender aviões que voam baixinho como companhia de bandeira - a gente ainda não tinha percebido que dar bandeira era isso! Ou encanar a água e deixar de ser livre e cobrar pelo cano, pela tornêra, pela maçaneta, pela conduta, pelo contadori, pela portinhola com jenela, pela anilha de borracha vedante, pelo cloro, pela cal, pela travessia da terra do munecípiu, pela electricidade que consomes e por aquela que devias ter consumido que é a mais estimada de todas que dispensa o empregado e tu vais corrigir quando te alembrares que eles nã te avisam, pelo fio que a traz, pela alâmpada que a acende e pelo botanito que a apaga lá no caixilho de baquelite que penduraste na parede e pelo gás que te conduzem para a porta que depois é contigo que arrebente ou não que o estado da coisa deve ser mantido por peritos que são aqueles homenzinhos que vieram de áfricas com abelhas nos coletes e que enxameiam mais que os mosquitos da manta-rota...eu estava a ciciar sussurrando sobre FILHOS DA PUTA e tive de mudar o tamanho da letra para que os ditos não lessem todo estes despejo de alma que mexia comigo em rendas que me roubam a pensão e o comer e o sustento! Mas hoje acordei mal disposto e só me apetece gritar
 
FILHOS DA PUTA QUE OS PARIU!
 
que eles sabem quem são e escuso de os nomear - também era cá um ror de nomes para o rol ! - e escuso de os incomodar comigo e com os juízes que defendem uma pielazita bem apanhada!
 
E não te esqueças de ver o extracto da conta bancária e onde te andam a roubar sem perceberes....coisinhas disfarçadas: pagas pelos cheques, pelo porte dos cheques (não que havias de ir lá buscá-los! as mordomias pagam-se!), pagas comissão de emissão de cheques e pagas imposto de selo pela emissão e porte dos cheques! E custa-te, cada um, MESMO ANTES DE O PREENCHERES, qualquer coisita como 2oo mil réis! E depois pagas ter o dinheiro depositado! Nâ sabias? Eu vi agora! É um balúrdio! Então eles servem-se da tua mealha para creditar e cobrar juros a outros e tu ainda pagas para ter lá o dinheiro! E pagas se pedires um extracto ao balcão! E pagas ... se cumprimetares o gerente ou a menina que te atende! E pagas...e pagas! Quando dás pela conta, já foi! Vê se enxergas! Muda! Estes gajos estão cheios com a nossa distracção!
 
 
FILHOS DA PUTA QUE OS PARIU!
 
Quem? Eles lá sabem! Eu não os nomeio por ponderosas razões! mas que o são, são!
 
 
FILHOS DA PUTA QUE OS PARIU!
 
 
Eu avisei que acordei zangado!
 
 
FILHOS DA PUTA QUE OS PARIU!
 
Se não quiseres ler não leias!
 
 
FILHOS DA PUTA QUE OS PARIU!
 
 
TALVEZ AMANHÃ HAJA UMA BOA NOTÍCIA QUE ME PERMITA PERDOAR A TODOS ESTES
 
FILHOS DA PUTA QUE OS PARIU!
 
 Até mais ver!
 
FILHOS DA PUTA !
 
Nota: esta estava no buffer e saíu sem querer e o raio do blogger perdeu a rubber para fazer diliti! Mas nã há-se ser nada
 
FILHOS DA PUTA
 
que vomecê nã tem culpa e isto passa!
 
 
 
 
 
 
 





quarta-feira, 7 de agosto de 2013

LINHAS VERMELHAS!!!


“Pare, escute e olhe”!!!

Cavalo de batalha ou cavalo de Troia??
Com a cultura destes senhoritos da união nacional a gente já não sabe!!

Mas convém reler, relembrar, pois parece que as promessas de tudo fazer para que não fossem tomadas medidas drásticas (e assassinas) caíram no chão!

Não há plano, nada existe, compromissos rasgados…e os pensionistas e aposentados que se lixem!

Esta é a coerência dos nossos governantes (?)! E quanto a Portas, o irrevogável Portas…vou ali e já volto! Bem quisemos acreditar no homem e nos seus princípios de solidariedade cristã, mas parece que nem a Senhora da Conceição de Vila-Viçosa o faz respeitar a educação, a moral, a ética, a coerência, a honradez, as juras, a enfatuada determinação na afirmação de princípios! (mas eu disse – ver aqui há atrasado – que a “linha vermelha” não era toda a linha que deveria ser: não se falava na “convergência” (falaciosa, capciosa adjectivação, cavilosa conjecturação) dos sistemas de pensões nem nas pensões de sobrevivência…apenas numa sobretaxa sobre as ditas!! Esta é a verdade!
Estes são os homenzinhos que nos “governam”, os “irrevogáveis”! Não esqueçais!

