sexta-feira, 9 de agosto de 2013

BONA FIDES CONTRARIA EST FRAUDI ET DOLO!


 


 ... a boa-fé é contrária à fraude e ao engano

Em que o modesto plumitivo vos vem dizer que está mais despejado de amargores não que o desgoverno da nação tenha feito pelas melhoras do povo ou que os próceres tenham arrepiado caminho do desmando em que a coisa pública se lançou mas porque ainda não se deu ao trabalho de pôr os olhos nas publicações do dia para não se aborrecer com as factualidades inenarráveis que se colam ao papel e à alma como miasmas de uma natureza impura e utópica que tornam grave a linha de rumo que os pilotos desta barca vão tomando sem cartulário de jeito nem roteiro de confiança e sem astrolábio ou balestilha levando a cabo e sem proveito do povo as mais desbragadas alternativas diplomáticas e normativas de derruição do bem-estar da nação e do progresso dos povos sem mérito reconhecido e sem rezão que lhes assista em democrática lisura de entendimento do governo da coisa pública que não é senão aquilo que de todos é e a todos convém no respeito da dignidade das pessoas e dos seus congéneres em etnia e génese e vêm mui asinha dizer-nos dos arroubos de alma que os possuem para defensão dos bens das gentes quando os azorragam com tributos e foros em duvidosa sazão para pernadas ou desarrazoadas anúduvas por irrealizável mealha em corveias repassadas ende as coisas se mal-param e se mal-partem entre quem se arroga do mando e quem se diz detentor de soberanias constitucionais onde as coisas que devem de ser escorreitas para os povos se plasmam em letras de oiro para memória das gentes e mormente para pasmo dos alvazis e juízes de fora que de cenho de preboste e de saiões se mascaram no dito cumprimento de inconspícuos alvarás que se dizem de decretações da mesa das consciências beneditinas à volta das que os fasianídeos gritam incompreensões aos humanos aurículos em tardes de calma em que o povo geme pelos apertos dos línguas que lhes gritam os desmandos do regente do dia.

Como soía despejar toda a mal dita coisa que antes me corrompia a alma e o coração e as entranhas me desfazia de mal-estar comigo e com os outros me confirmei no desmancho da amargura que o nosso Deus me permitiu hoje para glória Sua e de seus anjos e arcanjos de que muito reconheço o bem-querer que me tem nestes momentos de sol e azul passados ao pé do Tejo de Camões num remanso de paz com Ele e com as suas criaturas que nem o coelho ainda que assado me poderia destruir por mais forte ser a voz de Deus que o seu nitrir de vassalagem a coisas mundanas e sujas de estrangeiro encomendado e de truão arremedando o feito e o trejeito sem tino nem gáudio das gentes que contrariamente dele se aborrecem.

E por ser disso verdadeiro o sentimento que se me insculpiu na alma me levaram os sentimentos até perto d’Aquele que tudo conduz por perfeito ser sem falha nem princípio nem fim que há-de estar no nosso caminho como guardião da passagem inquirindo do que fizemos e do que dissemos e mal seria que me deixasse levar hoje de outros pensamentos que não os elevados para o bem comum e das gentes e em lugar mui principal  o dos meus mais chegados para quem o bem supremo Lhe invoco com prejuízo de coisas próprias de muito agrado que desaprecio face ao que Ele me possa deixar fruir na sua companhia deles e boa-venturança!

Agora me enxugo dos prantos que houve e da aridez de alma me arrependo sempre que Ele me traz uma efémera alegria que dura o que dura mas que vive e é perfeita.

Por então vos deixo antes de me ir às notícias ver o tropel de asneiras que beneditinamente se conjuram e conjugam para desgraça das gentes e sob o diáfano manto da irrevogabilidade e da dissimulação ultrapassando com escárnio e má-fé as rubras linhas de intransponibilidades afirmadas e juradas pelos paladinos do ágio e da desgraça do povo.

Seja Deus benigno e misericordioso connosco e nos livre de todo o mal que eles nos fazem usando de seus poderes indescritíveis e inomináveis pelo nosso entendimento que só Ele detém a sua espoleta e o seu comando das coisas que deve usar contra os vizires que nos desgovernam a nação, os bens, as gentes, os costumes.

Se me atrevesse a nomeá-los convinhàvelmente teria de retrogradar no tempo até ontem e nos princípios de teleologia desta d’hoje o que me seria repugnante e me afastaria da hermenêutica da coisa.

Pelo que vos desejo um bom dia e que vos seja agradável a revolução da boa-vontade que por aqui começo sem chamar Filhos de Puta aos que o merecem! Que assim seja! Sede homens de boa-vontade sem ofender os justos que também os há conquanto os não enxergue nos sítios devidos onde aqueles de puta gerados pululam!

“Bona fides contraria est fraudi et dolo”…se bem me entendeis!

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

TEM EXPRESSÕES QUE PODEM FERIR A SENSIBILIDADE!




Depois de ler as notícias dos últimos dias, só apetece gritar:





FILHOS DA PUTA!


Quem?! Diga você! Eu já gritei! Ainda não é proíbido gritar! Ou já é? E só se pode nomeá-los baixinho? Ao ouvido?


FILHOS DA PUTA!!
 
 
Assim já se pode dizer?
É que ando cheio de medo destes senhores das secretas que espionam os blogues e demais coisas quejandas para nos lixarem a vida! Mas espero não ofender ninguém! É que ser-se filho da puta é uma qualificação para determinados postos de mando! Não? Não são estes? Então quais é que são? Pode ser conselheiro de Protuguês (não é assim que se diz, sem tracinho?!) Pode ensinar-se a aterrar nas ervas, voar baixinho por causa dos fumos, fazer raspadinhas com os suópis, lotarias com as euribors, com os títulos do tesouro pode fazer-se tanta gente feliz, basta vendê-los em catadupas à segurança (?) social (?) ou adquirir fundos de pensões ao espírito santo ou outro malandro idêntico (isto sou eu a brincar com estes maganões simpáticos!), vender os créditos aos citigrupos (ou lá como é que se chamam), pedir conselhos ao borges da Sachs (não, não é a motoreta) para vender selos e carimbos a privados sem balcão (cospes nas costas do droguista ou no peito da merceeira lá da aldêa e vais ver que sai mais barato do que ter uma porta aberta só para volumes de transaccionáveis que são aquelas coisas que vais deixar aos ctt com estampilha e cartão preenchido para pagar no destino, ou para vender aviões que voam baixinho como companhia de bandeira - a gente ainda não tinha percebido que dar bandeira era isso! Ou encanar a água e deixar de ser livre e cobrar pelo cano, pela tornêra, pela maçaneta, pela conduta, pelo contadori, pela portinhola com jenela, pela anilha de borracha vedante, pelo cloro, pela cal, pela travessia da terra do munecípiu, pela electricidade que consomes e por aquela que devias ter consumido que é a mais estimada de todas que dispensa o empregado e tu vais corrigir quando te alembrares que eles nã te avisam, pelo fio que a traz, pela alâmpada que a acende e pelo botanito que a apaga lá no caixilho de baquelite que penduraste na parede e pelo gás que te conduzem para a porta que depois é contigo que arrebente ou não que o estado da coisa deve ser mantido por peritos que são aqueles homenzinhos que vieram de áfricas com abelhas nos coletes e que enxameiam mais que os mosquitos da manta-rota...eu estava a ciciar sussurrando sobre FILHOS DA PUTA e tive de mudar o tamanho da letra para que os ditos não lessem todo estes despejo de alma que mexia comigo em rendas que me roubam a pensão e o comer e o sustento! Mas hoje acordei mal disposto e só me apetece gritar
 
FILHOS DA PUTA QUE OS PARIU!
 
que eles sabem quem são e escuso de os nomear - também era cá um ror de nomes para o rol ! - e escuso de os incomodar comigo e com os juízes que defendem uma pielazita bem apanhada!
 
