segunda-feira, 7 de outubro de 2013

TERRORISMO DE ESTADO




NÃO, NÃO TENHO NOTÍCIAS DO QUE VAI PELO MUNDO! LAMENTO! APENAS DO QUE POR AQUI SE VAI PASSANDO!
 
Então é assim: temos que nem a(o)s viúva(o)s têm sossego!
 
Nos tempos da minha juventude descuidada, havia aquele dito brejeiro - e estou já a avisar sobre a natureza do dito por via das sensibilidades! -:
 
"Quando os oiço ou vejo, aperto bem a carteira, encosto o cú à parede e rezo pela virgindade das minhas filhas!"
 
Claro, tempos em que importava a honradez das pessoas e a sua integridade moral e física!
 
Havia uma ÉTICA e uma MORAL que impunham aquela atitude, tripla, de defesa dos bens considerados essenciais a qualquer homem que se prezasse!

 
Em tempos de democracia chocha a frase repetir-se-á até à exaustão!

 
É caso para cuidar, quando até se discute a apresentação de rendimentos para "justificar" uma "prebenda" designada por PENSÃO DE SOBREVIVÊNCIA, se não deveríamos re-implantar as almenaras para cuidado dos Povos e sua defensão atempada!

 
Convenhamos no esmero posto na implementação da coisa: se houver cumulação de pensões!

 
Diria mesmo que é altura de promover um acerto de contas com a dita "segurança" social, demonstrando o que é estar socialmente seguro ou socialmente inseguro!

 
Este acerto de contas pode ser demonstrado por via de terceiros mais habilitados ao caso, dada a fraqueza natural dos mandantes, para adequado preenchimento dos formulários (aquela perseguição documentalística que este governo tem como modo de existir: ainda não reparou que nem isso é necessário, pois dispõe de todos os dados necessários à coisa! É ignorância...ou má-fé para empecer a "atribuição" do rédito!)

 
Pois, como dizia, se torna assim necessário um terceiro mandatário mais apropriado para o preenchimento do dito formulário que o senhor da segurança social pensou e vai fazer promulgar para que haja memória do seu estado como ministro da dita e referida social!

 
Ao qual mandatário se exigirá, no mínimo, probidade e segurança de punho para evitar ferir o formulário com rasura de má assinatura!
 
Assim, todos os que se queiram habilitar à dita SOBREVIVÊNCIA deverão associar-se para escolher uma mão-cheia de mandatários capazes de fazer o que lhes for outorgado pelos requerentes de tamanha ucharia!

 
Não deverá deixar-se esquecido o arsenal adequado para escrita cabal no contexto, não vá haver confrontação com novas exigências diplomáticas - aliás, como costume.

 
Dado ser - ou parecer - temporária a medida (o prazo é que se não sabe ainda, pois dependerá muito dos sucedimentos na Pátria) deverá adoptar-se a precaução para uma primeira eventualidade de socorro a medidas mais explícitas e convinháveis ao tratamento razoado do assunto!

 
Poderá acontecer ter de se gritar pelo Santiago ou pelo S. Jorge, coisa que exige que o mandatário seja fiel e religioso, seguidor da sã moral, e dedicado à causa das damas mais fracas do Povo!

 
Outrossim, será conveniente ir suficientemente preparado para proteger a carteira, encostar-se à parede e ser devoto para a oração supra-referida!
 
Isto visto, para que haja sucesso na hora e se evitem desperdício de tempo e de forças e demoras escusadas com explicações impróprias de quem vai a mandado.
 
Posto o que se deve voltar à calma usual do reino, tratando as coisas com justiça, como sempre havia costume de fazer-se!

 
E passem as viúvas a poder transitar em paz, visitando a última morada de quem nelas pensou, deixando-lhes um rendimento para a mortalha e o esquife de dignidade revestido! Mutatis mutandis!

 
Por fim: que Deus tenha misericórdia de nós...e que faça Justiça Justa com estes malvados que andam a esbulhar os trabalhadores em prol de usuras e ucharias! Ou ao engano, pois parece que este da segurança social não tem estamento nem estatura física nem mental senão para copeiro da mesa!

 
Havia outro grito inquiridor, que se usava na minha descuidada - como já disse, mas isto é da idade - juventude:
"- Quem foi a grande puta que pariu isto?"
(A pergunta sempre foi capciosa! Elegâncias oratórias de outros tempos!)

 
O título está justificado?! Não é terrorismo de Estado este ataque às PENSÕES e MORMENTE ÀS de SOBREVIVÊNCIA?! 

 
(Bem, eles dizem que vão modular a pílula ou lá o que é! Mas a senhora que os pôs não tem culpa das crias que andam por aí mal aconselhadas!)

 
Elucidação usual:

terrorismo

 
substantivo masculino
1. Conjunto de actos de violência cometidos por agrupamentos revolucionários.

2. Sistema, regime do Terror, em França (1793-1794).

3. [Por extensão] [Por extensão] Sistema de governo por meio de terror ou de medidas violentas

"terrorismo", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

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