 
In

“Só em último recurso e se falharem todos os cortes de despesa é que haverá nova taxa sobre as pensões. Foi este o compromisso assumido este domingo em Conselho de Ministros e que Paulo Portas aceitou. 

A linha vermelha de fronteira que o ministro Paulo Portas disse que não admitiria passar em relação à taxa sobre as pensões não foi eliminada, mas o Governo, em Conselho de Ministros (CM) reunido este domingo de emergência, assumiu, ao fim de menos de três horas, que tudo fará para a evitar. Foi quanto bastou para que fosse mais uma vez adiado o espetro da crise política, que ao longo da tarde foi alimentado pelas direções do PSD e o CDS. 

Ao princípio da tarde deste domingo o clima político era de alta tensão. Inesperadamente, o chefe do Governo falou com Cavaco Silva, convocou o CM para fechar a 7.ª avaliação da troika, que previa a taxa sobre as pensões rejeitada por Paulo Portas, e ainda reuniu a Comissão Permanente do PSD.

No final da tarde, a fórmula do consenso, subscrita pelos ministros do CDS, acabou por ser a retirada do caráter obrigatório da medida, acompanhada do compromisso por parte do Governo para tudo fazer para encontrar alternativas pelo lado da redução da despesa do Estado.

Dessa forma, estava afastada a tal ameaça de rutura na coligação e ficava garantido o fecho da 7.ª avaliação do memorando da troika, que permitirá ao país receber nova tranche do empréstimo.

Era preciso também encerrar este capítulo a tempo da reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro, marcada para esta segunda-feira, em Bruxelas. Portugal estará representado por Vítor Gaspar, que domingo já não terá estado no CM.

Da reunião do Conselho de Ministros saiu apenas um comunicado lacónico, sem qualquer alusão à polémica. "O Conselho de Ministros reuniu para se inteirar da conclusão dos trabalhos relativos ao 7.º exame regular e confirmar as condições necessárias ao seu fecho, de modo a que o senhor ministro de Estado e das Finanças possa delas dar nota nas reuniões que amanhã se iniciam em Bruxelas, do Ecofin e do Eurogrupo", refere a nota.

No entanto, fonte do Governo adiantou ao JN que "o CDS aceitou que excecionalmente pudesse vir a ser considerada a introdução de uma contribuição de sustentabilidade sobre as pensões".

Arrefeceu-se a crise política, garantiu-se o fecho da sétima avaliação da troika, mas criou-se um desconforto do lado dos centristas, que rejeitam o tom de recuo que a ala social-democrata fez passar para o exterior. 

"Só se tudo falhar e em último recurso é que se encarará a possibilidade de avançar com a taxa". É esta a mensagem centrista para justificar a nova posição de Portas.

Quando muito, trata-se de um recuo estratégico concertado com Passos apenas para troika ver. Aliás, o primeiro-ministro já dera sinais, no Parlamento, de que não iria fazer da taxa "um cavalo de batalha".

A ideia é manter a medida no papel apenas com caráter opcional e encontrar alternativas. Há muito tempo para o fazer até à elaboração do próximo Orçamento de Estado e há também uma almofada financeira, a tal de que falou Portas há uma semana.

Frisou que era possível "poupar quem deve ser poupado e não carregar em quem não merece", porque são necessárias poupanças inferiores a quatro mil milhões de euros, mas o conjunto de medidas aponta para 4,8 mil milhões.”



Afinal, onde se fez o quê para evitar a entrada em vigor destas medidas! O rosalino lá continuou a redacção como se nada acontecesse! Não acreditou nunca no plano de reestruturação do Portas, o tal que ficou encarregue de refundar o Estado! O Afonso Henriques do século XXI! Só que refundar...refundou a mãezinha que o pôs - a modos de dizer o nosso desagrado e revolta (que se ressalve:com o devido respeito pela Senhora, que não tem culpa destes "desvios" e "arroubos" do filho mais novo!) Questões de coerência política, dir-se-á, pois é a única que lhe sobra é com o tacho e a sua vaidade pessoal! Incompetência e fatuidade!
 

Diria mesmo mais: não é de cavalos de Troia nem de batalha que se trata! É mesmo de bestas! (*)

 
Escolha a sua alternativa preferida!A minha escolha está feita!