E não te esqueças de ver o extracto da conta bancária e onde te andam a roubar sem perceberes....coisinhas disfarçadas: pagas pelos cheques, pelo porte dos cheques (não que havias de ir lá buscá-los! as mordomias pagam-se!), pagas comissão de emissão de cheques e pagas imposto de selo pela emissão e porte dos cheques! E custa-te, cada um, MESMO ANTES DE O PREENCHERES, qualquer coisita como 2oo mil réis! E depois pagas ter o dinheiro depositado! Nâ sabias? Eu vi agora! É um balúrdio! Então eles servem-se da tua mealha para creditar e cobrar juros a outros e tu ainda pagas para ter lá o dinheiro! E pagas se pedires um extracto ao balcão! E pagas ... se cumprimetares o gerente ou a menina que te atende! E pagas...e pagas! Quando dás pela conta, já foi! Vê se enxergas! Muda! Estes gajos estão cheios com a nossa distracção!
 
 
FILHOS DA PUTA QUE OS PARIU!
 
Quem? Eles lá sabem! Eu não os nomeio por ponderosas razões! mas que o são, são!
 
 
FILHOS DA PUTA QUE OS PARIU!
 
 
Eu avisei que acordei zangado!
 
 
FILHOS DA PUTA QUE OS PARIU!
 
Se não quiseres ler não leias!
 
 
FILHOS DA PUTA QUE OS PARIU!
 
 
TALVEZ AMANHÃ HAJA UMA BOA NOTÍCIA QUE ME PERMITA PERDOAR A TODOS ESTES
 
FILHOS DA PUTA QUE OS PARIU!
 
 Até mais ver!
 
FILHOS DA PUTA !
 
Nota: esta estava no buffer e saíu sem querer e o raio do blogger perdeu a rubber para fazer diliti! Mas nã há-se ser nada
 
FILHOS DA PUTA
 
que vomecê nã tem culpa e isto passa!
 
 
 
 
 
 
 





quarta-feira, 7 de agosto de 2013

LINHAS VERMELHAS!!!


“Pare, escute e olhe”!!!

Cavalo de batalha ou cavalo de Troia??
Com a cultura destes senhoritos da união nacional a gente já não sabe!!

Mas convém reler, relembrar, pois parece que as promessas de tudo fazer para que não fossem tomadas medidas drásticas (e assassinas) caíram no chão!

Não há plano, nada existe, compromissos rasgados…e os pensionistas e aposentados que se lixem!

Esta é a coerência dos nossos governantes (?)! E quanto a Portas, o irrevogável Portas…vou ali e já volto! Bem quisemos acreditar no homem e nos seus princípios de solidariedade cristã, mas parece que nem a Senhora da Conceição de Vila-Viçosa o faz respeitar a educação, a moral, a ética, a coerência, a honradez, as juras, a enfatuada determinação na afirmação de princípios! (mas eu disse – ver aqui há atrasado – que a “linha vermelha” não era toda a linha que deveria ser: não se falava na “convergência” (falaciosa, capciosa adjectivação, cavilosa conjecturação) dos sistemas de pensões nem nas pensões de sobrevivência…apenas numa sobretaxa sobre as ditas!! Esta é a verdade!
Estes são os homenzinhos que nos “governam”, os “irrevogáveis”! Não esqueçais!

 
In

“Só em último recurso e se falharem todos os cortes de despesa é que haverá nova taxa sobre as pensões. Foi este o compromisso assumido este domingo em Conselho de Ministros e que Paulo Portas aceitou. 

A linha vermelha de fronteira que o ministro Paulo Portas disse que não admitiria passar em relação à taxa sobre as pensões não foi eliminada, mas o Governo, em Conselho de Ministros (CM) reunido este domingo de emergência, assumiu, ao fim de menos de três horas, que tudo fará para a evitar. Foi quanto bastou para que fosse mais uma vez adiado o espetro da crise política, que ao longo da tarde foi alimentado pelas direções do PSD e o CDS. 

Ao princípio da tarde deste domingo o clima político era de alta tensão. Inesperadamente, o chefe do Governo falou com Cavaco Silva, convocou o CM para fechar a 7.ª avaliação da troika, que previa a taxa sobre as pensões rejeitada por Paulo Portas, e ainda reuniu a Comissão Permanente do PSD.

No final da tarde, a fórmula do consenso, subscrita pelos ministros do CDS, acabou por ser a retirada do caráter obrigatório da medida, acompanhada do compromisso por parte do Governo para tudo fazer para encontrar alternativas pelo lado da redução da despesa do Estado.

Dessa forma, estava afastada a tal ameaça de rutura na coligação e ficava garantido o fecho da 7.ª avaliação do memorando da troika, que permitirá ao país receber nova tranche do empréstimo.

Era preciso também encerrar este capítulo a tempo da reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro, marcada para esta segunda-feira, em Bruxelas. Portugal estará representado por Vítor Gaspar, que domingo já não terá estado no CM.

Da reunião do Conselho de Ministros saiu apenas um comunicado lacónico, sem qualquer alusão à polémica. "O Conselho de Ministros reuniu para se inteirar da conclusão dos trabalhos relativos ao 7.º exame regular e confirmar as condições necessárias ao seu fecho, de modo a que o senhor ministro de Estado e das Finanças possa delas dar nota nas reuniões que amanhã se iniciam em Bruxelas, do Ecofin e do Eurogrupo", refere a nota.

No entanto, fonte do Governo adiantou ao JN que "o CDS aceitou que excecionalmente pudesse vir a ser considerada a introdução de uma contribuição de sustentabilidade sobre as pensões".

Arrefeceu-se a crise política, garantiu-se o fecho da sétima avaliação da troika, mas criou-se um desconforto do lado dos centristas, que rejeitam o tom de recuo que a ala social-democrata fez passar para o exterior. 

"Só se tudo falhar e em último recurso é que se encarará a possibilidade de avançar com a taxa". É esta a mensagem centrista para justificar a nova posição de Portas.

Quando muito, trata-se de um recuo estratégico concertado com Passos apenas para troika ver. Aliás, o primeiro-ministro já dera sinais, no Parlamento, de que não iria fazer da taxa "um cavalo de batalha".

A ideia é manter a medida no papel apenas com caráter opcional e encontrar alternativas. Há muito tempo para o fazer até à elaboração do próximo Orçamento de Estado e há também uma almofada financeira, a tal de que falou Portas há uma semana.

Frisou que era possível "poupar quem deve ser poupado e não carregar em quem não merece", porque são necessárias poupanças inferiores a quatro mil milhões de euros, mas o conjunto de medidas aponta para 4,8 mil milhões.”



Afinal, onde se fez o quê para evitar a entrada em vigor destas medidas! O rosalino lá continuou a redacção como se nada acontecesse! Não acreditou nunca no plano de reestruturação do Portas, o tal que ficou encarregue de refundar o Estado! O Afonso Henriques do século XXI! Só que refundar...refundou a mãezinha que o pôs - a modos de dizer o nosso desagrado e revolta (que se ressalve:com o devido respeito pela Senhora, que não tem culpa destes "desvios" e "arroubos" do filho mais novo!) Questões de coerência política, dir-se-á, pois é a única que lhe sobra é com o tacho e a sua vaidade pessoal! Incompetência e fatuidade!
 