(*)
besta | s. f. | adj. 2 g.

 [in http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=besta]

 besta | s. f.

besta |ê|
(latim bestia, -ae, animal, fera)

s. f.
s. f.1. Animal que se pode cavalgar. = CAVALGADURA
2. Pessoa estúpida. = BURRO, CAVALGADURA
3. Homem de apetites depravados.
4. O homem (considerado sob o seu aspecto mais desfavorável).

adj. 2 g.
5. Tolo, estúpido.
besta de roda: A que trabalha nas noras, engenhos, etc.
besta de tiro: Animal que puxa um carro.

 

 

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O GANG DA CIDADE (*)






                  



Dantes (no tempo da velha senhora):



Com a devida vénia ao “Correio da Manhã”


“Citigroup ganhou 290 milhões”


“O Citigroup vai ganhar com a cedência de créditos fiscais e da segurança social, efectuada quando Manuela Ferreira Leite era ministra das Finanças do Governo PSD/CDS, quase 290 milhões de euros. O valor, referente a juros e encargos com a montagem da operação, representa 16,4 por cento do preço inicial pago pelo Citigroup, de 1,76 mil milhões de euros, que permitiu cumprir o défice público de três por cento exigido no Pacto de Estabilidade e Crescimento.”

[in

http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?channelid=00000011-0000-0000-0000-000000000011&contentid=0B92B1DC-8A94-4497-BC87-49D898DE9E53

 e segue:


“Ao que o CM apurou, o Ministério das Finanças, na sequência do diagnóstico da Direcção-Geral de Contribuições e Impostos (DGCI), já informou o Citigroup p que, do total de 11,4 mil milhões de euros cedidos em 2003, o Estado pagará os 1,76 milhões de euros, acrescidos dos encargos e juros. Ao todo, a operação irá custar ao erário público cerca de 2,1 mil milhões de euros.

Para já, o Estado já entregou ao Citigroup 1,9 mil milhões de euros. E tudo indica que os restantes cerca de 150 milhões de euros, correspondentes a juros e encargos, serão pagos, "previsivelmente, até ao primeiro semestre de 2010".

A portaria 1375-A, de 18 de Dezembro de 2003, estabelece que "os créditos do Estado e da segurança social são cedidos mediante o pagamento de um preço inicial, no montante de 17,6 milhões de euros, e de um eventual preço diferido, cujo montante é determinado após o pagamento integral das quantias devidas aos titulares das obrigações titularizadas, deduzidas as despesas e os custos da operação de titularização". 

Por causa de dúvidas na interpretação desta norma, o Ministério das Finanças decidiu, no final de 2008, terminar o contrato com o Citigroup. A operação foi polémica desde o início, dado que o Governo de então comprometeu o direito dos governos seguintes àquelas receitas fiscais. O CM tentou obter um comentário de Manuela Ferreira Leite mas, até ao fecho desta edição, tal não foi possível. “



“CRÉDITOS TOTALIZARAM 15 MIL MILHÕES

 O total de créditos do Estado cedidos ao Citigroup ascendeu a 15,1 mil milhões de euros. No contrato está prevista a cedência de 11,44 mil milhões de euros mas, como os serviços públicos não conseguiram cobrar uma parte dos créditos cedidos, foi necessário substituir os créditos incobráveis por outros de igual montante, no valor de 3,74 mil milhões de euros.

Os créditos foram substituídos em quatro anos: 534 milhões de euros, em 2004; 1,31 mil milhões de euros, em 2005; 695 milhões de euros, em 2006; e 1,19 mil milhões de euros, em 2007.

O parecer do Tribunal de Contas à conta do Estado de 2004 detectou, entre outras falhas, "a integração de dívidas que já se encontravam pagas, anuladas ou prescritas na mesma data". A maior fatia dos créditos cedidos eram fiscais.


TRIBUNAL DIRIGIU FORTES CRÍTICAS À OPERAÇÃO (**)
O Tribunal de Contas (TC) não poupou críticas à venda de créditos ao Citigroup. No essencial, depois da crítica feita em 2003, o parecer do Tribunal de Contas à Conta Geral do Estado de 2004 frisa que "a operação de cessão de créditos para efeitos de titularização teve, em termos líquidos, um efeito positivo sobre as receitas em 2003, mas tem um efeito negativo sobre as receitas de 2004 e anos seguintes".

A portaria 1375-A diz que os créditos referem-se "à cobrança coerciva de processos de execução instaurados entre 1 de Janeiro de 1993 e 30 de Setembro de 2003", mas o TC detectou falhas. 