Diria mesmo mais: não é de cavalos de Troia nem de batalha que se trata! É mesmo de bestas! (*)

 
Escolha a sua alternativa preferida!A minha escolha está feita!

(*)
besta | s. f. | adj. 2 g.

 [in http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=besta]

 besta | s. f.

besta |ê|
(latim bestia, -ae, animal, fera)

s. f.
s. f.1. Animal que se pode cavalgar. = CAVALGADURA
2. Pessoa estúpida. = BURRO, CAVALGADURA
3. Homem de apetites depravados.
4. O homem (considerado sob o seu aspecto mais desfavorável).

adj. 2 g.
5. Tolo, estúpido.
besta de roda: A que trabalha nas noras, engenhos, etc.
besta de tiro: Animal que puxa um carro.

 

 

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O GANG DA CIDADE (*)






                  



Dantes (no tempo da velha senhora):



Com a devida vénia ao “Correio da Manhã”


“Citigroup ganhou 290 milhões”


“O Citigroup vai ganhar com a cedência de créditos fiscais e da segurança social, efectuada quando Manuela Ferreira Leite era ministra das Finanças do Governo PSD/CDS, quase 290 milhões de euros. O valor, referente a juros e encargos com a montagem da operação, representa 16,4 por cento do preço inicial pago pelo Citigroup, de 1,76 mil milhões de euros, que permitiu cumprir o défice público de três por cento exigido no Pacto de Estabilidade e Crescimento.”

[in

http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?channelid=00000011-0000-0000-0000-000000000011&contentid=0B92B1DC-8A94-4497-BC87-49D898DE9E53

 e segue:


“Ao que o CM apurou, o Ministério das Finanças, na sequência do diagnóstico da Direcção-Geral de Contribuições e Impostos (DGCI), já informou o Citigroup p que, do total de 11,4 mil milhões de euros cedidos em 2003, o Estado pagará os 1,76 milhões de euros, acrescidos dos encargos e juros. Ao todo, a operação irá custar ao erário público cerca de 2,1 mil milhões de euros.

Para já, o Estado já entregou ao Citigroup 1,9 mil milhões de euros. E tudo indica que os restantes cerca de 150 milhões de euros, correspondentes a juros e encargos, serão pagos, "previsivelmente, até ao primeiro semestre de 2010".

A portaria 1375-A, de 18 de Dezembro de 2003, estabelece que "os créditos do Estado e da segurança social são cedidos mediante o pagamento de um preço inicial, no montante de 17,6 milhões de euros, e de um eventual preço diferido, cujo montante é determinado após o pagamento integral das quantias devidas aos titulares das obrigações titularizadas, deduzidas as despesas e os custos da operação de titularização". 

Por causa de dúvidas na interpretação desta norma, o Ministério das Finanças decidiu, no final de 2008, terminar o contrato com o Citigroup. A operação foi polémica desde o início, dado que o Governo de então comprometeu o direito dos governos seguintes àquelas receitas fiscais. O CM tentou obter um comentário de Manuela Ferreira Leite mas, até ao fecho desta edição, tal não foi possível. “



“CRÉDITOS TOTALIZARAM 15 MIL MILHÕES

 O total de créditos do Estado cedidos ao Citigroup ascendeu a 15,1 mil milhões de euros. No contrato está prevista a cedência de 11,44 mil milhões de euros mas, como os serviços públicos não conseguiram cobrar uma parte dos créditos cedidos, foi necessário substituir os créditos incobráveis por outros de igual montante, no valor de 3,74 mil milhões de euros.

Os créditos foram substituídos em quatro anos: 534 milhões de euros, em 2004; 1,31 mil milhões de euros, em 2005; 695 milhões de euros, em 2006; e 1,19 mil milhões de euros, em 2007.

O parecer do Tribunal de Contas à conta do Estado de 2004 detectou, entre outras falhas, "a integração de dívidas que já se encontravam pagas, anuladas ou prescritas na mesma data". A maior fatia dos créditos cedidos eram fiscais.


TRIBUNAL DIRIGIU FORTES CRÍTICAS À OPERAÇÃO (**)
O Tribunal de Contas (TC) não poupou críticas à venda de créditos ao Citigroup. No essencial, depois da crítica feita em 2003, o parecer do Tribunal de Contas à Conta Geral do Estado de 2004 frisa que "a operação de cessão de créditos para efeitos de titularização teve, em termos líquidos, um efeito positivo sobre as receitas em 2003, mas tem um efeito negativo sobre as receitas de 2004 e anos seguintes".

A portaria 1375-A diz que os créditos referem-se "à cobrança coerciva de processos de execução instaurados entre 1 de Janeiro de 1993 e 30 de Setembro de 2003", mas o TC detectou falhas. 

PORMENORES

CESSÃO DE CRÉDITOS

 
créditos foram cedidos à Sagres - Sociedade de Titularização de Créditos (Citigroup). 

OBRIGAÇÕES

Após a compra dos créditos, foram emitidas seis classes de obrigações: cinco indexadas à Euribor a 6 meses, mais spread, e uma com taxa de juro de 7%.

RECEITA EXTRAORDINÁRIA

Sendo a titularização uma venda, foi registada como receita. Por isso, os 1,76 mil milhões de euros puderam ser usados na redução do défice orçamental.”


…e agora:



 




Agora, no tempo dos novos senhores:


Com a devida vénia, traslado de

http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=81882

 “Citigroup tentou vender swaps para disfarçar défice de Portugal”


“O banco Citigroup propôs em 2005 'swaps' a Portugal para baixar artificialmente o défice, estando o actual secretário de Estado do Tesouro e o dono da consultora StormHarbour entre os responsáveis pela proposta. 

De acordo com o documento a que Agência Lusa teve acesso, o banco norte-americano fez várias propostas ao instituto que gere a dívida pública portuguesa, o IGCP, de 'swaps' que baixariam artificialmente o défice.

A revista Visão notícia hoje que o secretário de Estado do Tesouro, Joaquim Pais Jorge, (que tomou posse há um mês) e o responsável da consultora StormHarbour (contratada pelo IGCP em 2012 para analisar os 'swaps' problemáticos), Paulo Gray, tentaram vender estes 'swaps' em 2005 pelo Citigroup.

O documento a que a Agência Lusa teve acesso propõe um 'swap' que podia baixar o défice orçamental de 2005 em 370 milhões de euros e em 450 milhões de euros em 2006. A redução do défice podia ser maior se o IGCP assim o pretendesse.

A operação consistia na contratação pelo IGCP de três 'swaps' com maturidades a trinta anos, que fariam com que as taxas de juro [superiores à média do mercado] a pagar relativas às Obrigações do Tesouro (OT) existentes em 2005 e 2006 fossem pagas ao longo de um período maior de tempo.

Por exemplo, um dos 'swaps' estava ligado a uma linha de OT com uma taxa de juro anual de 9,5% que tinha de ser paga em Fevereiro de 2005 e 2006. Neste caso, o Citigroup pagaria estes 9,5% ao IGCP e esta entidade pagava a Euribor da altura (2,185% na média de Fevereiro de 2005) menos 200 pontos base, o que daria algo à volta de 0,185%, encaixando o Estado a diferença nas contas públicas, que era um juro na altura superior a 9%.

No entanto, a partir de Fevereiro de 2006, o IGCP passava a ter de pagar ao Citigroup 3,7% enquanto esta instituição pagaria apenas o valor ligado à Euribor a seis meses da altura (2,725% na média de Fevereiro de 2006) e que na pior das hipóteses poderia chegar aos 3,75% caso a taxa chegasse a esses níveis (algo longe de acontecer).

Os 'swaps' baixavam o défice naqueles dois anos -- 2005 e 2006 - mas exigiam que estes pagamentos fossem feitos até 2036, o que era mais rentável para o banco no longo prazo.

"O Citigroup acredita que as taxas de juro historicamente baixas representam uma oportunidade de mercado para que a República de Portugal estenda a duração do seu portfolio de dívida", diz a apresentação entregue em 2005 pelo atual secretário de Estado do Tesouro e pelo agora responsável da StormHarbour.

O documento inclui ainda um anexo onde o Citigroup explica como é que o 'swap' consegue fugir às regras do Eurostat e assim baixar o défice. São os chamados 'swap Eurostat friendly'.

O IGCP faz habitualmente 'swaps' com taxa variável para cobrir o risco associado às linhas de OT com taxas fixas, mas nunca aceitou este tipo de operações, segundo disseram publicamente Carlos Costa Pina, ex-secretário de Estado do Tesouro e Finanças de Teixeira dos Santos, e o ex-presidente do IGCP Alberto Soares.

De acordo com a lista de 'swaps' na posse da comissão de inquérito, o Citigroup tinha três contratos 'swap', com Águas de Portugal (2007), CP (2007) e Metro de Lisboa (2010), todos eles com perdas potenciais, que no total atingiam os 40,9 milhões de euros.

A Grécia usou 'swaps' para reduzir artificialmente o défice orçamental, com o apoio do banco de investimento norte-americano Goldman Sachs, em 2003, depois das exigências das autoridades europeias, o que deixou fora das contas do Eurostat 2,8 mil milhões de euros de dívida pública grega. Semelhantes operações foram feitas antes do pedido de ajuda financeira feito pelo país em 2010, levando a posteriores revisões em alta do défice e da dívida pública grega.

A Itália também havia usado em 1996 'swap' para reduzir de forma artificial as contas públicas.

Lusa/SOL

 ”

Com a devida vénia, trasladado de Jornali in 
http://www.ionline.pt/artigos/portugal/swaps-polemica-atinge-mais-membro-da-equipa-das-financas

“PCP e Bloco pedem demissão de secretário de Estado do Tesouro que terá tentado vender swaps a Portugal para maquilhar o défice e a dívida

Depois de Maria Luís Albuquerque agora é a vez de Joaquim Pais Jorge, secretário de Estado do Tesouro, a ficar sob fogo da oposição. O governante - que entrou para a secretaria de Estado quando Albuquerque subiu a ministra das Finanças - terá sugerido ao governo de José Sócrates a compra de contratos swap, que ficariam fora das contas do défice e dívida pública.

O PCP e o BE já pedem a demissão de Joaquim Pais Jorge do Tesouro. O PS não vai para já tão longe, mas questiona a decisão de nomear para a secretaria de Estado do Tesouro e Finanças um homem que esteve envolvido na tentativa de venda de swaps de maquilhagem de contas a Portugal. "É no mínimo estranho que o governo demita todos os gestores públicos das empresas públicas que contrataram swaps, quando mantém Maria Luís Albuquerque no executivo e promove a secretário de Estado um homem que tentou vender uma espécie de falcatrua ao Estado português", afirma o deputado socialista João Galamba.


Em causa está o envolvimento de Joaquim Pais Jorge, então quadro em Portugal do Citigroup, numa proposta feita ao governo português para comprar swaps (instrumentos de gestão de risco de juro) que permitiam baixar artificialmente a dívida e o défice público, à semelhança dos produtos vendidos à Grécia. A história foi revelada, na semana passada, pelo ex-secretário de Estado, Carlos Costa Pina e pelo antigo presidente do IGCP, Alberto Soares, na comissão de inquérito aos swaps. Ontem, a revista Visão noticiou uma proposta feita pelo banco Citigroup, em 2005, ao gabinete do primeiro-ministro José Sócrates para contratar um swap que permitiria baixar o défice em 370 milhões de euros nesse ano e 450 milhões em 2006. O produto terá sido proposto também ao IGCP por responsáveis do banco americano em Portugal, Joaquim Pais Jorge e Paulo Grey.

Pais Jorge fez carreira no Citigroup até 2009, quando assumiu o cargo de director das concessões da Estradas de Portugal. Chegou a presidente da Parpública e foi a escolha de Maria Luís Albuquerque para a suceder na pasta do Tesouro e Finanças, que tem o pelouro da gestão dos swaps. O i já tinha noticiado o seu envolvimento na venda de swaps a empresas públicas. Segundo a lista de swaps enviada à comissão de inquérito, e citada pela Lusa, o Citigroup tinha três contratos, com Águas de Portugal (2007), CP (2007) e Metro de Lisboa (2010). Os dois primeiros apanham o período do Pais Jorge no Citi. Os três instrumentos tinham perdas potenciais de 40,9 milhões de euros.

Paulo Grey está na StormHarbour, a consultora contratada pelo IGCP para apoiar a gestão dos swaps de alto risco das empresas públicas (ver pág. 8).

O produto do Citigroup permitia a Portugal pagar menos juros pela emissão de dívida nos primeiros anos. Mas depois pagaria uma taxa mais alta ao banco americano do que a Euribor da altura, num período de 30 anos. Este produto também era conhecido como "Swap Eurostat friendly", porque ficava de fora do radar de controlo das contas públicas da zona euro.

Ontem, na SIC Notícias, o líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, afirmou que Maria Luís Albuquerque escolheu "mais um secretário de Estado que vem da mesma fornada" - "Devem os dois ver terminados os seus mandatos". Para João Semedo, coordenador do Bloco de Esquerda, a "transparência manda que o secretário de Estado seja demitido" - pela ministra que, para o BE, também se deve demitir. Mas que "ainda tem condições para demitir o secretário de Estado".

Ontem, o antecessor de Maria Luís Albuquerque no Tesouro, Costa Pina acusou a ministra de "imprecisões e insuficiência de informação" na audição da terça-feira. Com Lusa”

Há aqui um ciclo infernal, em que, para esconder a dívida, vale tudo! São sempre os cientistas da ciência oculta de economias e afins, todos da mesma igualha, similitude adquirida em manigâncias artificiosas, peritos em minutos de magia, tudo para ocultação dos portugueses e demais auditores internacionais(que, aliás, não se perdem em éticas nem morais, como se tem visto desde a “crise” americana – são Accentures [que mudam de nome, por via de inidentidades), são Goldman Sachs, são JP Morgans, são Santanders, são Barclays, são Deutsche Bank, são UBS, …

[o que segue: in
http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2012/12/bancos-ingleses-acusados-de-fraude-vao-receber-multas-astronomicas.html

i.a.]


“Edição do dia 20/12/2012 

20/12/2012 10h51 - Atualizado em 20/12/2012 10h51

Bancos ingleses acusados de fraude vão receber multas astronômicas

Multas estão na casa do bilhão de dólares. O jornal Financial Times definiu o episódio como um escâdalo de proporções épicas.

O fim de ano não vai ser nada bom para os bancos ingleses, acusados de fraude e manobras ilícitas no mercado financeiro. Eles vão receber multas astronômicas, na casa do bilhão de dólares. É um escândalo de proporções épicas, segundo o jornal Financial Times.

Na quarta-feira (19), foi o UBS, banco suíço, mas com grande operação em Londres. Antes do Natal, vai ser o RBS, da Escócia. Depois, o Barclays. A cultura dos bancos no Reino Unido estava errada, dizem os banqueiros arrependidos.”

Banqueiros arrependidos!!!!