PORMENORES

CESSÃO DE CRÉDITOS

 
créditos foram cedidos à Sagres - Sociedade de Titularização de Créditos (Citigroup). 

OBRIGAÇÕES

Após a compra dos créditos, foram emitidas seis classes de obrigações: cinco indexadas à Euribor a 6 meses, mais spread, e uma com taxa de juro de 7%.

RECEITA EXTRAORDINÁRIA

Sendo a titularização uma venda, foi registada como receita. Por isso, os 1,76 mil milhões de euros puderam ser usados na redução do défice orçamental.”


…e agora:



 




Agora, no tempo dos novos senhores:


Com a devida vénia, traslado de

http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=81882

 “Citigroup tentou vender swaps para disfarçar défice de Portugal”


“O banco Citigroup propôs em 2005 'swaps' a Portugal para baixar artificialmente o défice, estando o actual secretário de Estado do Tesouro e o dono da consultora StormHarbour entre os responsáveis pela proposta. 

De acordo com o documento a que Agência Lusa teve acesso, o banco norte-americano fez várias propostas ao instituto que gere a dívida pública portuguesa, o IGCP, de 'swaps' que baixariam artificialmente o défice.

A revista Visão notícia hoje que o secretário de Estado do Tesouro, Joaquim Pais Jorge, (que tomou posse há um mês) e o responsável da consultora StormHarbour (contratada pelo IGCP em 2012 para analisar os 'swaps' problemáticos), Paulo Gray, tentaram vender estes 'swaps' em 2005 pelo Citigroup.

O documento a que a Agência Lusa teve acesso propõe um 'swap' que podia baixar o défice orçamental de 2005 em 370 milhões de euros e em 450 milhões de euros em 2006. A redução do défice podia ser maior se o IGCP assim o pretendesse.

A operação consistia na contratação pelo IGCP de três 'swaps' com maturidades a trinta anos, que fariam com que as taxas de juro [superiores à média do mercado] a pagar relativas às Obrigações do Tesouro (OT) existentes em 2005 e 2006 fossem pagas ao longo de um período maior de tempo.

Por exemplo, um dos 'swaps' estava ligado a uma linha de OT com uma taxa de juro anual de 9,5% que tinha de ser paga em Fevereiro de 2005 e 2006. Neste caso, o Citigroup pagaria estes 9,5% ao IGCP e esta entidade pagava a Euribor da altura (2,185% na média de Fevereiro de 2005) menos 200 pontos base, o que daria algo à volta de 0,185%, encaixando o Estado a diferença nas contas públicas, que era um juro na altura superior a 9%.

No entanto, a partir de Fevereiro de 2006, o IGCP passava a ter de pagar ao Citigroup 3,7% enquanto esta instituição pagaria apenas o valor ligado à Euribor a seis meses da altura (2,725% na média de Fevereiro de 2006) e que na pior das hipóteses poderia chegar aos 3,75% caso a taxa chegasse a esses níveis (algo longe de acontecer).

Os 'swaps' baixavam o défice naqueles dois anos -- 2005 e 2006 - mas exigiam que estes pagamentos fossem feitos até 2036, o que era mais rentável para o banco no longo prazo.

"O Citigroup acredita que as taxas de juro historicamente baixas representam uma oportunidade de mercado para que a República de Portugal estenda a duração do seu portfolio de dívida", diz a apresentação entregue em 2005 pelo atual secretário de Estado do Tesouro e pelo agora responsável da StormHarbour.

O documento inclui ainda um anexo onde o Citigroup explica como é que o 'swap' consegue fugir às regras do Eurostat e assim baixar o défice. São os chamados 'swap Eurostat friendly'.

O IGCP faz habitualmente 'swaps' com taxa variável para cobrir o risco associado às linhas de OT com taxas fixas, mas nunca aceitou este tipo de operações, segundo disseram publicamente Carlos Costa Pina, ex-secretário de Estado do Tesouro e Finanças de Teixeira dos Santos, e o ex-presidente do IGCP Alberto Soares.

De acordo com a lista de 'swaps' na posse da comissão de inquérito, o Citigroup tinha três contratos 'swap', com Águas de Portugal (2007), CP (2007) e Metro de Lisboa (2010), todos eles com perdas potenciais, que no total atingiam os 40,9 milhões de euros.