“
Economia 

[in
http://www.tvi24.iol.pt/503/economia---economia/swap-citigrupo-paulo-gray-joaquim-pais-jorge-reuniao/1476519-6377.html]

Swap: ex-diretor do Citigroup também não se lembra da reunião
Paulo Gray, à semelhança do atual secretário de Estado do Tesouro, não sabe precisar se esteve na reunião onde tentaram vender swap ao Governo

Por:
Redacção | 2013-08-02 20:00

O atual secretário de Estado do Tesouro, Joauim Pais Jorge, não é o único que não se lembra se esteve ou não na reunião onde, alegadamente, tentou vender ao Governo portugues, na altura liderado por José Sócrates, contratos de swap destinados a «maquilhar» as contas públicas. Também o ex-diretor do Citigroup, Paulo Gray, nãos e lembra se esteve ou não presente.

O caso foi referido pelo ex-secretário de Estado do Tesouro e Finanças, Carlos Costa Pina, e pelo ex-presidente da agência que gere a dívida pública (IGCP), Alberto Soares, na comissão parlamentar de inquérito a este tipo de contratos. Ambos afirmaram ter sido abordados por bancos que tentaram vender este tipo de produto ao Governo português, sem avançar de que grupos bancários se tratava.

Esta semana, a revista «Visão» revelou que um deles teria sido o Citigroup. À data dos acontecimentos (meados de 2005), o atual secretário de Estado, Joaquim Pais Jorge, era diretor do Citibank Coverage Portugal, e ter-se-ia feito acompanhar nas reuniões por Paulo Gray, que era então diretor de mercados do Citigroup.

Depois de Joaquim Pais Jorge ter hoje afirmado aos jornalistas que
não se lembra se esteve ou não nessa reunião, também Paulo Gray garante, em declarações à Renascença, que não se lembra do caso.

Questionado se confirma ou não que propôs em 2005 ao Governo de José Sócrates a contratação de swaps, Paulo Gray diz não poder precisar se esteve ou não presente nessa reunião em particular. Na resposta escrita que enviou à Renascença, diz ainda que participou em muitos contactos com clientes durante a sua atividade no Citigroup. 

Por outro lado, garante que as propostas eram elaboradas em Londres por equipas especializadas, que depois as apresentavam acompanhadas de elementos da área de mercados do Citi Portugal. Paulo Gray assegura que estas propostas cumpriam estritamente todas as obrigações contabilísticas e de report, quer ao Eurostat, quer às agências de rating. 

Paulo Gray afirma que é claramente subjetivo o que a imprensa escreve relativamente ao facto de estas propostas visarem baixar artificialmente a dívida e o défice. O antigo diretor de mercados do Citigroup sustenta que o certo é dizer que as propostas tinham uma componente de financiamento da República e outra de cobertura de risco de taxa de juro.

Paulo Gray é atualmente um dos responsáveis da Stormharbour, consultora financeira que o Governo contratou no ano passado para dar apoio especializado à gestão dos swaps de alto risco das empresas públicas portuguesas.

Sobre isto, Paulo Gray limita-se a garantir que a consultora estava ciente da complexidade e dimensão da tarefa e refere que o propósito foi assistir o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) e o Estado com total rigor e transparência”


E tudo o mais é assim! São todos mais ou menos parecidos! “Sai acha à racha e Maria a sua Mãe!” reza o brocardo!

Para além do “romance” de declarações de simpatia entre a MF Albuquerque, o ex-MF Gaspar, o ex-SE Pina, os Directores disto e daquilo, só falta ajuramentá-los na Comissão de Inquérito com as cominações do Código Penal para ver que verdades se mantêm! (Ou a Comissão de Inquérito tem receio de futuras e eventuais retaliações?!)!

O que “salta à evidência” é que alguém está mentindo! Quem?! A Comissão tem de apurar! A fiscalização dos actos do Governo (CRP) deve começar pela fiscalização dos seus agentes e pela sua honorabilidade! É uma questão de “higiene política”! 

E o PM terá de decidir-se entre o respeito pelo País ou a sua tibieza diante de tão graves suspeitas! Não é preciso demonstrar: basta haver suspeita fundada para agir! Ou a “tecnoforma” é assim a modos de um handicap que deve manter-se em perfil baixinho?!

Mas para que andamos todos zangados? Não é tudo a benefício da Pátria? Então?! Querem Sol na eira e chuva no nabal? Não pode ser! Ou se paga ou se esconde ou se dissimula ou se endromina ou se mente ou se ludibria! Várias formas de equacionar a postura nos altos cargos do Estado! É uma escola com adeptos de todos os sexos e idades e qualificações…normalmente em economês e financês, prioritariamente com estágios ou estadias no BdP ou perto do BCE ou nos escanos de poder bruxelês…ou adidos destes com assento em locandas de traficância de metais, de lugares e de favores! O “clube”! 


Note-se que este senhor Pais Jorge não devia passar de um moço de recados lá dos patrões! Não sabe o que andava a fazer a mando deles senão entregar cartas, missivas...etc.! Um "pobre-diabo"! E isto é curriculum que justifique o Bilhim dar-lhe accéssit...ou o Bilhim aqui não risca?! Pois basta ser carteiro no MF? Parece que é o destino de alguns! Ou truão, mais consentâneo papel com a figura que vem fazendo! Não sabe, não viu, ignora, não se lembra! Um falhado com direito a chauffeur e carro do Estado! Será que é paga de algum favor tanta mordomia para tão pouca bagagem?!

Nota: parece que a nossa memória é curta...mas as hemerotecas vão desempenhando o seu papel de refrescamento! A dos secretários precisa de fósforo! Um PM de Portugal não é assim coisa que se recorde...especialmente se não "alinhou" no negócio proposto! Isto é de um descaramento inusitado!


 

(*)     CITIGROUP=GANG DA CIDADE, tradução livre
(**)   Mas já algum governante "deu trela" ao Tribunal de Contas...isto é, respeitou este Tribunal?! É
          tido como um "verbo de encher"! Tribunal de quê?? Ai é?! Tem de ser ouvido?! Que chatice!
 

 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

IN VINO VERITAS! IN VINO JUDICARE!

DA JUSTIÇA, EM PARTICULAR

Vai para aí uma grita sobre as bebidas e os camiões do lixo! Por que razão se não dá acesso directo à fonte para identificar e contextualizar a sentença?!

Haverá sempre quem entenda que isto assim é notícia...mas contextualizado, não! E perde a cacha, que é, aliás, o leit motiv de tanto jornaleiro da nossa praça.

Com a vénia devida aos Meritíssimos - pois que diante das togas a gente deve agir com respeito! - transcrevo a parte polémica do texto, deixando, contudo, para os mais "curiosos" uma ligação adequada ao acórdão completo, não vão julgar-me faccioso.

1. Treslado:

"
Não há nenhuma exigência especial que faça com que o trabalho não possa ser realizado com o trabalhador a pensar no que quiser, com ar mais satisfeito ou carrancudo, mais lúcido ou pelo contrário um pouco tonto. É que a recorrente esquece-se também de alegar os factos dos quais o prejuízo público para a sua imagem resulta: - o trabalhador andava aos tombos e aos pontapés aos resíduos, murmurando palavras desrespeitosas em língua geralmente incompreensível?
A recorrente aliás confunde-se: não é por ter conhecimento da taxa e não agir que o seu prestígio fica afectado e assim lhe é causado um prejuízo sério. Se é, isso deve-se ao seu comportamento (proceder ou não proceder), não ao do trabalhador.
O prejuízo para a sua imagem (e de resto convenhamos que a afirmação de que seria censurada pelo cliente e que isso acarretaria grave prejuízo é completamente conclusiva e manifestamente exorbitante) resultaria do comprovado cumprimento defeituoso do trabalho, pelo trabalhador, associado ao comprovado comportamento embriagado em público (note-se, com álcool, o trabalhador pode esquecer as agruras da vida e empenhar-se muito mais a lançar frigoríficos sobre camiões, e por isso, na alegria da imensa diversidade da vida, o público servido até pode achar que aquele trabalhador alegre é muito produtivo e um excelente e rápido removedor de electrodomésticos).
"

2.  Ligação ao texto completo:

 
 
3. Comentário
 
Fica clara a razão do próprio acórdão! É, não é?!
 