A Grécia usou 'swaps' para reduzir artificialmente o défice orçamental, com o apoio do banco de investimento norte-americano Goldman Sachs, em 2003, depois das exigências das autoridades europeias, o que deixou fora das contas do Eurostat 2,8 mil milhões de euros de dívida pública grega. Semelhantes operações foram feitas antes do pedido de ajuda financeira feito pelo país em 2010, levando a posteriores revisões em alta do défice e da dívida pública grega.

A Itália também havia usado em 1996 'swap' para reduzir de forma artificial as contas públicas.

Lusa/SOL

 ”

Com a devida vénia, trasladado de Jornali in 
http://www.ionline.pt/artigos/portugal/swaps-polemica-atinge-mais-membro-da-equipa-das-financas

“PCP e Bloco pedem demissão de secretário de Estado do Tesouro que terá tentado vender swaps a Portugal para maquilhar o défice e a dívida

Depois de Maria Luís Albuquerque agora é a vez de Joaquim Pais Jorge, secretário de Estado do Tesouro, a ficar sob fogo da oposição. O governante - que entrou para a secretaria de Estado quando Albuquerque subiu a ministra das Finanças - terá sugerido ao governo de José Sócrates a compra de contratos swap, que ficariam fora das contas do défice e dívida pública.

O PCP e o BE já pedem a demissão de Joaquim Pais Jorge do Tesouro. O PS não vai para já tão longe, mas questiona a decisão de nomear para a secretaria de Estado do Tesouro e Finanças um homem que esteve envolvido na tentativa de venda de swaps de maquilhagem de contas a Portugal. "É no mínimo estranho que o governo demita todos os gestores públicos das empresas públicas que contrataram swaps, quando mantém Maria Luís Albuquerque no executivo e promove a secretário de Estado um homem que tentou vender uma espécie de falcatrua ao Estado português", afirma o deputado socialista João Galamba.


Em causa está o envolvimento de Joaquim Pais Jorge, então quadro em Portugal do Citigroup, numa proposta feita ao governo português para comprar swaps (instrumentos de gestão de risco de juro) que permitiam baixar artificialmente a dívida e o défice público, à semelhança dos produtos vendidos à Grécia. A história foi revelada, na semana passada, pelo ex-secretário de Estado, Carlos Costa Pina e pelo antigo presidente do IGCP, Alberto Soares, na comissão de inquérito aos swaps. Ontem, a revista Visão noticiou uma proposta feita pelo banco Citigroup, em 2005, ao gabinete do primeiro-ministro José Sócrates para contratar um swap que permitiria baixar o défice em 370 milhões de euros nesse ano e 450 milhões em 2006. O produto terá sido proposto também ao IGCP por responsáveis do banco americano em Portugal, Joaquim Pais Jorge e Paulo Grey.

Pais Jorge fez carreira no Citigroup até 2009, quando assumiu o cargo de director das concessões da Estradas de Portugal. Chegou a presidente da Parpública e foi a escolha de Maria Luís Albuquerque para a suceder na pasta do Tesouro e Finanças, que tem o pelouro da gestão dos swaps. O i já tinha noticiado o seu envolvimento na venda de swaps a empresas públicas. Segundo a lista de swaps enviada à comissão de inquérito, e citada pela Lusa, o Citigroup tinha três contratos, com Águas de Portugal (2007), CP (2007) e Metro de Lisboa (2010). Os dois primeiros apanham o período do Pais Jorge no Citi. Os três instrumentos tinham perdas potenciais de 40,9 milhões de euros.

Paulo Grey está na StormHarbour, a consultora contratada pelo IGCP para apoiar a gestão dos swaps de alto risco das empresas públicas (ver pág. 8).

O produto do Citigroup permitia a Portugal pagar menos juros pela emissão de dívida nos primeiros anos. Mas depois pagaria uma taxa mais alta ao banco americano do que a Euribor da altura, num período de 30 anos. Este produto também era conhecido como "Swap Eurostat friendly", porque ficava de fora do radar de controlo das contas públicas da zona euro.

Ontem, na SIC Notícias, o líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, afirmou que Maria Luís Albuquerque escolheu "mais um secretário de Estado que vem da mesma fornada" - "Devem os dois ver terminados os seus mandatos". Para João Semedo, coordenador do Bloco de Esquerda, a "transparência manda que o secretário de Estado seja demitido" - pela ministra que, para o BE, também se deve demitir. Mas que "ainda tem condições para demitir o secretário de Estado".