Pense sempre, quando for trabalhar, que há uma toga a velar por si! Portanto, faça como os Meritíssimos aconselham: beba! "esqueça as agruras da vida", "empenhe-se muito mais", que o povo que serve, "na alegria da imensa diversidade da vida" "pode achar" que é "alegre", "muito produtivo", "e um excelente" profissional no desempenho das suas funções [digo eu]!
 
Vou começar a atender ao bistrot onde os Meritíssimos têm assento para comer a "francesinha"! Deve ser um gáudio ver as togas com 2,3g/l, no post prandial de 14º de graduação, libando as suas decisões, exarando os seus acórdãos, estirados nos divãs, debicando uvas e passando a mão rugosa pelas laudas da jurisprudência, lavrando sentenças propiciatórias das maiores felicidades prudenciais!
 
Desta  não se lembrou o Relvas nem o Álvaro nem o Passos (PM)!
 
Diria que "beber vinho é dar de comer a um milhão de portugueses"! (lembram-se?)
 
Na versão jurisprudente, trata-se de uma benzodiazepina social, sem efeitos secundários, que :
  1. permite "esquecer as agruras da vida"!
  2. dispensa prescrição Médica;
  3. não onera o SNS;
  4. paga IVA;
  5. incrementa a produção de bens transaccionáveis;
  6. estimula o consumo interno;
  7. dinamiza o sector primário da economia nacional;
  8. garante um equilíbrio da balança comercial;
  9. dá Unidades de Conta para os Merítíssimos, desonerando os cofres da justiça;
  10. activa e dinamiza os Tribunais e actividades correlatas;
  11. incrementa a actividade da comunicação social;
  12. determina, por quinze dias ou mais, o objecto dos analistas político-sociais;
  13. dá discussão académica nos mais diversos âmbitos;
  14. permite umas revisões legislativas adequadas ao acolhimento da pronúncia dos togados;
  15. reconduz a viticultura aos níveis sociais prestigiantes e devidos, extinguindo o vilipêndio de tantas normas e "consensos nacionais"!
 
Até que enfim que se reconhece dignidade social a uma pielazita!
 
Já estávamos fartos de tanto cinzentismo!
 
Se alguma vez for a Tribunal, peça um testezito de alcoolemia ao Meritíssimo...e recuse-se a ser julgado abaixo dos 2,1g/l! Está no seu direito ter pela frente um Homem "na alegria da imensa diversidade da vida"!
 
Evidente que manterá a exigência de dignidade no exercício de tão meritórias funções e não admitirá pela frente um togado que "ande aos tombos e aos pontapés às laudas, murmurando palavras desrespeitosas em língua geralmente incompreensível" [mutatis mutandis]
 
...pois deve ser estranho ao exercício digno da coisa a exigência que decorreria de aclaração da sentença, a qual deve, por consequência, fundamentar-se na incompreensibilidade da língua escrevente da dita sentença! Isso é que é inadmissível!
 
Agora que o Meritíssimo tenha ido comer uma "francesinha" (pode ter qualquer outra origem!) regada com 13º ou 14º de um vintage bem encorpado, com paladar a frutos vermelhos e com final de boca a saber a especiarias...isso é que é de exigir! É de homem!
 
Exerça sempre a sua cidadania e não se deixe enrolar por palavrório incompreensível de um qualquer Juíz abstémio! Estes não sabem o que são as agruras da vida!
 
Exija sempre um julgamento post prandial com teste à alcoolemia do togado! Não se deixe enganar! In vino veritas! Exija um julgamento...e não um acto cinzento, lúgubre, tristonho!
 
Seja exigente na sua CIDADANIA!
 




segunda-feira, 22 de julho de 2013





SACANA PERFEITO II !!!


E o mais que se verá que vá surgindo por aí! O “melhor Ministro das Finanças” da União Europeia! “O meu amigo” [do Schäuble]! O gajinho do “não ludibrio, não engano”!! O videirinho que não deu conta das alavancas! O enormíssimo e reverenciado consultor [ou quejanda coisa!] do BdP! [Por isso o “relatório de Verão” já não é nenhuma Primavera!].



…mas, mesmo assim, o PR admite continuar em funções a “sucessora” da política de erro confessada pelo próprio demissionário! É de bradar aos céus! Tanta conivência! Está tudo armadilhado e preparado para Belém não ter incómodos democráticos!



É ler…e isto são os correligionários do coiso!



Com a devida vénia, treslado do Jornal i de 22 de Julho de 2013, in http://www.ionline.pt/artigos/dinheiro/ferreira-leite-mira-amaral-criticam-gestao-fundo-da-seguranca-social




“Vítor Gaspar está na mira dos dois ex-governantes por ter autorizado que o investimento em dívida pública possa chegar aos 90%

 Os dois ex-ministros de Cavaco Silva, Manuela Ferreira Leite e Mira Amaral, criticaram a decisão de Vítor Gaspar de aumentar para 90% o tecto máximo afecto à dívida pública do Fundo de Estabilização da Segurança Social (FESS).

 Em dois artigos de opinião divulgados no "Expresso" de sábado, os antigos governantes questionam esta última decisão do ex-ministro das Finanças, tomada na véspera da sua demissão, a qual aumenta exponencialmente o risco deste instrumento de capitalização, o único não sujeito a qualquer tipo de supervisão, e criado para garantir o pagamento de pensões no sector privado durante 24 meses. Em 2011, recorde-se, este fundo já só as assegurava em nove meses.

Para Ferreira Leite, este é um dos serviços do Estado "inúteis porque não cumprem os objectivos para que foram criados, por falta de meios ou por impedimentos deliberados." A economista refere que "para fazer esta gestão, em regime de capitalização, existe um outro organismo, o Instituto de Gestão dos Fundos de Capitalização da Segurança Social, dotado de autonomia administrativa, financeira e patrimonial." Mas não é sobre esta aparente duplicação de funções que Ferreira Leite se insurge. Mas antes com o facto de o ministro das Finanças e da Solidariedade terem considerado a sua administração como "absolutamente inútil e supérflua, na medida em que consideram que apenas as suas assinaturas (nem sequer uma decisão do Conselho de Ministros) seriam suficientes para que este independente Instituto Público levasse a cabo uma operação que qualquer gestor de "meia tigela" não faria e que consistiria em comprar dívida pública, apenas por sua ordem, até 90% do valor da carteira da Segurança Social, o que aumentaria o risco das suas aplicações de forma inaceitável".

A antecessora de Passos Coelho na liderança do PSD disse ainda "querer acreditar que a operação não foi executada porque não há notícia de qualquer pedido de demissão por parte dos responsáveis do instituto" e que se o tivesse sido, "este devia ser, no guião do Estado, o primeiro Instituto Público a extinguir."