Ontem, o antecessor de Maria Luís Albuquerque no Tesouro, Costa Pina acusou a ministra de "imprecisões e insuficiência de informação" na audição da terça-feira. Com Lusa”

Há aqui um ciclo infernal, em que, para esconder a dívida, vale tudo! São sempre os cientistas da ciência oculta de economias e afins, todos da mesma igualha, similitude adquirida em manigâncias artificiosas, peritos em minutos de magia, tudo para ocultação dos portugueses e demais auditores internacionais(que, aliás, não se perdem em éticas nem morais, como se tem visto desde a “crise” americana – são Accentures [que mudam de nome, por via de inidentidades), são Goldman Sachs, são JP Morgans, são Santanders, são Barclays, são Deutsche Bank, são UBS, …

[o que segue: in
http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2012/12/bancos-ingleses-acusados-de-fraude-vao-receber-multas-astronomicas.html

i.a.]


“Edição do dia 20/12/2012 

20/12/2012 10h51 - Atualizado em 20/12/2012 10h51

Bancos ingleses acusados de fraude vão receber multas astronômicas

Multas estão na casa do bilhão de dólares. O jornal Financial Times definiu o episódio como um escâdalo de proporções épicas.

O fim de ano não vai ser nada bom para os bancos ingleses, acusados de fraude e manobras ilícitas no mercado financeiro. Eles vão receber multas astronômicas, na casa do bilhão de dólares. É um escândalo de proporções épicas, segundo o jornal Financial Times.

Na quarta-feira (19), foi o UBS, banco suíço, mas com grande operação em Londres. Antes do Natal, vai ser o RBS, da Escócia. Depois, o Barclays. A cultura dos bancos no Reino Unido estava errada, dizem os banqueiros arrependidos.”

Banqueiros arrependidos!!!!



“
Economia 

[in
http://www.tvi24.iol.pt/503/economia---economia/swap-citigrupo-paulo-gray-joaquim-pais-jorge-reuniao/1476519-6377.html]

Swap: ex-diretor do Citigroup também não se lembra da reunião
Paulo Gray, à semelhança do atual secretário de Estado do Tesouro, não sabe precisar se esteve na reunião onde tentaram vender swap ao Governo

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Redacção | 2013-08-02 20:00

O atual secretário de Estado do Tesouro, Joauim Pais Jorge, não é o único que não se lembra se esteve ou não na reunião onde, alegadamente, tentou vender ao Governo portugues, na altura liderado por José Sócrates, contratos de swap destinados a «maquilhar» as contas públicas. Também o ex-diretor do Citigroup, Paulo Gray, nãos e lembra se esteve ou não presente.

O caso foi referido pelo ex-secretário de Estado do Tesouro e Finanças, Carlos Costa Pina, e pelo ex-presidente da agência que gere a dívida pública (IGCP), Alberto Soares, na comissão parlamentar de inquérito a este tipo de contratos. Ambos afirmaram ter sido abordados por bancos que tentaram vender este tipo de produto ao Governo português, sem avançar de que grupos bancários se tratava.

Esta semana, a revista «Visão» revelou que um deles teria sido o Citigroup. À data dos acontecimentos (meados de 2005), o atual secretário de Estado, Joaquim Pais Jorge, era diretor do Citibank Coverage Portugal, e ter-se-ia feito acompanhar nas reuniões por Paulo Gray, que era então diretor de mercados do Citigroup.

Depois de Joaquim Pais Jorge ter hoje afirmado aos jornalistas que
não se lembra se esteve ou não nessa reunião, também Paulo Gray garante, em declarações à Renascença, que não se lembra do caso.

Questionado se confirma ou não que propôs em 2005 ao Governo de José Sócrates a contratação de swaps, Paulo Gray diz não poder precisar se esteve ou não presente nessa reunião em particular. Na resposta escrita que enviou à Renascença, diz ainda que participou em muitos contactos com clientes durante a sua atividade no Citigroup. 

Por outro lado, garante que as propostas eram elaboradas em Londres por equipas especializadas, que depois as apresentavam acompanhadas de elementos da área de mercados do Citi Portugal. Paulo Gray assegura que estas propostas cumpriam estritamente todas as obrigações contabilísticas e de report, quer ao Eurostat, quer às agências de rating. 

Paulo Gray afirma que é claramente subjetivo o que a imprensa escreve relativamente ao facto de estas propostas visarem baixar artificialmente a dívida e o défice. O antigo diretor de mercados do Citigroup sustenta que o certo é dizer que as propostas tinham uma componente de financiamento da República e outra de cobertura de risco de taxa de juro.

Paulo Gray é atualmente um dos responsáveis da Stormharbour, consultora financeira que o Governo contratou no ano passado para dar apoio especializado à gestão dos swaps de alto risco das empresas públicas portuguesas.

Sobre isto, Paulo Gray limita-se a garantir que a consultora estava ciente da complexidade e dimensão da tarefa e refere que o propósito foi assistir o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) e o Estado com total rigor e transparência”


E tudo o mais é assim! São todos mais ou menos parecidos! “Sai acha à racha e Maria a sua Mãe!” reza o brocardo!

Para além do “romance” de declarações de simpatia entre a MF Albuquerque, o ex-MF Gaspar, o ex-SE Pina, os Directores disto e daquilo, só falta ajuramentá-los na Comissão de Inquérito com as cominações do Código Penal para ver que verdades se mantêm! (Ou a Comissão de Inquérito tem receio de futuras e eventuais retaliações?!)!

O que “salta à evidência” é que alguém está mentindo! Quem?! A Comissão tem de apurar! A fiscalização dos actos do Governo (CRP) deve começar pela fiscalização dos seus agentes e pela sua honorabilidade! É uma questão de “higiene política”! 

E o PM terá de decidir-se entre o respeito pelo País ou a sua tibieza diante de tão graves suspeitas! Não é preciso demonstrar: basta haver suspeita fundada para agir! Ou a “tecnoforma” é assim a modos de um handicap que deve manter-se em perfil baixinho?!

Mas para que andamos todos zangados? Não é tudo a benefício da Pátria? Então?! Querem Sol na eira e chuva no nabal? Não pode ser! Ou se paga ou se esconde ou se dissimula ou se endromina ou se mente ou se ludibria! Várias formas de equacionar a postura nos altos cargos do Estado! É uma escola com adeptos de todos os sexos e idades e qualificações…normalmente em economês e financês, prioritariamente com estágios ou estadias no BdP ou perto do BCE ou nos escanos de poder bruxelês…ou adidos destes com assento em locandas de traficância de metais, de lugares e de favores! O “clube”! 


Note-se que este senhor Pais Jorge não devia passar de um moço de recados lá dos patrões! Não sabe o que andava a fazer a mando deles senão entregar cartas, missivas...etc.! Um "pobre-diabo"! E isto é curriculum que justifique o Bilhim dar-lhe accéssit...ou o Bilhim aqui não risca?! Pois basta ser carteiro no MF? Parece que é o destino de alguns! Ou truão, mais consentâneo papel com a figura que vem fazendo! Não sabe, não viu, ignora, não se lembra! Um falhado com direito a chauffeur e carro do Estado! Será que é paga de algum favor tanta mordomia para tão pouca bagagem?!

Nota: parece que a nossa memória é curta...mas as hemerotecas vão desempenhando o seu papel de refrescamento! A dos secretários precisa de fósforo! Um PM de Portugal não é assim coisa que se recorde...especialmente se não "alinhou" no negócio proposto! Isto é de um descaramento inusitado!


 

(*)     CITIGROUP=GANG DA CIDADE, tradução livre
(**)   Mas já algum governante "deu trela" ao Tribunal de Contas...isto é, respeitou este Tribunal?! É
          tido como um "verbo de encher"! Tribunal de quê?? Ai é?! Tem de ser ouvido?! Que chatice!
 

 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

IN VINO VERITAS! IN VINO JUDICARE!

DA JUSTIÇA, EM PARTICULAR

Vai para aí uma grita sobre as bebidas e os camiões do lixo! Por que razão se não dá acesso directo à fonte para identificar e contextualizar a sentença?!

Haverá sempre quem entenda que isto assim é notícia...mas contextualizado, não! E perde a cacha, que é, aliás, o leit motiv de tanto jornaleiro da nossa praça.

Com a vénia devida aos Meritíssimos - pois que diante das togas a gente deve agir com respeito! - transcrevo a parte polémica do texto, deixando, contudo, para os mais "curiosos" uma ligação adequada ao acórdão completo, não vão julgar-me faccioso.