Já para Mira Amaral, o que está em causa é a instrumentalização crescente do fundo para objectivos muito diferentes daqueles para que foi criado. "Tal fundo, em regime de capitalização, destinava-se a minimizar os riscos do regime redistributivo", escreveu, acrescentado que "quando Luís Filipe Pereira saiu da Segurança Social, o fundo foi utilizado para financiar a habitação social. Agora o ex-ministro das Finanças, Vítor Gaspar, decidiu afectar o fundo à compra de dívida pública portuguesa."

O presidente do BCI diz-se "chocado" por esta decisão de Vítor Gaspar, "pois é pôr mais uma vez os pensionistas e contribuintes (futuros pensionistas) ainda mais dependentes das nossas finanças públicas e a financiá- -las." Mira Amaral alerta igualmente para o perigo de ser o "CFO do Portugal SA a gerir o FESS no interesse das suas finanças públicas", defendendo que "um fundo de pensões de uma empresa nunca pode ser gerido pelos seus gestores para não atrelar a sua gestão aos interesses da mesma."

 [fim de treslado]



E isto ninguém vê?! Vão aparecendo coisitas, à socapa, soltas, desgarradas, discretas! E depois vem a troica dizer que é necessário cortar nas pensões! Pudera! Com estes negócios malandros quem é que aguenta!

Acho que só internado…e com vigilância 24h sobre 24h…e com muita atenção, pois parece que o gajinho tem mais vidas! (Até convinha pôr-lhe uma pulseira electrónica cerebral, não vá ter mais pensamentos de investimento!)

Este é o País de maravilhas que nos deixam ter…ou o PR ainda não disse a última palavra?! 

[depois de ouvir que o governo(?) se mantém em funções até final da legislatura…sobra perguntar: “- E o País também?!]

Já agora: estes próceres do PSD não têm mais do que a comunicação social para estas atoardas?! Não há uma PGR para receber esta queixa?! Ou são todos do género: "- Segura-me, senão mato-o!"? Com o estatuto que detêm - coisas do aparelho - não há uma denúncia a fazer...ou temos telhados de vidro, alegadamente?!

Nota: aquela observação, "en passant", de Mira Amaral sobre o "financiamento da habitação social" também "fica por aqui", ninguém tem contas a prestar?! E eu pensava que só o Isaltino é que era vigarista [este, também, era o melhor...autarca do País! Será que ele se meteu com algum prócere mais proeminente que ele para "ir dentro", depois de todos os recursos e demonstração da eficiência da justiça que temos?!] 



 

terça-feira, 16 de julho de 2013


E SE FALÁSSEMOS DO FUTURO?!

Lembrando aos pequeninos deputados que andam a brincar às escolinhas e a fazer “trabalhos de casa”, com a supervisão de um prefeito, decorrente de uma ordem do senhor presidente-professor, e que ainda não deram pelo papel de palhaços (sem ofensa, valha-me Deus!) que estão a fazer para gáudio de todos os democratas; que têm da democracia uma vaga ideia – apenas a que lhes permite reconhecer no pr o chefe – e que se esqueceram de toda a dignidade de representação do Povo (esse, sim, é o SOBERANO!), e que se apressam a obedecer que nem cordeirinhos ao senhor pr (cuja ideia de democracia também aparece muito atravessada!); senhores/meninos deputados que dão assim uma imagem da sua interpretação constitucional do papel que lhes é reservado - como delegados do Povo -, imagem mui apoucada e traduzida nesta inconstitucionalmente interpretada submissão a uma ordem do pr (“- Vamos lá a portar-se bem!”); vergonhosa interpretação do papel de delegados da soberania do Povo; indescritível “turma de galinhas” que só se portam bem quando o galo canta!; indecorosa turma de meninos mal-comportados apanhados na subversão dos papéis constitucionalmente conferidos; incompreensível bando de ovelhas a que basta um “berro” do cabreiro para se chegarem para o rego; indisfarçável agrupamento sem vergonha nem pejo algum do papel que fazem nesta representação de deputados; lembrava-vos que o que está em causa é a IMPOSSIBILIDADE MATERIAL (E MORAL) de cumprir o pagamento da “dívida”, tal como estava – e mais se agrava com as “idas ao mercado” para buscar mais mealha a juros de ágio! – e como se prefigura! O que está em causa é decidir que a dita dívida pública é IMPAGÁVEL nos termos que foram e vêm sucessivamente a ser negociados!

Como se pretende obter o valor necessário ao ressarcimento dos agiotas? É isso que deveria estar a ser discutido em sede parlamentar – e não em esconsos lugares, longe da observação directa do POVO! É que, mesmo com trabalho escravo…e por natureza, não haverá dinamização da economia que permita o superávit necessário para colmatar aquele enorme buraco que dizem ter atingido a “dívida pública”! – e ainda recolher mealha necessária ao normal funcionamento das instituições constitucionais! É impossível! Só por cima de cadáveres…e estes ainda não pagam imposto (admite-se não haver para aí nenhum despacho gaspariano para publicação que contemple esta cobrança em modo procrastinado!).

Dizia-vos: senhores deputados – para aqueles que ainda o são ou disso têm noção e honra – o próprio gaspar deixou aquela carta assassina mas…clarinha como a água no que ao assunto toca: “-Errei! O caminho parece não ser este! - Outro que o desfaça! - Temos de passar rapidamente à fase do investimento! Ouviram? Errei!”

Neste momento, há que ter o sangue-frio para não cair no alçapão! O pr ficou preso num labirinto em que pretende lançar todo o País! Não era ele que falava no perigo da espiral recessiva? Em que ficamos? Ou há coerência…

Para não maçar muito, chamo apenas a atenção para o facto de não se tratar apenas de mais prazo ou menos prazo para o “pagamento da dívida”! A 25 anos e a juros de 4,3%, as contas estão feitas e apresentadas abaixo! As enormidades a pagar – e a pagar por família, mensalmente! – estão espelhadas no quadro abaixo! (Não estou com “rodriguinhos” de cash-flow nem outras coisas demasiado complexas!). A simplicidade dos números seguintes deve ser elucidativa! E bastante, para afastar veleidades de obediência cega a credores e pr! Nunca em Portugal uma Família teria o rendimento mensal necessário à sua quota-parte num cenário em que ESTA “DÍVIDA” (?) tivesse de ser-lhe imputada! Ainda não estão contabilizados os impostos normais e necessários ao suporte do nosso Estado Constitucional! Nem a ablação de todo o cenário político-social - que veio sendo perseguido desde 25/4/1974 - daria (?) alguma “abertura” ao pagamento, por um povo albanisado, de uma parte (?) da designada “dívida” pública! É olhar para os números e definir um “roteiro” de civilização para convivência no espaço Europeu! – se ainda a Europa não deitou fóra a “periferia” (a França já baixou nas ratações costumeiras! Quem vai seguir-se?!).

Senhor(a) Deputado(a)! Se alguma réstea de dignidade constitucional ainda sobra, é altura de abandonar a “escolinha” do sr. pr. e discutir na Assembleia o que houver a discutir, às claras, sem sonegar ao Povo que o elegeu qualquer argumentário ou ideologia (?) em prol da Nação mais antiga da Europa! Discuta-se com a Europa e na Europa a insânia das propostas que são feitas aos países “endividados”! Demonstre-se-lhe a impossibilidade (ainda que, absurdamente, houvesse justiça no ressarcimento!) de “pagamento” de tais dívidas!