1. Treslado:

"
Não há nenhuma exigência especial que faça com que o trabalho não possa ser realizado com o trabalhador a pensar no que quiser, com ar mais satisfeito ou carrancudo, mais lúcido ou pelo contrário um pouco tonto. É que a recorrente esquece-se também de alegar os factos dos quais o prejuízo público para a sua imagem resulta: - o trabalhador andava aos tombos e aos pontapés aos resíduos, murmurando palavras desrespeitosas em língua geralmente incompreensível?
A recorrente aliás confunde-se: não é por ter conhecimento da taxa e não agir que o seu prestígio fica afectado e assim lhe é causado um prejuízo sério. Se é, isso deve-se ao seu comportamento (proceder ou não proceder), não ao do trabalhador.
O prejuízo para a sua imagem (e de resto convenhamos que a afirmação de que seria censurada pelo cliente e que isso acarretaria grave prejuízo é completamente conclusiva e manifestamente exorbitante) resultaria do comprovado cumprimento defeituoso do trabalho, pelo trabalhador, associado ao comprovado comportamento embriagado em público (note-se, com álcool, o trabalhador pode esquecer as agruras da vida e empenhar-se muito mais a lançar frigoríficos sobre camiões, e por isso, na alegria da imensa diversidade da vida, o público servido até pode achar que aquele trabalhador alegre é muito produtivo e um excelente e rápido removedor de electrodomésticos).
"

2.  Ligação ao texto completo:

 
 
3. Comentário
 
Fica clara a razão do próprio acórdão! É, não é?!
 
Pense sempre, quando for trabalhar, que há uma toga a velar por si! Portanto, faça como os Meritíssimos aconselham: beba! "esqueça as agruras da vida", "empenhe-se muito mais", que o povo que serve, "na alegria da imensa diversidade da vida" "pode achar" que é "alegre", "muito produtivo", "e um excelente" profissional no desempenho das suas funções [digo eu]!
 
Vou começar a atender ao bistrot onde os Meritíssimos têm assento para comer a "francesinha"! Deve ser um gáudio ver as togas com 2,3g/l, no post prandial de 14º de graduação, libando as suas decisões, exarando os seus acórdãos, estirados nos divãs, debicando uvas e passando a mão rugosa pelas laudas da jurisprudência, lavrando sentenças propiciatórias das maiores felicidades prudenciais!
 
Desta  não se lembrou o Relvas nem o Álvaro nem o Passos (PM)!
 
Diria que "beber vinho é dar de comer a um milhão de portugueses"! (lembram-se?)
 
Na versão jurisprudente, trata-se de uma benzodiazepina social, sem efeitos secundários, que :
  1. permite "esquecer as agruras da vida"!
  2. dispensa prescrição Médica;
  3. não onera o SNS;
  4. paga IVA;
  5. incrementa a produção de bens transaccionáveis;
  6. estimula o consumo interno;
  7. dinamiza o sector primário da economia nacional;
  8. garante um equilíbrio da balança comercial;
  9. dá Unidades de Conta para os Merítíssimos, desonerando os cofres da justiça;
  10. activa e dinamiza os Tribunais e actividades correlatas;
  11. incrementa a actividade da comunicação social;
  12. determina, por quinze dias ou mais, o objecto dos analistas político-sociais;
  13. dá discussão académica nos mais diversos âmbitos;
  14. permite umas revisões legislativas adequadas ao acolhimento da pronúncia dos togados;
  15. reconduz a viticultura aos níveis sociais prestigiantes e devidos, extinguindo o vilipêndio de tantas normas e "consensos nacionais"!
 
Até que enfim que se reconhece dignidade social a uma pielazita!
 
Já estávamos fartos de tanto cinzentismo!
 
Se alguma vez for a Tribunal, peça um testezito de alcoolemia ao Meritíssimo...e recuse-se a ser julgado abaixo dos 2,1g/l! Está no seu direito ter pela frente um Homem "na alegria da imensa diversidade da vida"!
 
Evidente que manterá a exigência de dignidade no exercício de tão meritórias funções e não admitirá pela frente um togado que "ande aos tombos e aos pontapés às laudas, murmurando palavras desrespeitosas em língua geralmente incompreensível" [mutatis mutandis]
 
...pois deve ser estranho ao exercício digno da coisa a exigência que decorreria de aclaração da sentença, a qual deve, por consequência, fundamentar-se na incompreensibilidade da língua escrevente da dita sentença! Isso é que é inadmissível!
 
Agora que o Meritíssimo tenha ido comer uma "francesinha" (pode ter qualquer outra origem!) regada com 13º ou 14º de um vintage bem encorpado, com paladar a frutos vermelhos e com final de boca a saber a especiarias...isso é que é de exigir! É de homem!
 
Exerça sempre a sua cidadania e não se deixe enrolar por palavrório incompreensível de um qualquer Juíz abstémio! Estes não sabem o que são as agruras da vida!
 
Exija sempre um julgamento post prandial com teste à alcoolemia do togado! Não se deixe enganar! In vino veritas! Exija um julgamento...e não um acto cinzento, lúgubre, tristonho!
 
Seja exigente na sua CIDADANIA!