Fazendo a comparação com o espaço nacional: a que região vamos imputar mais ou menos valor dos créditos que foram concedidos ao País? Será que deve ser o Alentejo a pagar as auto-estradas que o atravessam…ou isso é um benefício comum ao espaço nacional? Será que o “endividamento” – a que agora se chama “dívida pública” - não teve a ver com a parcela dos 25% do co-financiamento nacional de projectos de interesse europeu (et pour cause!) que à Europa interessavam, por questão de coesão do espaço europeu? Só agora reparam que os 25% nacionais estão em “dificuldade de cobrança”? E enquanto isso serviu interesses financeiros, de prestação de serviços, de fornecimento de bens…a muitas interessadas empresas nacionais e estrangeiras, não se reparou no nível de “endividamento” carreado para o Orçamento do Estado?!

…e isto sem legalização de lobbies! O que seria se já estivessem legalizados (como alguns ainda ateimam na temática!). Não bastam os BPN, os O2, os “Furacões”, os “submarinos”, as chaimites modernaças e anfíbias…os suópis?! E as vendas de bancos em angolares cujas dívidas o Povo tem de pagar! E aquele complexo de Parpública e seus negócios incompreensíveis?! E os ditames de compra de dívida pública com dinheiros da Segurança Social? (para reforço das garantias do sistema de segurança social…ou mais uma “negociata” a identificar dentro de uns anitos?!). E a compra TRANSPARENTE OPORTUNA e REPETIDA dos Fundos de Pensões privados (da banca, pois!) para desonerar encargos futuros, da banca, naturalmente, com a desculpa de receitas extraordinárias visando aliviar o déficit orçamental do Estado!? … tudo isto não conta e não vem à colação para desobrigar os Senhores Deputados do tpc  ordenado pelo pr … que ainda virá dizer que seguiu à risca o “roteiro” traçado por estes próceres partidários! (Entretanto deita-se-lhes às canelas um prefeito para que não haja distracções nem recreio enquanto o papelito não estiver pronto! Aonde chegou a dignidade da república!!!!).

 

Atente então nos números, que a isso vim novamente, assustado com as decisões do pr! É uma tentativa de alerta para quem ainda quiser receber alertas!

 

Juro=
Dívida Pública (€) =
0,043
189.731.044.440
População = 10.000.000
 
Famílias =2.500.000
Anos
Anuidade
Juros
A pagar
Mensal/Família
1
9 486 552 222
7 750 513 165,37
17 237 065 387,37
574,57
2
9 486 552 222
7 342 591 419,83
16 829 143 641,83
560,97
3
9 486 552 222
6 934 669 674,28
16 421 221 896,28
547,37
4
9 486 552 222
6 526 747 928,74
16 013 300 150,74
533,78
5
9 486 552 222
6 118 826 183,19
15 605 378 405,19
520,18
6
9 486 552 222
5 710 904 437,64
15 197 456 659,64
506,58
7
9 486 552 222
5 302 982 692,10
14 789 534 914,10
492,98
8
9 486 552 222
4 895 060 946,55
14 381 613 168,55
479,39
9
9 486 552 222
4 487 139 201,01
13 973 691 423,01
465,79
10
9 486 552 222
4 079 217 455,46
13 565 769 677,46
452,19
11
9 486 552 222
3 671 295 709,91
13 157 847 931,91
438,59
12
9 486 552 222
3 263 373 964,37
12 749 926 186,37
425
13
9 486 552 222
2 855 452 218,82
12 342 004 440,82
411,4
14
9 486 552 222
2 447 530 473,28
11 934 082 695,28
397,8
15
9 486 552 222
2 039 608 727,73
11 526 160 949,73
384,21
16
9 486 552 222
1 631 686 982,18
11 118 239 204,18
370,61
17
9 486 552 222
1 223 765 236,64
10 710 317 458,64
357,01
18
9 486 552 222
815 843 491,09
10 302 395 713,09
343,41
19
9 486 552 222
407 921 745,55
9 894 473 967,55
329,82
20
9 486 552 222
0,00
9 486 552 222,00
316,22
189 731 044 440
77 505 131 653,74
267 236 176 093,74
Juro efectivo=
40,85%
Média total a pagar/Português=
26 723,62
Média total a pagar/Família=
106 894,47
Média Mensal/Família=
445,39

 

 

Acham que o Povo está em condições para dar “conforto” a estes valores? Ou já não há vergonha que vos salve?! É que, pelo nosso lado, apenas conseguimos dizer que já não aguentamos! Nem admitimos este cenário para Filhos e Netos! É DEMAIS!!!!

Tenham pejo, Senhores! Não vale agachar-se tanto que isto não é DEMOCRÁTICO! Foram ultrapassados todos os limites da decência constitucional…e ninguém se rebela?! No Parlamento!!! Ou só se faz valente (?) a Senhora Presidente para os “carrascos” sem defesa que não seja a voz da sua revolta! A Senhora Presidente da AR não se indignou com esta intromissão inconstitucional do pr? Agora manda os deputadosinhos fazer um tpc…”- E vejam se se despacham! Quando vier das Selvagens, quero o tpc na minha mesa!” E têm que ser os partidos apenas do “arco da governação” (podiam ser os do arco do cego, não?) que os “outros” não chegam lá?! É a captura total da Democracia a que assistimos…e a Senhora Presidente da AR não se indignou?! (Alegadamente – deixa-me ressalvar - que a gente visse…).

Pensávamos que o nosso País ia partilhar com os outros Países um futuro de coesão social, de coesão política (não estou a dizer univocidade acrítica!); que ia dividir com todos os outros Países da Europa um espaço, uma forma de viver, uma civilização! Mas enganei-me?! Andava a sonhar demais ?! Pensei que numa família não haveria esta repartição de encargos…quando se pretende que toda ela usufrua de iguais/equivalentes meios de vida e de bem-estar?! Afinal…parece que não é isso: uns terão de ser escravos e outros os seus senhores! Podiam ter avisado antes, que podíamos ter partido logo para o Atlântico, em vez destes devaneios em terra!

Senhores Deputados! Vejam lá que figuras andam a fazer…que isto não me parece nada bom! É altura de se falar verdade! Mesmo dizer ao pr que a espiral recessiva passa por este tpc! Se os objectivos são o do cerceamento à Democracia, pondo logo de parte os partidos “descartáveis” e “aproveitando” apenas os mais submissos aos interesses financeiros que nos avassalam…estamos entendidos quanto ao regime que belém tem em vista!

Se o objectivo do tpc encomendado pelo pr é saber como vamos pagar e não se vamos pagar, é traçar uma rota que só ao Parlamento cabe definir … mecanismo de clara inconstitucionalidade! Ninguém enxerga?!

(Depois lá iremos outra vez aos “sindicatos bancários” esportular a comissãozita para montarem um “road show” de forma a encontrar (hélas!) os mais adequados meios de pagamento da dívida! Estes e mais uns escritòriozinhos de advogados, lá pela António Augusto de Aguiar e cercanias, que sabem da poda a rodos para elucidarem o Estado da decisão mais certeira…para todos ganharem com a alvar inocência do bom-povo-português!)

…e se falássemos do FUTURO! Não, não é post troica coisa nenhuma! É do FUTURO mesmo! Sem economistas na plateia…mas com estadistas a sério!

(Houve tempos em que o Olof Palme nos recomendava não acabar com os ricos mas sim com os pobres! Quem o ouviu?! Aqui parece que o pessoal da política ainda não percebeu que precisamos de acabar com os pobres, exterminar a pobreza! Mas andamos demasiado empenhados aos espíritos santos do mundo e seus parentes e cada vez há mais pobres! Não percebemos o recado fundacional: acabar com os pobres, exterminar a pobreza! Não é matar os pobres, que isso é genocídio!)

FUTURO…PRECISA-SE, COM DIGNIDADE!